Mostrando entradas con la etiqueta Dinheiro. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Dinheiro. Mostrar todas las entradas

jueves, 15 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia...


Governo: pensionistas alvo de cortes ainda ganham mais de €418/mês
.
Executivo cortou mais de 100 euros a 13 mil pensões que em média não superavam os 830 euros mensais
.
A “operação rotineira” da Segurança Social que levou a cortes de mais de 100 euros no rendimento de milhares de pensionistas em Janeiro visou pensões cujo valor médio não supera 830 euros, sendo alguns os casos de pensionistas que passaram a receber pouco mais de 420 euros.

domingo, 4 de marzo de 2012

O seu dinheiro...


Sabe para onde foi parte dos seus impostos? BPN. Conhece o paradeiro dos cortes dos subsídios e apoios? BPN. Tem ideia do destino dos lucros das privatizações? BPN. Isto não é demagogia. É a realidade.
---
Em política fazem-se escolhas. As do anterior e do actual governo foram estas. Os portugueses estão a pagar a austeridade cêntimo a cêntimo. A nacionalização desse banco foi um clamoroso erro. A gestão da CGD foi um fiasco. A venda será uma ruína. Este vórtice insaciável já somava 5,4 mil milhões. Agora, perfaz 5,7 mil milhões.
Como se não bastasse, este executivo, que se arroga paladino da transparência e exige continhas certas aos contribuintes, não quer prestar contas desse banco. A constituição de uma comissão de inquérito é, portanto, uma vitória.
Afinal, só em Portugal é possível que o BPN, o escândalo deste regime, não esteja no centro da agenda política. No mínimo, os portugueses têm direito a saber para onde voaram as suas toneladas de euros. E têm o direito de saber se não haveria soluções menos danosas. Ao PSD interessava enterrar o assunto.
Azar.
Vai ter de esperar pela autópsia do crime. Pelo menos.
Joana Amaral Dias

miércoles, 13 de mayo de 2009

Não é a crise que nos destrói. É o dinheiro...

Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos.
O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido.
Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado.
O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional.
Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente.
Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar".
Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas.
O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido.
O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo.
Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrario.
Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes.
Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde.
Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.
Mário Crespo
in JN