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viernes, 12 de junio de 2009

Falsas esperanças...

Em resposta à decisão do Ministério das Finanças de não garantir as aplicações de "retorno absoluto" impingidas pelo BPP a numerosas pessoas, João Rendeiro, ex-presidente e principal accionista do banco, diz que o Governo "alimentou falsas esperanças aos clientes".
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Vinda de um especialista em falsas esperanças, a constatação tem a autoridade de um juízo inter-pares. Foram assim por água abaixo as pretensões dos investidores do BPP de ver reembolsados pelo Estado os seus investimentos falidos. A verdade é que as falsas esperanças que Rendeiro lhes vendeu contaram com a cobertura (ou, tendo em conta os indícios e rumores que já existiam, com o 'encobrimento por negligência') do BdP e da CNVM.
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Os clientes do BPP não confiaram apenas em Rendeiro, confiaram também na regulação de Constâncio e Teixeira dos Santos, então presidente da CNVM. Mas se o Estado fosse a indemnizar todas as vítimas disto e daquilo (roubos, furtos, fraudes…) que por aí há diariamente por a Polícia falhar na sua missão de garantir a segurança, não havia dinheiro dos contribuintes (nem contribuintes) que chegassem.
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Em resposta à decisão do Ministério das Finanças de não garantir as aplicações de "retorno absoluto" impingidas pelo BPP a numerosas pessoas, João Rendeiro, ex-presidente e principal accionista do banco, diz que o Governo "alimentou falsas esperanças aos clientes". Vinda de um especialista em falsas esperanças, a constatação tem a autoridade de um juízo inter-pares.
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Foram assim por água abaixo as pretensões dos investidores do BPP de ver reembolsados pelo Estado os seus investimentos falidos. A verdade é que as falsas esperanças que Rendeiro lhes vendeu contaram com a cobertura (ou, tendo em conta os indícios e rumores que já existiam, com o 'encobrimento por negligência') do BdP e da CMVM.
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Os clientes do BPP não confiaram apenas em Rendeiro, confiaram também na regulação de Constâncio e Teixeira dos Santos, então presidente da CMVM. Mas se o Estado fosse a indemnizar todas as vítimas disto e daquilo (roubos, furtos, fraudes…) que por aí há diariamente por a Polícia falhar na sua missão de garantir a segurança, não havia dinheiro dos contribuintes (nem contribuintes) que chegassem.
Manuel António Pina
in JN

domingo, 24 de mayo de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...Mansão de Rendeiro muda de offshore...

joão Rendeiro (BPP)
A casa onde mora João Rendeiro, o fundador do Banco Privado Português (BPP), no exclusivo condomínio da Quinta Patino, em Cascais, está registada num sociedade estrangeira, sediada num offshore, que já teve duas moradas diferentes.
Segundo apurou o CM, a mansão do lote 81, está actualmente avaliada em 2,1 milhões de euros
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A vilanagem continua a passear-se, impune...

jueves, 14 de mayo de 2009

Gestão para Totós...

Há uma evidente impunidade nos casos BPN e BPP. Por muito menos muita boa gente foi presa. Aliás Pedro Caldeira é um santo para a História.As declarações hoje de Sócrates na AR, são por si a evidência de que se não houvesse grande marosca na gestão do BPP ele, primeiro-ministro, nunca poderia ter ido tão longe nas suas declarações.
Há gestão danosa e abuso de confiança, no mínimo, e quando Carlos Tavares disse o que disse, não o seria levianamente pois não é esse o seu comportamento como homem de bem.
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Portanto: há milhões de euros desaparecidos e gente desesperada que tinha no banco as poupanças e ganhos de uma vida e hoje está desesperada.Não é inédito tudo isto na banca portuguesa.
A falência da Caixa Faialense aqui há uns anos, e que envolvia gente ligada ao PPD, foi também uma tragédia para muitos clientes que lá tinham as poupanças e tudo perderam. Os responsáveis nunca ficaram atrás das grades e até continuaram a ter uma vida regrada.
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Este problema não tira só - e já é demasiado- a confiança no sistema bancário, estes aventureirismos de uns chicos- espertos exemplares, são pagos pelos nossos impostos, por nós todos.
Esta realidade difícil de gerir por qualquer governo, só se combate com uma apertada malha na supervisão bancária, e por o Poder tratar a banca não com o medo e a subserviência habitual, mas com regras bem apertadas. Rigor. Uma ASAE para a banca.
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Num país onde há em cada rotunda uma operação stop da polícia para chatear o pacato cidadão que não traz o selo afixado ou cuja morada da carta não dá com a do livrete do carro, numa caça à multa digna da polícia de Maputo, neste país de polícias armados em maus e em burocratas multadores, deveria haver um controle eficaz com aqueles que conseguem eclipsar dinheiro mais depressa do que um qualquer vigarista mágico.
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Agora já percebemos: vamos pagar todos o calote. Talvez tenhamos como bónus essa obra superior de gestão, que as universidades dos mestres neo-liberais devem adoptar:" Uma gestão exemplar". Gosto imenso de citar isto.
É, para mim, o retrato da lata suprema num país de totós.
in Blog Instante Fatal

martes, 12 de mayo de 2009

Contribuinte paga a conta...

Ainda não se sabe qual vai ser o desfecho do triste caso do BPP, mas já há uma certeza: os contribuintes vão pagar caro o prejuízo deste banco especializado em gestão de fortunas.
Se o Governo optar pela falência, assume pelo menos 800 milhões de euros.
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Se optar pela viabilidade, a factura pode ser ainda a maior. E ainda falta saber quem paga a factura dos clientes dos produtos de retorno absoluto, que foram notoriamente enganados pela gestão de Rendeiro. Mais uma vez, o contribuinte perplexo pergunta:
Ninguém vai preso?
Armando Esteves Pereira
in CM

sábado, 9 de mayo de 2009

Escândalo do BPP...

O ministro das Finanças disse ontem que "os clientes do BPP que celebraram contratos de depósito terão as garantias asseguradas". Esta promessa do ministro não acalma os clientes vítimas do Banco Privado, porque as suas aplicações, tecnicamente, não são depósitos, mas sim investimentos mais próximos de fundos bolsistas.
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Até rebentar o caso BPP, os clientes estavam sossegados e pensavam que os produtos de ‘retorno absoluto’, garantidos pelo banco, com um juro pouco superior a 5%, eram depósitos. Descobriram depois que eram produtos de risco e que alguns até serviam para pagar aplicações de outros clientes, como num esquema de D. Branca.
Isto aconteceu num banco de portas abertas, num negócio em que os administradores estão sob a alçada disciplinar do Banco de Portugal.
A autoridade falhou de forma absurda e deixou que o banco vendesse gato por lebre.
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Os accionistas da Privado Holding estão agora em guerra, enquanto João Rendeiro está tranquilo, com o seu património seguro em offshores. Entre os clientes que invadiram os balcões do banco há casos dramáticos. Pessoas que perderam o pé-de-meia.
A actual administração ainda tenta recuperar banco, mas o mais importante não é salvar o BPP: o fundamental é recuperar o máximo possível do dinheiro dos clientes.
Armando Esteves Pereira
in CM