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domingo, 21 de junio de 2009

Mário Lino descarta novo mandato...

Mário Lino, ministro das Obras Públicas, insinuou que não voltará a ser ministro e não pondera sequer a hipótese de ser deputado, apesar de admitir que não quer ficar parado.
Numa entrevista ao semanário ‘Expresso’, Lino afirmou que já não tem “idade para estar no Governo”, deixando assim no ar a possibilidade de não voltar a integrar o Governo PS, caso voltem a vencer as eleições legislativas, ainda sem data marcada.
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Já se orientou, agora adeus...É o costume...

viernes, 19 de junio de 2009

CHAMAVAM-LHE JAMAIS E DEIXOU O TGV NO APEADEIRO...

Percebe-se que Sócrates entrou em desnorte.
A ideia de que era um duro já se tinha há muito dissipado, agora com a derrota humilhante veio à tona a imagem de um político fragilizado, indeciso, incoerente, um líder que dirige o rebanho ao sabor do vento, um timoneiro que só já consegue navegar com costa à vista.
O recuo sobre a decisão do TGV é a gota de água.
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Na segunda Lino tentava pressionar Cavaco no sentido de ele ter de acabar por dar o ok ao inicio do processo do TGV, mas terça era o mesmo Lino que vinha dar aos jornais mais amigos do PS (DN e i) a grande manchete de que afinal o TGV ia ficar para já parado no apeadeiro.
O homem das obras por fazer tem azar e tem um jeito especial para falar tarde e já fora de tempo, ou fala muito antes do tempo. O nosso Jamais aí está com mais uma gaffe histórica.
Claro, que deve ter havido um aviso de Belém.
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Se o governo teimasse em avançar o comboio contra tudo e contra todos o nosso agulheiro iria fazê-lo parar desse lá para onde desse. Para não comprar mais uma guerra com o PR e sair derrotado, o engenheiro acabou por recuar o comboio. Ele que era o cowboy dos duros acabou com o duro dos comboios.
Duro mesmo só Durão (que agora é Barroso), o único portuga ao lado de Ronaldo que continua em alta e de quem no estrangeiro ainda se sabe o nome.
Percebemos que isto vai entrar tudo em câmara lenta. Eu diria: vamos ficar com o país em câmara ardente durante o verão.
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A malta está ansiosa por receber o subsidio de férias (aqueles que ainda têm essa regalia social), os desempregados respiram porque ainda vai haver um dinheirito para a praia, os reformados e os funcionários públicos têm o deles garantido, sem a corrosão da inflação, e Sócrates vai refrear a cabeça numa praia longe da multidão e, reza ele, dos paparazzis portugueses- que são tão incompetentes que nem vão perceber que o Primeiro vai andar por aí, não longe porque há que manter os alertas vigilantes.
Os professores com um bocado de pressão ainda conseguem anular as classificações (ou não conseguiram já?) e a partir de agora é tudo à vontade do povo.
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Estas atitudes repetem-se sempre nos arrogantes de meia tigela, naqueles que não têm convicções, nem programas, nem rigor. O que mais marca este governo é essa falta de acreditar, a fobia pelo marketing, a politiquice aprendida nos manuais (?) rascas da televisão populista.Isto é o governo, mas o país não é diferente.
Por isso, talvez Sócrates ainda consiga uma vitoriazita para um governozito, para um tempito, para depois se retirar demissionário e mártir.
in Blog Instante Fatal