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martes, 20 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia II...


Quase metade dos alunos do Superior em dificuldades económicas
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Quase metade dos alunos do Ensino Superior atravessa
dificuldades económicas, muitos temem abandonar o curso ainda neste ano letivo e
58% não se sente preparado para entrar no mercado de trabalho, revela um estudo
divulgado esta segunda-feira.
Estes são os dados nacionais dos inquéritos feitos aos universitários e
tratados pela Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro (AAUTAD), para saber qual a situação económica e as dificuldades dos
estudantes do Ensino Superior.
De acordo com os promotores do estudo, aos inquéritos, que foram feitos já
este ano nas universidades e politécnicos de Portugal Continental e Açores,
responderam quatro mil alunos num universo de cerca de 130 mil estudantes.
Dos quatro mil inquiridos, 1.855 (48%) afirmou passar dificuldades
económicas, destes, 1.224 (65%) disseram temer abandonar o Ensino Superior por
esse motivo e 1.275 (69%) revelaram que não recebem bolsa de ação social.
Nos inquéritos foi perguntado aos alunos se se sentem preparados para entrar
no mercado de trabalho, tendo 2.214 (58%) respondido que não e 1.620 (42%) que
sim.
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martes, 13 de marzo de 2012

Cavacadas II...Pobreza e Parolice...


Logo no primeiro dia da sua entrada no palácio
de Belém, o ridículo até teve música. Um país espavorido assistiu, pelas
televisões, sempre zelosas e apressuradas, àquela cena do dr. Cavaco, mãos dadas
com toda a família, a subir a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, e ao
interior do edifício. Um palácio que não merecia recolher tal inquilino. Mas ele
é mesmo assim: um portuguesinho no Portugalinho, um inesperadamente afortunado
algarvio, sem história nem grandeza, impelido para o seu peculiar paraíso. A
imagem da subida da ladeira possui algo de ascensão ao Olimpo, com aquelas
figuras muito felizes, impantes, formais, intermináveis. Mas há nisto um
panteísmo marcadamente ingénuo e tolo, muito colado a certa maneira de ser
portuguesinho e pobrezinho: tudo em inho, pequenininho, redondinho.
Cavaco nunca deixou de ser o
que era. Até no sotaque que não perdeu e o leva a falar num idioma desajeitado;
no inábil que é; no piroso corte de cabelo à Cary Grant; no embaraço que sente
quando colocado junto de multidões ou de pessoas que ele entende serem-lhe
"superiores."
Repito: ele não dispõe de um estofo de estadista, e muito menos da
condição exigida a um Presidente da República.
O discurso da sua pobreza
resulta de todas essas anomalias de espírito. Ele tem sido um malefício para o
País. É ressentido, rancoroso, vingativo, possidónio e brunido de mente. Mas não
posso deixar de sentir, por este pobre homem, uma profunda compaixão e uma
excruciante piedade.

viernes, 9 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia II...


Novos pobres. A classe média portuguesa passa fome
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A classe média portuguesa conhece hoje o amargo da pobreza. Há fome não assumida e um índice preocupante de suicídios. São fruto do desemprego e do endividamento crescentes. O alarme vem das instituições de solidariedade social, como a Cáritas ou o Banco Alimentar, ouvidas pelo i.
À porta do Centro de Emprego do Conde de Redondo, em Lisboa, está Marta, de 43 anos, que veio inscrever-se no desemprego. Perdeu o trabalho que tinha numa editora e o marido está há 11 meses desempregado.
Ambos são licenciados.
Fala de uma situação aflitiva, pois perderam a casa por terem deixado de pagar o crédito e tiveram de ir com três filhos morar com os sogros. O marido está com uma depressão profunda. “Não dizemos aos amigos que em casa há dias em que se janta pouco mais que pão com manteiga”, diz, envergonhada.
Situações como esta são o pão nosso de cada dia para Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome:
“As pessoas da classe média não ousam reconhecer que necessitam de alimentos. Não pedem sequer auxílio alimentar. Procuram as instituições de solidariedade social para pedir orientação para renegociar os créditos.”

domingo, 4 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia I...


São cada vez mais os portugueses que não conseguem pagar as rendas das casas ou
o empréstimo bancário para habitação e pedem ajuda à Cáritas Portuguesa que, nos
últimos tempos, viu os pedidos que recebe aumentarem 40 por cento.
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"Portugal atravessa uma situação muito difícil e a Cáritas Portuguesa tem
visto aumentar de forma muito significativa os pedidos de ajuda, apresentando
dificuldades crescentes para dar resposta a todos", disse o presidente da
Cáritas Portuguesa. Eugénio Fonseca estima que os pedidos de ajuda aumentaram
cerca de 40 por cento nos últimos tempos, principalmente desde que entraram em
vigor algumas medidas de austeridade.
Uma das formas visíveis deste agravamento da condição económica dos
portugueses é o aumento dos pedidos de ajuda de pessoas que não conseguem
cumprir os seus compromissos com o aluguer ou compra de casa. "São pessoas que
tinham o seu posto de trabalho e que caíram no desemprego. As que fizeram
poupanças, aparecem mais tarde porque foram usando este valor, mas depois chegam
sem recursos", disse.
Apesar de desempregados, os bancos não levam em conta a situação destes
clientes que são obrigados a pedir ajuda, um auxílio que a Cáritas tem muita
dificuldade em assegurar, tendo em conta os valores envolvidos, adiantou.
Eugénio Fonseca acrescenta que esta situação existe em todo o país, mas com
maior frequência em zonas com maiores taxas de desemprego, nomeadamente: norte,
zona da grande Lisboa e Algarve.
A propósito do auxílio cada vez mais solicitado à Caritas, esta instituição
lançou hoje um apelo para que os contribuintes portugueses ofereçam donativos
através da consignação de 0,5 por cento do Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Singulares (IRS), relativa ao ano de 2010. "Esta doação não apresenta
qualquer encargo para o contribuinte que, através da sua declaração de
rendimentos, pode disponibilizar 0,5 por cento do imposto já liquidado pelo
Estado para ajudar a Cáritas Portuguesa".

sábado, 20 de junio de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...Uma em cinco crianças em Portugal é pobre...


Portugal ocupa o 21.º lugar, entre 29 países europeus, relativamente ao bem-estar infantil. Em termos de Educação somos mesmo a terceira pior nação.

Os apoios apenas conseguem eliminar 5% da pobreza infantil que era de 21% em 2006.

lunes, 1 de junio de 2009

Novos pobres...

Este ano fui um pouco mais generoso na contribuição para o Banco Alimentar Contra a Fome porque me lembrei do pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, que se queixam de que já não são aumentados desde 2005.
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Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.
No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil).
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É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS?
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Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado.
Deus lhes pague.
Manuel António Pina
in JN

martes, 26 de mayo de 2009

Uma triste imagem da crise...

Nós que vivemos 'bem', raramente pensamos nas pessoas que ainda vivem na pobreza.
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Esta foto, tirada num país no coração da Europa, mostra que a pobreza existe em todo o lado.
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Esta mulher que passeia com as suas velhas e muito usadas roupas, e alguns sacos de plástico na mão, não pode deixar ninguém indiferente!
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Envia esta mensagem a todos os teus amigos, de modo a todos ficarem conscientes de que nem toda gente vive tão bem como tu e eu ..

jueves, 30 de abril de 2009

Portugal é um país pobre???...

Dizia eu ao meu amigo Eddie, americano, à boa maneira portuguesa de "coitadinhos" :
- Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
Manel, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz depagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefonemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancáriaspor serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares oequivalente 20.000?
Podem dar 8.000 dólares de presente ao vossogoverno e nós não. Não te entendo.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantescobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%,nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal.
E contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais.
Além disso, são vocês que têm " impostos de luxo" como são os impostosna gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
Sois pobres onde Manel?
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado eBens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos osseus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas.
Um país capaz depagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.
Deixa-te de merdas Manel, sois pobres onde?
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostossobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoas,isto é mais ou menos os vossos 2000 € .
Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade.
Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
por mail

martes, 28 de abril de 2009

Os arautos do miserabilismo...

A inquietação mundial não pára. Saltamos da pandemia das aves para a febre dos porcos, da peste financeira para a recessão económica, mal tínhamos saído do aumento brutal dos combustíveis... a globalização não nos traz paz e sossego e percebemos que não estamos só em rede para o bem, passamos a estar agarrados em rede para a tragédia.
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A crise internacional que se sobrepôs à crise nacional- que cresce e se aloja como um vírus desde os tempos da decadência do cavaquismo- parece servir para servir de álibi ao pior que alguma vez se fez no país.E, agora num remake do que foi o famigerado PREC, aparecem umas carolas iluminadas, ditando teorias que já não são as neo-liberais de génios da gestão. como João Rendeiro, mas de um teor justiceiro, pretendendo castigar os ricos mais fracos, os gestores que durante uma década foram a base de sustentação de um regime injusto, feito para criar novos-ricos e ganhar à fartazana em engenharias financeiras, estudadas e aconselhadas em universidades tão prestigiadas como a Católica.
Verdade.
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A moda económica passou a ser, não já a dinâmica e a lei do mercado, mas a abstinência salarial, uma receita prescrita por uns endireitas armados em génios, ou por agentes do capitalismo ferido, que mantêm essa máxima: lucro máximo, para investimento e risco minimos.
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Há pouco na SIC-N um desses mágicos, um tal Vítor Bento especialista em cartões multibanco, defendia através de um gráfico em papel A4 (voltámos ao antigo!) que os nossos ordenados tinham de descer.
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Não explicava se o dele também, e de um exército de gestores deste país que ganham dezenas de milhares de euros por mês, mais carros topo de gama, cartões de crédito, dividendos e outras mordomias mais ou menos secretas.
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Não explica porque há empresas onde a diferença do salário mais baixo para o mais alto chega a rondar as vinte vezes, e onde ao lado dos carros de seis cilindros da administração há funcionários que têm de trazer a comida de casa numa marmita porque nem podem comer na cantina da empresa.
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Portanto: esta nova casta de iminências que têm um inexplicável tempo de antena nas televisões e nos jornais, pagos pela publicidade que nós consumimos, têm já um objectivo claro: espalharem a desgraça, assustarem, para depois iniciarem o processo usado pelos conservadores das cavernas: salários baixos, falta de qualificação, produção medíocre.
Querem uma sociedade capitalista de consumidores fracos, no fundo defendem o contrário do que deviam: um capitalismo forte, com vigor e pujança consumista.
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O que vale é que a febre dos porcos ainda os vai entretendo.
in Blog Instante Fatal