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lunes, 7 de mayo de 2012

Vicente da Câmara...Fadista Portugues...

Vicente da Câmara (Lisboa, 7 de Maio de 1928) é um fadista português.
Vicente da Câmara nasceu em berço aristocrata, filho de João da Câmara, notável radialista e locutor Emissora Nacional portuguesa, e cresce sob influência de uma educação marcadamente ligada ao fado, em particular da sua tia Maria Teresa de Noronha e de João do Carmo de Noronha, seu tio-avô.
É portanto naturalmente que entra nos meandros do fado, e tendo ganho um concurso, abre as portas da Emissora Nacional com 20 anos, em 1948. Dois anos mais tarde assina o primeiro contrato discográfico com a editora Valentim de Carvalho e, a partir daí, grava êxitos como Fado das Caldas e Varina.
Progressista do fado castiço, o mais tradicional de Lisboa, era dado ao improviso e destacou-se pela sua voz timbrada, naturalidade com que interpreta as suas músicas e utilização de melismas, raridade no fado.
Durante uma entrevista, insurge-se contra as convenções políticas e afirma ser o fado uma música pobre, e que é na pobreza que reside a riqueza, grandeza, liberdade e valor.
Afincadamente contra os mais conservadores que apenas recriavam os clássicos, ficou para a posteridade o seu maior sucesso, A moda das tranças pretas, que constituiu entre os outros fados do seu repertório, um ex-líbris do fado castiço. Segundo a história, tê-lo-á composto entre 1955 e 1956 num quarto de hotel em Santarém. Em 1967 surge o contrato com a Rádio Triunfo.
Na década de 1980, já com algumas digressões internacionais na carreira, as atenções do oriente prenderam-se no fado, e tal entre uma vaga de fadistas como Amália Rodrigues, Maria Amélia Proença e outros, fez digressões no Extremo Oriente. Em 1989 assinala o quadragésimo aniversário da sua carreira no Cinema Tivoli.
Pai do também fadista José da Câmara, é um dos poucos fadistas restantes da geração do fado aristocrata. Em 2007 o seu trabalho ficou imortalizado no filme Fados, de Carlos Saura.
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Vicente da Câmara - "A Moda das tranças pretas"-

miércoles, 14 de marzo de 2012

Celeste Rodrigues...É uma Fadista Portuguesa...


Maria Celeste Rebordão Rodrigues, celebrizada como Celeste Rodrigues (Fundão ou Lisboa, Alcântara, 14 de Março de 1923) é uma fadista portuguesa, irmã mais nova de Amália Rodrigues.
Começou a cantar naturalmente na infância, tal como fazia a irmã. Porém, seguiram caminhos diferentes no fado.
Profissionalmente, começa a cantar no Casablanca, em 1951 [1] e, desde então, vive como fadista nos bairros típicos de Lisboa. É hoje uma referência do fado castiço, ao contrário da irmã, apogeu do fado moderno, e é uma das fadistas mais antigas ainda activas, assim como Argentina Santos, Anita Guerreiro e, Maria Amélia Proença.
Com 25 anos, casa com Varela Silva, actor português. Teve aos 17 anos, no entanto, um romance com o toureiro Zé Casimiro. Abrem prontamente uma casa de fados na Rua das Taipas: A Viela. Todavia, esta fechou as suas portas, e Celeste passou então a cantar na Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos.
Depois da Revolução dos Cravos, emigra para o Canadá, onde se divorciou do marido que lhe dera duas filhas.Trabalhou diversas vezes com jovens artistas, alguns já com renome internacional, como Luís Guerreiro, hoje guitarrista de Mariza, e Luís Varatojo.
Embora sem discografia intensa, gravou alguns êxitos como Lenda das Algas, Já é tarde e o simbólico Fado Celeste. O papel de Celeste Rodrigues no musical de Filipe Lá Féria, Amália, foi interpretado pela actriz Paula Marcelo.
Junto com outros expoentes do fado de Lisboa, foi convidada por Ricardo Pais a cantar no palco do Teatro Nacional São Carlos, no espectaculo Cabelo branco é saudade.
Entre as mais célebres salas em que já actuou encontram-se a Citè de la Musique, Paris, o Auditório de Roma e a Casa da Música, no Porto.
Em 2007 integra a colectânea de fado Eles e elas, da Som Livre, entre outros grandes nomes do fado como Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Mariza, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo ou Fernando Maurício, com o fado Fado das Queixas. O disco esteve várias semanas no top nacional de colectâneas.
O seu último trabalho discografico a ser lançado foi o CD Fado Celeste.
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MEU CORPO,Celeste Rodrigues

lunes, 12 de marzo de 2012

Carminho...É Fadista Portuguesa...


Carmo Rebelo de Andrade (Lisboa, 20 de Agosto de 1984), conhecida como Carminho, é uma fadista portuguesa. Nasceu numa família de músicos, sendo a sua mãe, Teresa Siqueira, também cantora.
Percurso
Apesar de ter começado a cantar desde criança, só aos 22 anos decidiu fazer carreira musical depois de uma longa viagem pelo mundo que demorou 11 meses que a ajudou a tomar essa decisão.
Diz que não precisou de coragem e explica simplesmente que é feliz a cantar o fado.Tem passado por várias casas de fado como A Taverna do Embuçado, Petisqueira de Alcântara e Mesa de Frades.
Esteve na Suíça, numa quinzena temática portuguesa e com esse grupo, Tertúlia de Fado Tradicional gravou quatro canções ("Toca Pr'á Unha", "O Vento Agitou O Trigo", "Fado Pombalinho" e "O Fado da Mouraria") do CD "Saudades do Fado", editado em 2003
Participou nos espectáculos da feira do toiro realizados em 2003 e 2004 em Santarém e aquando das cerimónias de adesão de Malta à União Europeia actuou no país a convite da Embaixada Portuguesa.
Em 2005 cantou num espectáculo, que teve lugar no Teatro Camões, oferecido pelo presidente da Turquia ao presidente Jorge Sampaio. Ainda em 2005 recebeu o prémio Amália, na categoria de Revelação Feminina.Em 2006 colaborou nas gravações do disco "O Terço Cantado" que recebeu a bênção apostólica do Papa Bento XVI.
As músicas são de Ramon Galarza e as vozes são dos irmãos Carmo Rebelo de Andrade e Francisco Rebelo de Andrade (participante no programa "Operação Triunfo").
Carminho participou no filme "Fados" de Carlos Saura de 2007. O disco com a banda sonora inclui a faixa "Casa de Fados" com a participação de Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela, Carminho, Ricardo Ribeiro e Pedro Moutinho.
Em Maio de 2008 participou num concerto de Tiago Bettencourt, também actuou na Casa da Música, na Expo Zaragoza 2008 e foi convidada para o espectáculo comemorativo dos 45 anos de carreira de Carlos do Carmo, no Pavilhão Atlântico. Nesse mesmo ano interpretou "Gritava contra o silêncio", excerto de um conto de Sophia de Mello Breyner Andersen, no primeiro disco de inéditos de João Gil.
Foi apontada pelo site Cotonete como um dos Nomes a seguir no ano de 2009.O disco de estreia, "Fado", produzido por Diogo Clemente e foi editado a 1 de Junho de 2009.Em Março de 2012 lançou o seu segundo disco intitulado "Alma".
Discografia
Fado (CD, EMI, 2009)
Alma (CD, EMI, 2012)
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Carminho- Escrevi Teu Nome no Vento

sábado, 25 de febrero de 2012

Alfredo Marceneiro...Fadista... 121 anos do seu nascimento...

Alfredo Rodrigo Duarte ComIH (n. Lisboa, 25 de Fevereiro de 1891 - m. Lisboa, 26 de Junho de 1982) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista Português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
Vida
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigo Duarte.Era filho de uma família muito humilde, oriunda do Cadaval. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro.
Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com o qual teve três filhos.Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 1930, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.

viernes, 26 de junio de 2009

Alfredo Marceneiro...Foi Fadista...27 anos de saudade...

Alfredo Rodrigues Duarte (25 de Fevereiro de 1891, Lisboa26 de Junho de 1982, Lisboa) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista Português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
Biografia
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte.Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a
arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com o qual teve três filhos.
Em
1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da
CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em
3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em
1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta
Silva Tavares.
Faleceu no dia
26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia
10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
Alfredo Marceneiro - Cabelo branco é saudade

miércoles, 24 de junio de 2009

Maria da Fé...50 anos de Fé no fado...

Celebra 50 anos de carreira a 25 e 26 nos coliseus de Lisboa e Porto, mas a sua vida são as casas de fado. No Porto nasceu Maria da Conceição e Lisboa baptizou-a Maria da Fé. Tinha 18 anos, hoje tem 64. Prometeu cantar até que a voz lhe doa. Mas só dói o fado
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Maria da Fé - Cantarei até que a voz me doa

viernes, 29 de mayo de 2009

Carminho...Uma nova Voz no Fado...

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Ri-se com o desplante de uma garota de 24 anos. Mas ouçam-na cantar: voz tremenda, pura força da natureza, voz adulta, funda, não parece ter a idade que tem.
Como é que uma garota pode ter tanto fado?

jueves, 7 de mayo de 2009

Vicente da Câmara...Fadista...faz hoje 81 anos...

Vicente da Câmara (Lisboa, 7 de Maio de 1928) é um fadista português, sobrinho de Maria Teresa de Noronha.
Biografia
Vicente nasceu em berço aristocrata, filho de D. João da Câmara, notável radialista e locutor da rádio portuguesa, e cresce sob influência de uma educação marcadamente ligada ao fado, em particular da sua tia
Maria Teresa de Noronha e de D. João do Carmo de Noronha, seu tio-avô.
É portanto naturalmente que entra nos meandros do fado, e tendo ganho um concurso, abre as portas da Emissora Nacional com 20 anos, em
1948.
Dois anos mais tarde assina o primeiro contrato discográfico com a editora Valentim de Carvalho e, a partir daí, grava êxitos como Fado das Caldas e Varina.
Progressista do
fado castiço, o mais tradicional de Lisboa, era dado ao improviso e destacou-se pela sua voz timbrada, naturalidade com que interpreta as suas músicas e utilização de melismas, raridade no fado.
Durante uma entrevista, insurge-se contra as convenções políticas e afirma ser o fado uma música pobre, e que é na pobreza que reside a riqueza, grandeza, liberdade e valor.
Afincadamente contra os mais conservadores que apenas recriavam os clássicos, ficou para a posteridade o seu maior sucesso, A moda das tranças pretas, que constituiu entre os outros fados do seu repertório, um ex-líbris do fado castiço.

Segundo a história, tê-lo-á composto 1955 e 1956 num quarto de hotel em Santarém.
Em 1967 surge o contrato com a Rádio Triunfo.
Na década de
1980, já com algumas digressões internacionais na carreira, as atenções do oriente prenderam-se no fado, e tal entre uma vaga de fadistas como Amália Rodrigues, Maria Amélia Proença e outros, fez digressões no Extremo Oriente. Em 1989 assinala o quadragésimo aniversário da sua carreira no Cinema Tivoli.
Pai do também fadista
José da Câmara, é um dos poucos fadistas restantes da geração do fado aristocrata. Em 2007 o seu trabalho ficou imortalizado no filme Fados, de Carlos Saura.
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A moda das tranças pretas