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martes, 28 de abril de 2009

Promoções...Uma opinião...

Meu caro .............
Sobre promoções ao arrepio do estatuído há muito deixei clara a minha opinião.
Infelizmente as chefias militares obreiristas que nos vêm calhando em sorte ignoram ou fingem ignorar que fazer tábua rasa dos caboucos da instituição é abrir a janela a procedimentos que a desarrumam, descaracterizam e expõem os seus membros, sem excepção, à descredibilização .
E é porque entendo que as FA têm que ser exemplo de rectidão e probidade que não deixarei de persistentemente continuar a "pregar no deserto".
Lamento que Jaime Neves (de quem fui adjunto durante 2.5 anos no CIOE/Lamego nos idos de 1968 e cujo merecimento militar é indiscutível) não tenha tido a lucidez de recusar liminarmente que dele se aproveitassem para abrir uma janela de oportunidade à promoção do Otelo, de mais alguns oportunistas sem vergonha que, "prejudicados pelo processo democrático do 25 de Abril", Martins Guerreiro foi desencalhar e promover a coronel ( a redução da letra não é inocente) e à velha aspiração de elevar ao generalato outros oficiais que tendo sido generais graduados nunca se conformaram com a desgraduação.
Sem Jaime Neves não teria havido 25 de Novembro com êxito e Eanes e todos os que dele "beneficiaram" deveriam ter porfiado para a sua promoção por distinção que mais não fosse porque Jaime Neves foi o único de todos eles que esteve na rua, com a G3, e com o seu exemplo levou o regimento a, com ele, arriscar a vida.
Que se passou para que tal não tivesse ocorrido?
Necessidade de desvanecer a sua importância e dele retirar os holofotes da opinião pública? Focar noutros a atenção desta para voar rumo a outros objectivos?
Confesso que não tenho resposta e sempre procuro resistir às teorias da conspiração mas fico em brasa quando vejo apoucar a capacidade de Jaime Neves para ser general como há dias o fez o general Garcia dos Santos que bem poderia ter a humildade de reconhecer que a sua carreira militar é coisa nenhuma quando comparada com a de Jaime Neves.
Mas GS foi CEME... e JN foi para a reserva. E àqueles que me disserem que foi essa uma decisão pessoal responderei que há gestos que tipificam a cerviz de um homem. E a de Jaime Neves tem um defeito genético - não dobra.
Aguardemos por novas promoções!
Abraço do MS
Morais Silva
Cor. na Ref.

viernes, 24 de abril de 2009

Jaime Neves...Para não esquecer...

Ouvi num dos telejornais o coronel Jaime Neves dizer qualquer coisa como isto:
— A descolonização não precisava de ser feita como foi. Se não se conseguia aguentar a Guiné, entregava-se a Guiné, mas ficavam Angola e Moçambique… Há meses que não se disparava um tiro em Angola!
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Se a frase não é textual anda muito próximo do que o coronel Jaime Neves disse e, de certeza, o sentido é o que nela está plasmado.
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Não fiquei plasmado! Fiquei pasmado!
Pasmado, porque há muitos anos que não ouvia da boca de um militar, dito de Abril, uma frase tão contrária ao espírito do 25 de Abril e, até, do programa do MFA que, ao propugnar uma solução pacífica do problema ultramarino apontava, necessariamente, no mínimo, para a autodeterminação das colónias e, no máximo, como não podia deixar de ser, para a descolonização.
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Julgo que se a promoção a oficial general das Forças Armadas se fizesse mediante provas públicas, nada mais seria necessário para classificar com a nota respectiva o coronel Jaime Neves!
Tirem-se conclusões!
Luís Alves de Fraga
in Blog Fio de Prumo

Promoções a Granel...

A Comissão de Reconstituição de Carreiras que aprovou esta semana a promoção de Otelo Saraiva de Carvalho a coronel promoveu mais sete militares envolvidos no 25 de Abril, disse à Lusa fonte do Ministério da Defesa.
Além de Otelo Saraiva de Carvalho, foram promovidos a coronel os militares Vítor Afonso, César Neto Portugal, José Borges da Costa, Antero Ribeiro da Silva, Ângelo Sousa e Aniceto Afonso, e ainda António Vicente, a sargento-mor.
As promoções foram aprovadas ao abrigo da lei 43/99, que estipula a reconstituição de carreiras cuja progressão foi prejudicada pelo 25 de Abril, referiu a fonte.
A Comissão de Apreciação do Direito à Reconstituição de Carreira analisou vários casos, mas apenas aprovou a promoção de oito militares, adiantou a fonte.
Face a esta promoção, Otelo Saraiva de Carvalho vai receber 48.864 euros em retroactivos, em «conformidade com o artigo 4 do Decreto-Lei 197/2000».
As promoções terão de ser publicadas ainda em Diário da República.
Diário Digital / Lusa
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Depois de ver isto e o que ainda mais se verá, apenas se me ocorre um desabafo...
"Esta reconstituição de carreiras ( com honrosas excepções, de 4/5 ) tem sido e será uma vergonha total para qualquer militar que se preze"...
Já são 367 os promovidos...
É fartar, vilanagem...O contribuinte é manso e bom pagador...
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Otelo pondera recusar a promoção e processar o Estado

domingo, 19 de abril de 2009

Para não esquecer...

Ouvi num dos telejornais de ontem o coronel Jaime Neves dizer qualquer coisa como isto:
— A descolonização não precisava de ser feita como foi. Se não se conseguia aguentar a Guiné, entregava-se a Guiné, mas ficavam Angola e Moçambique… Há meses que não se disparava um tiro em Angola!

Se a frase não é textual anda muito próximo do que o coronel Jaime Neves disse e, de certeza, o sentido é o que nela está plasmado.
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Não fiquei plasmado! Fiquei pasmado!
Pasmado, porque há muitos anos que não ouvia da boca de um militar, dito de Abril, uma frase tão contrária ao espírito do 25 de Abril e, até, do programa do MFA que, ao propugnar uma solução pacífica do problema ultramarino apontava, necessariamente, no mínimo, para a autodeterminação das colónias e, no máximo, como não podia deixar de ser, para a descolonização.
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Julgo que se a promoção a oficial general das Forças Armadas se fizesse mediante provas públicas, nada mais seria necessário para classificar com a nota respectiva o coronel Jaime Neves!
Tirem-se conclusões!
in Blog Fio de Prumo