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miércoles, 28 de marzo de 2012

A Democracia está refém!...


Um cidadão que queira candidatar-se ao mais alto cargo da Nação, Presidente da
REPÚBLICA, pode tomar essa iniciativa. Arranja 7500 subscritores da sua
candidatura e cumpre o dever de participar na construção da Pátria! Ser eleito
ou não será depois a escolha do Povo!
Mas agora reparem!
Se um cidadão quiser candidatar-se ao parlamento (expressão máxima e decisória),
vontade do povo, não o pode fazer!Para ser deputado tem que se inscrever
numa associação partidária, ou partido, e ser aceite como sócio.Se for
aceite como sócio poderá candidatar-se a candidato dentro da estrutura. ou ser
escolhido pela comissão politica distrital ou pela comissão politica nacional,
ou directório.
Nessas comissões politicas, ou directórios, quem decide e com
que critérios a escolha dos candidatos a deputados? E os cidadãos só poderão
depois escolher de entre aqueles segundas escolhas?Não sendo ilegítima a
forma como os partidos organizam as listas e os candidatos a deputados, o que é
facto é que os cidadãos não tem a possibilidade de autonomamente se apresentarem
ao escrutínio eleitoral do povo!
Porque terão os partidos políticos o exclusivo da candidatura de pessoas ao parlamento? Porque não poderão os cidadãos candidatarem-se independentemente ao parlamento, à imagem do que já acontece para as autarquias?Porque estará a democracia refém dos
partidos?Ao que nos tem levado a politica ser apenas propriedade de
associações de políticos a que chamamos partidos?
Pensemos então!
José Carlos Garrucho publicó en
el grupo "Movimento Republicano 5 de Outubro."

jueves, 1 de marzo de 2012

La Iglesia intenta recortar sin complejos la democracia...


Los jerarcas católicos se han dirigido a los ciudadanos y les han leído la consigna. No debe votarse a los partidos que defienden el aborto y sí a los que protegen el matrimonio estable de un varón y una mujer. No, pues, a las bodas gays. Por supuesto, y de un modo u otro, los monseñores procuran lograr la implantación de la “educación religiosa”. Pero para todo ello necesitan mantener la alianza implícita, aunque evidente, entre Mariano Rajoy y Rouco Varela.
Silencio sobre el sermón de la Montaña
Esta forma de interpretar –mejor dicho, de manipular- el evangelio es la que más repiten los representantes oficiales de la Iglesia. Hace ya mucho que las autoridades eclesiásticas han silenciado el sermón de la Montaña. Apenas se oye a los curas de hoy en día subrayando y recordando el sermón más admirable –para creyentes o ateos- de Jesús de Nazaret. Hacen todo lo contrario. Ningunean las bienaventuranzas, se olvidan de los pobres, de los mansos, de los que lloran y de aquellos que tienen hambre y sed de justicia.
El Vaticano y el sucesor del Papa
El actual espectáculo del Vaticano en torno al sucesor de Benedicto XVI confirma que la mayor atracción de los capellanes y de sus superiores es, fundamentalmente, la búsqueda compulsiva del poder. Resulta vergonzoso que quienes hablan en nombre de Dios luchen por el poder sin escrúpulo alguno. Les importa un comino, en todo caso, evocar que el fundador de la religión cristiana fue condenado a muerte y ejecutado, como consecuencia de su actitud de sumo descrédito a los escribas y fariseos que copaban buena parte del poder político en aquel tiempo. Eso precisamente le costó la vida a Jesús de Nazaret. De eso apenas hablan los sacerdotes, los obispos y los cardenales.
El opusino Cotino
El brazo religioso de la derecha española es, sin duda, la cúpula de la Iglesia como tal. Entre personajes como el opusino Cotino y los jefes eclesiásticos que intentan volver al nacionalcatolicismo, pronto asistiremos a un recorte sin complejos de la democracia. Pretenden liquidar así las huellas del laicismo. O, dicho de otra manera, lo que queda del laicismo.
Enric Sopena es director de ELPLURAL.COM

sábado, 6 de junio de 2009

A liberdade deles....

A democracia portuguesa está mal. O sistema partidário, como um todo, fenece. Quando os partidos representados na Assembleia da República não são capazes do consenso necessário para eleger o Provedor de Justiça e obrigam Nascimento Rodrigues a manter-se no cargo, contra a sua vontade e o seu estado de saúde, quase um ano transcrito após a cessação do seu mandato, uma coisa fica clara - estes partidos não servem a Nação.
Estes partidos não defendem o interesse nacional. Estes partidos não se preocupam com o povo. Pelo contrário, ocupam-se, isso sim, nos seus jogos de poder, em mesquinhas disputas, características da baixa política.
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Basta ver a forma como o prof. dr. Vital Moreira, a quem se exige seriedade académica, honestidade intelectual, rigor científico, dispara a torto e a direito e ataca, chinela no pé, o PSD, afirmando que "todos aqueles senhores" que, no BPN, utilizaram "a economia para efeitos puramente criminosos" são, "certamente por acaso e só por acaso, figuras gradas do PSD"; e, por isso, intima o dito a pronunciar-se "sobre a roubalheira do BPN".
O rigor do constitucionalista perdeu-se, descidas as escadarias da Universidade de Coimbra, na pressa de apanhar o avião para Bruxelas. E nem se lembra, o candidato Vital, que quem tem Freeports de vidro devia ser mais comedido nas bojardas. Triste do povo a quem propõem tais tribunos.
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Mais triste, ainda, o povo a quem, um outro senador, também do PS, quer obrigar a votar porque a democracia (deles) "precisa de mais (…) participação eleitoral para ser uma democracia útil, genuína e sólida". Eis uma reveladora falácia. Temente da falta de representatividade dos que não sabem ou não querem servir o povo, César propõe-se penalizar "em termos fiscais ou em termos de benefícios ou acesso a serviços públicos" os cidadãos que não votem, e não apresentem "uma justificação adequada". Chocante. Persecutório. Assustador.
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Claro que tudo isto faz sentido num país em que o primeiro-ministro perde tempo a processar jornalistas, enquanto na Entidade Reguladora para a Comunicação Social há quem defenda uma "reprovação clara e substantiva" da forma como Manuela Moura Guedes apresenta o jornal nacional da TVI dada a sua "linguagem gestual e facial (…) que inclui trejeitos, risos irónicos, e outras formas de expressão não verbais" e assim "atenta contra o rigor da informação".
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Talvez todos estes atentados à saúde da democracia nos fossem mais leves se a canção dos Xutos, "Sem eira nem beira", passasse na Rádio. Mas não passa. Claro que o facto da cantiga se ter transformado numa espécie de bandeira anti-Sócrates não é para aqui chamado. Ainda bem que vivemos em liberdade.
Mário Contumélias
in JN

miércoles, 3 de junio de 2009

Esta democracia é uma miséria...

Não gosto desta democracia. Uma democracia que sobrevive através de subterfúgios, que se não preveniu contra as desigualdades sociais, antes as estimula, autoriza-nos a combatê-la sem tréguas, como imperativo de consciência e necessidade histórica. Desejava-a equânime, fortemente representativa, sem a moral indecisa e sem a implícita conspiração de uma classe que me repugna e se julga acima do mal e do bem. A democracia não é isto que a violência simbólica tem promovido, e a ausência de debate tem consolidado.
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O discurso político é inassimilável, embora seja definível pelos traços essenciais das semelhanças de uns com os outros. Esse discurso apropriou-se, sobretudo, do lugar-comum, fruto de antigas e cediças tradições. Nada do que dizem Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Paulo Rangel, Vital Moreira ou Nuno Melo suscita a mais escassa emoção ou o mais módico entusiasmo. O pessoal a quem se dirigem não os conhece, ou mediocremente dá por eles. A nitidez crescente desta ignorância popular faz dos "políticos" algo de criminosos, porque a eles cumpre não só esclarecer como evitar o declínio acentuado da democracia e a degenerescência de um regime que têm de ocupar o espaço mais amplo de definição.
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Esta democracia é uma desgraça. E os protagonistas são pessoas inadequadas à construção da sua desejável e inequívoca grandeza. O que dizem reactiva, permanentemente, a colonização das mentes, porque o que dizem é baseado em velhos conceitos de exclusão do "outro". Esta democracia reflecte a debilidade de convicções morais de quem dela se diz paladino. O que por aí se vê de corrupção, de mentira, de fraqueza dos mecanismos institucionais, de hipocrisia, de inquietação social, resulta das enormes variações de carácter e de ideologia daqueles que abandonaram a defesa das específicas identidades partidárias.
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O desfile de nulidades e de apparatchiks de que as televisões são palco constitui a afirmação de um tribalismo generalizado, que não comporta a esperança mas a resignação. Esta democracia é uma desgraça porque espicaça o desprezo, alimenta o ressentimento, incrementa o rancor e não conseguiu, em 35 anos, extirpar os odiosos fantasmas do racismo e da xenofobia.
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Tudo isto é muito mau: a mediocridade dos dirigentes; a incultura e a ignorância dos quadros intermédios; o culto da competitividade como modo e forma de triunfo; o apagamento da cidadania; a liturgia do dinheiro como expressão única de ascensão. A natureza profunda do envilecimento do regime encontra-se na péssima qualidade dos seus dirigentes. Esta democracia é uma miséria. Mas é minha. Também eu a construí. Lá estarei a votar.
Baptista-Bastos
in DN

jueves, 21 de mayo de 2009

Democracia...Acredite se quiser...

Notícias surpreendentes lá de fora:
o primeiro-ministro belga, Yves Leterme, propôs hoje (19/12/08) a demissão de todo o Governo, na sequência de acusações de alegadas (alegadas, imagine-se!) pressões sobre a justiça. Leterme nega qualquer pressão sobre o poder judiciário e apenas admite ter feito "contactos"; Michael Martin, presidente da Câmara dos Comuns, anunciou hoje (19/05/09) a demissão, após acusações de alegadamente (alegadamente, pasme-se) ter consentido alegados (só alegados) abusos nas despesas de representação de alguns deputados; dois membros da Câmara dos Lordes foram hoje (20/05/09) suspensos (suspensos, a democracia inglesa está maluca!) por alegadamente (outra vez só alegadamente) terem aceitado dinheiro para votar projectos de lei.
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Nenhum deles foi, pasme-se de novo, condenado por sentença transitada em julgado, e mesmo assim, pasme-se ainda mais, tiraram consequências políticas de alegações fundamentadas que os visavam. Então e aquela coisa da "presunção de inocência"?
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As democracias belga e inglesa têm que comer muita papa Maizena para chegarem aos calcanhares da nossa...
Manuel António Pina
in JN

miércoles, 20 de mayo de 2009

Reino Unido: escândalo leva à demissão do Presidente do Parlamento...

Alguns deputados do Reino Unido estão mergulhados num escândalo que envolve perto de 18 milhões de libras do erário público, gastos em despesas pessoais indevidas, como obras de renovação de casas ou viagens a locais exóticos.
O Presidente do Parlamento anunciou a sua demissão e há quem peça eleições antecipadas.
Na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada por vários deputados, Michael Martin, Presidente do Parlamento Britânico anunciou que renuncia ao cargo no próximo dia 21 de Junho, um acto inédito em 300 anos.
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Dá prazer ver como actuam as democracias consolidadas...
Ainda não perdi a esperança de ver a nossa pequenina democracia atingir o mesmo nível que por exº a inglesa...

lunes, 27 de abril de 2009

Abril...

Os deputados já não representam os eleitores. Dependem dos humores de membros de governos ou de directórios partidários que decidem em circuito fechado.
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Disse-se algumas vezes por estes dias que Portugal, em termos formais, vive em democracia. Isto para concluir que um dos grandes objectivos do 25 de Abril - um dos três "D" - foi cumprido. Acontece que ao elogiar a forma o que acaba por ressaltar é a dúvida sobre o conteúdo.
É verdade que temos um Parlamento e que somos nós que escolhemos quem nos representa. Mas será que nos sentimos representados? A resposta, para muitos, porventura para a maioria, será negativa.
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A Assembleia da República, que deveria ser o porta-estandarte da nossa democracia, é hoje um órgão desacreditado. Foi, ao longo dos anos, completamente governamentalizada e partidarizada, com o que isso tem de pior. Os deputados já não representam os eleitores. Dependem dos humores de membros de governos ou de directórios partidários que decidem em circuito fechado. Agem em função das agendas e das conveniências de outros. Formalmente, os deputados continuam a ter o poder de decidir, na verdade não demonstram autonomia para decidir nada.
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Não surpreende, portanto, que vão surgindo propostas para mudanças no regime. Uma das possibilidades mais discutidas nos últimos anos tem sido a da criação de círculos uninominais. Com o argumento de que o vínculo do deputado com os eleitores seria mais forte do que o compromisso partidário.
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Para outros, bastaria a abrir a possibilidade de candidaturas de movimentos independentes à Assembleia da República. Mais radical ainda é a proposta para introduzir um regime presidencial, à imagem do sistema francês.
Qualquer delas merece pelo menos uma discussão séria.
A ver se evitamos cair definitivamente no pântano.
Rafael Barbosa
in JN