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lunes, 19 de marzo de 2012

Temos o dia 25 de Abril à porta...


É muito rápida a cadência do tempo. Dentro de pouco mais de um mês, estaremos a
relembrar o 25 de Abril de 1974.
É indispensável que façamos desse dia mais uma
jornada de resistência e combate, sobretudo hoje, nestes dias de chumbo onde
temos governantes que defenderão tudo o que quiserem menos os ideais de Abril.
Há que criar cada vez mais o incómodo junto de certa gente que diz, sobre isto,
"pois, mas ...", que tem sempre atrás da porta uma pequena e mesquinha razão
para justificar a pobreza dos pobres (porque não é a deles), o desvalimento dos
débeis (porque eles se sabem fortes), o medo dos pequenos (porque eles se sentem
grandes), a falta de apoio dos solitários (porque eles se reunem aos que como
eles são e crapulosamente se governam). temos todos de afirmar, tão alto quanto
possível, que o 25 de Abril é o ideal oposto ao desta casta de gente e ao desta
orientação governamental. Temos de ser capazes de proclamar que se o 25 de Abril
abriu caminho a pequenas mentes, a pequenas raivas e a pequenas retaliações -
como as do actual Presidente da República - então é porque o 25 de Abril foi
objectivamente falsificado.
O "MR5O" não pode ter falinhas mansas e só pode
delimitar o espaço que separa a hombridade cívica , o Humanismo filosófico, a
Justiça Social, desta reduto de espoliamento, de egoísmo, de infâmia, de crápula
onde nos estão a obrigar a viver. Não estamos na hora dos salamaleques. Estamos
na hora das grandes clarificações.
VIVA A REPÚBLICA !
Amadeu Homem publicó en
el grupo "Movimento Republicano 5 de Outubro."

martes, 28 de abril de 2009

Não houve festa, pá...

As celebrações do 25 de Abril, infelizmente, confundem-se com um rosário de louvores ao regime.
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A propósito da arrancada de Salgueiro Maia e do fim de uma guerra que os políticos de então não tinham sabido resolver, os políticos que agora temos vitoriam-se a si mesmos – mas estão quase tão alheados do País como aqueles que, em tempos que já lá vão, comemoravam o 28 de Maio.
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Não tenhamos ilusões: este regime está gasto, caduco, enrodilhado nos problemas que nunca soube resolver, preso a dirigentes medíocres e incapaz de se renovar nas pessoas e nas ideias.
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O melhor que nos resta do 25 de Abril são os direitos fundamentais e a União Europeia.
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E só o facto de estarmos no clube europeu impede que esta terceira República sofra um fim idêntico ao da Primeira.
Carlos Abreu Amorim
in CM

lunes, 27 de abril de 2009

O mestre-escola...

Os meninos e meninas estavam bem sentados, com os computadores ligados, as mãozinhas em cima das carteiras e relativamente em silêncio.
Como era dia solene, a sala estava cheia de flores e alguns ostentavam orgulhosos um cravo na lapela do casaco.
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Respeitosamente, alguns meninos e meninas subiram à tribuna e desataram a falar do 25 de Abril, da crise, do Salazar de Santa Comba Dão, do esquerdismo, de sequestros, de saudades dos tempos que já lá vão. Já a sessão ia longa quando chegou a vez de falar o senhor Presidente da República.
A expectativa era muito grande, esperava-se um raspanete, um puxão de orelhas ao Governo que, em silêncio, com o senhor presidente do Conselho ao meio, ouvia tudo o que se dizia na sala. Contra, principalmente, e a favor, pela voz de um capitão de Abril que entrou nos atalhos e sarilhos da política partidária.
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Cavaco Silva levantou-se, sem cravo na lapela, algo que escandaliza os guardiões da moral e dos bons costumes abrilistas, e começou a dar uma aula de bom comportamento aos meninos e meninas que representam os indígenas deste sítio manhoso, pobre, sem futuro, hipócrita quanto baste e obviamente cada vez mais mal frequentado.
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O senhor Presidente da República sabe perfeitamente o que a casa gasta, e por isso mesmo chamou à atenção de todos que num ano repleto de actos eleitorais não devem chamar nomes feios uns aos outros, não podem andar a contar mentiras aos eleitores e muito menos mostrar que têm montes de dinheiro para gastar em cartazes, esferográficas, filmes para as televisões, grande comitivas com carros potentes, almoçaradas, jantaradas e espectáculos obscenos para os grandes líderes mostrarem as suas habilidades no palco.
E Cavaco Silva também lembrou aos meninos e meninas, principalmente aos socratinhos e laranjinhas, que o melhor é começarem desde já a pensar em soluções de Governo, porque o tempo das maiorias absolutas já deu o que tinha a dar.
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Nem todos os alunos gostaram da lição de bom comportamento. Enquanto os portistas e laranjinhas aplaudiram de pé, que o respeitinho é muito bonito, os corrécios dos comunistas e trotskistas amuaram e os socratinhos, com o chefe a olhá-los bem de frente, ficaram manifestamente embaraçados, uns de pé, outros sentados, uns a bater palminhas e outros nem por isso.
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O discurso de Cavaco Silva nos 35 anos do 25 de Abril foi exemplar e é bem revelador do estado a que chegou esta treta de democracia.
António Ribeiro Ferreira
in CM

domingo, 26 de abril de 2009

Militares comemoram 25 de Abril...

Na zona de Mafra e restaurante Ribamar alguns camaradas de Abril reuniram-se num jantar comemorativo...Os cabelos brancos eram mais que muitos, mas o Espírito de Abril manteve-se bem presente...

Um País adiado...

Foi tão boa e promissora aquela madrugada de 25 de Abril, ilustrada pela belíssima imagem de uma criança a colocar um cravo na boca de uma espingarda!
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Que temos feito desta esperança anunciada em Abril? O País entrou num novo ciclo da sua história, onde muita coisa boa aconteceu! Porém, e de forma crescente, pairam no coração e na mente de milhões de portugueses legítimas e preocupantes indignações pelo agravamento das "desigualdades sociais" e pela constatação de que os cidadãos não têm acesso a um direito inalienável chamado o "direito à igualdade de oportunidades"!
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A expressão "listas de espera", mais usada em relação a doentes que esperam anos por uma consulta ou cirurgia, infelizmente vai-se aplicando cada vez mais a outras situações, dando de Portugal a imagem de um "país em lista de espera"!
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Se não evoluirmos da Partidocracia para a Democracia Participativa, o "cravo de Abril" pode murchar de vez!
José Maia
in CM

sábado, 25 de abril de 2009

Abril: Vida e Ressurreição...

Igualdade e Liberdade, eis as palavras mágicas da Democracia e cujo equilíbrio é necessariamente delicado. Mas Abril garantiu-as?
Em Portugal, recordista das desigualdades na Europa, país onde 20% vive na pobreza, evocar a Igualdade é como esperar pelo Pai Natal.
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Já a Liberdade dos Cravos, que acabou com a longa ditadura de mordaça e guerra, agoniza. O apartheid entre ricos e pobres, o desemprego e a iliteracia perigam essa Grande Senhora. Acresce que este Governo meteu-lhe pés de barro.
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À tecnologia que permite controlar abusivamente cidadãos, juntou tentativas de derrubar sindicatos, cadastrar grevistas e criar um clima de repressão intolerável para um 25/04 trintão. E à polícia nas feiras do livro e a baixar cartazes nos protestos, ou à recente condenação de alunos do Secundário (por participarem numa manifestação) soma-se a sanha de Sócrates contra a liberdade de expressão, bem patente por estes dias.
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Com a Igualdade como miragem e a Liberdade na corda bamba, a credibilidade dos políticos foi pelo ralo. Cunha & Compadrio é o que os cidadãos associam a Governantes & Companhia, sabendo-se que um sistema corrupto já está, por definição, morto.
Que sobra da Revolução?
Os cravos estão murchos. Abril desmaiado. Hoje desfila o cortejo. Espera-se que de ressurreição.
Joana Amaral Dias
in CM

E no Largo do Carmo, o Estado Novo Ruíu...

No Largo do Carmo, Salgueiro Maia fez capitular Marcelo Caetano, o último primeiro-ministro do Estado Novo...

A Revolução dos Cravos...



O 25 de Abril e as Crianças...

25 de Abril , Liberdade, Democracia
A cada dia a esperança crescia.
O povo sorria,
A malta dizia,
Que Portugal vencia
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Salazar derrotado,
Cravos florindo,
Homens esperançados,
Portugal sorrindo.
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Portugal renasceu,
Abaixo as algemas.
Portugal venceu,
Agora não temas!
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Valéria - 6º A

25 de Abril...

Nesta data histórica, de que agora se comemoram os trinta e cinco anos, um grupo de capitães deu, a este país acorrentado, uma voz, um caminho, um futuro.
Para que a memória dos Portugueses e Portuguesas não seja curta, para que as gerações de agora e as vindouras se reconheçam neste dia da Liberdade, urge tornar estas celebrações, mais do que em um ritual, num tributo à alegria, à liberdade e à democracia.
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Pelo Espírito de Abril...Viva o 25 de Abril...

Sorriram as almas finalmente clareadas

De um povo que o tempo amordaçara

Voltou a esperança envolta em madrugada

No cano gentil e apaixonado de uma espingarda.

Gritou um mar de povo que somos todos

Corrente sem destino de passado

Num grito forte, pleno de liberdade

Vestida com o sorriso de um cravo.

Na rua, que até ali vivera vil

Caminhou a esperança e o futuro

Fomos todos, fomos tantos, tantos mil

de mãos dadas a construir Abril

25 de Abril...Posto de comando...1º Comunicado do MFA...

1º Comunicado do MFA do dia 25 de Abril de 1974 às 04:20h

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária.


25 de Abril...As senhas musicais para o Movimento...

A 1ª senha, para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas, foi dada por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:

Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».


A 2ª senha, para continuação do golpe foi dada pela canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso, gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, sendo antecedida pela leitura da sua primeira quadra.

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade


viernes, 24 de abril de 2009

35 anos depois...

Há 35 anos era a Revolução.
Às 6 da manhã, alguém me telefonou: "A tropa está na rua!". Corri para o jornal, inquieto. Depois do 16 de Março, falava-se que Kaúlza e sectores direitistas do Exército preparavam um golpe.
Na rádio ouviam-se marchas militares, só interrompidas por um comunicado do MFA aconselhando as pessoas a ficar em casa e ordenando às forças policiais que recolhessem aos quartéis.
De repente, contudo, as ruas encheram-se de gente gritando: "Liberdade! Liberdade!".
A Polícia ainda carregou sobre os primeiros manifestantes, mas já era tarde: tínhamos perdido o medo.
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Em breve a Praça e os Aliados transbordavam de homens e mulheres, muitos com lágrimas nos olhos, abraçando-se e festejando e, aos meus ombros, minha filha, de 3 anos, com um cravo vermelho na mão, gritava também, contagiada por tanta felicidade: "Liberdade! Liberdade!".
Há 35 anos era a Revolução. Depois foi (é) o que se sabe.
Diz Carlyle na sua "História da Revolução Francesa" que as revoluções são sonhadas por idealistas e realizadas por fanáticos, e quem delas se aproveita são os oportunistas de todas as espécies.
Manuel António Pina
in JN

miércoles, 22 de abril de 2009

A revolução que falhou...

Que vamos comemorar no sábado?
O "dia inicial inteiro e limpo" [Sophia de Mello Breyner]? Mas que resta desse dia? As ruínas de uma história que se perdeu nela própria.A avenida encher-se-á, como de hábito, e os discursos, no Rossio, alegres e decididos, dissimulam a melancólica gravidade de uma peregrinação que se faz por uma memória feliz, tornada triste e antiga.
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Ocultamos a dor do que perdemos, é isso. A multidão reflui, gritando estribilhos antigos, miméticos e elementares. "Fascismo nunca mais!" "O poder está no povo!" "Os ricos que paguem a crise!" Animamos a nossa profunda descrença, com a ressurreição nostálgica de um tempo delido que vai ficando efeméride.
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Fomos envelhecendo e agarramo-nos à data como quem não quer extraviar--se da irremediável perda da juventude. Porque éramos todos muito novos; ou, pelo menos, muito mais novos. Olhamo-nos, saudamo-nos uns aos outros, joviais e excessivos. Porém, pertencemos a outra história. Festejamos o dia como se o dia representasse a rapariga, a festa, a alacridade e as cores da adolescência. A rapariga já não possui segredos, a festa emudeceu, a alacridade acabrunhou-se, as cores oscilam entre a metáfora e o que imaginamos.
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Mas vamos, estamos, elementares e claros, porque ir, estar, desfilar, sorrir, acenar, partilhar, enriquece mais do que a reticência e fortalece mais do que a indiferença. Talvez o dia seja um marco denso e, acaso, desmesurado para a cruel realidade do momento. Talvez. No entanto, acreditamos que há algo de transcendente desespero em celebrarmos uma revolução que falhou.
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Velhos fantasmas, pontuais e exactos, emergem da nossa cultura caótica e da nossa vocação para o submisso. A ordem, a segurança nas ruas, a obediência à autoridade, a uniformização reaparecem nas conversas avulsas, como que por casualidade. As coisas encadeiam-se nas coisas numa espécie de pensamento figurativo. E, no entanto, há trinta e cinco anos, todos e cada um de nós posava de leão indomesticável. As nossas fragilidades congénitas e os nossos ressentimentos ancestrais tapávamo-los com gritos, com frases rimadas, com gestos incoerentes porém vitais. Éramos, afinal, ostensivamente livres e acintosamente exibicionistas.
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Sabe-se quem travou a marcha ruidosa e feliz. Conhece-se os nomes daqueles que, na sombra e no silêncio, isolaram e subjugaram, de novo, as nossas emoções. "Acabou a tua festa, pá!", cantou Chico Buarque de Holanda. O epitáfio definia o cansaço e a derrota. Aí estão as sobras demoradas da nossa juventude. Aí está o refugo de um sonho que tinha a dimensão do homem.Afinal, vamos comemorar a nostalgia.
Baptista-Bastos
in DN

domingo, 19 de abril de 2009

O Granel...

Hoje, começa esta aventura...a linha editorial do Granel é bem simples...CONTRA O SISTEMA...
Esta será e sempre, a palavra de ordem...
É PRECISO LUTAR...Vamos fazê-lo com a palavra escrita...
É um blog aberto a todas as opiniões...Sem CENSURA...
Pelo Espírito de Abril, sempre...