Mostrando entradas con la etiqueta Eleições. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Eleições. Mostrar todas las entradas

miércoles, 24 de junio de 2009

Alta velocidade eleitoral...

Está encontrado o tema central da campanha para as eleições legislativas: a alta velocidade ferroviária, vulgo TGV. Consciente dum sentimento geral de oposição ao projecto, Manuela Ferreira Leite, por táctica ou convicção, parece decidida a opor-se à alta velocidade ferroviária. E ainda bem.
.
A construção do TGV, que orça em valores da ordem dos 15 mil milhões de euros, irá comprometer orçamentos de estado para três gerações. Estes gastos, feitos num país pobre, não fazem qualquer sentido. Seria como se um cidadão que andasse descalço e roto pretendesse comprar um Rolls Royce.
O TGV não apresenta nenhum dos requisitos mínimos a que deve submeter-se uma qualquer obra pública. Não é economicamente viável, o investimento jamais se recupera e a exploração comercial é muito deficitária. Não induz sequer criação de riqueza. Acresce que o TGV retalhará o território, dividindo aldeias e criando barreiras entre localidades. Seria o maior atentado ao território, em particular no norte densamente povoado. Por último, nem sequer é aceitável do ponto de vista da coesão social, pois só uma ínfima minoria irá utilizar este transporte.
.
E, no entanto, José Sócrates persiste neste disparate. Ao pretender desbaratar os nossos impostos neste elefante branco, o primeiro-ministro surge agora aos olhos da opinião pública como o coveiro da economia portuguesa. Tenta justificar o TGV como projecto estratégico, mas tem do seu lado apenas o apoio do grande capital - da alta finança, que pretende negociar empréstimos sem risco, e das maiores construtoras, que dominam a política portuguesa.
.
Será pois este o tema das eleições. Que o PSD ganhará, se conseguir convencer o eleitorado de que, no governo, abandona a alta velocidade ferroviária. Tal não será fácil, pois Ferreira Leite tem um problema de credibilidade, já que foi figura central desse governo de Durão Barroso que anunciou baixar os impostos e aumentou o IVA, que garantiu abandonar a construção do aeroporto da Ota e foi o principal responsável pela sua concepção. Tem ainda um terrível calcanhar de Aquiles: alguns dos membros da direcção nacional do PSD estão altamente comprometidos, enquanto advogados, com os interesses ligados ao TGV.
.
Não será pois fácil a tarefa da presidente do PSD. Até porque sempre é mais fácil acreditar que Sócrates faz o TGV; do que fazer fé na coerência e determinação de Manuela Ferreira Leite, quando promete que o não faz.
Paulo Morais
in JN

domingo, 21 de junio de 2009

Eleições no Benfica iguais às da politica...

O mundo do futebol reproduz o pior do mundo da política. Ouvir na TV os depoimentos de Luís Nazaré ou de Rui Gomes da Silva sobre o Benfica, e a candidatura que eles apoiam, é de rebolar no chão aos gritos.
.
Nazaré fala do Benfica e da candidatura de Luís Filipe Vieira com o mesmo semblante e tom com que falava dos CTT, quando era Presidente, ou de PS no tempo de Guterres. Até evocou o nome da democracia, como se um debate sobre o Benfica fosse um debate ideológico. Rui Gomes da Silva, o inefável ex- de Santana (o que pressionou a saída de Marcelo da TVI!) é agora aliado de Nazaré e, metidos no mesmo barco, falam de bola como do futuro da Pátria.
.
O panelão que vai ser o Estádio da Luz para toda esta gente, vai ser impressionante!São interesses a mais, poder a mais, dinheiro a mais, para ainda se pensar numa coisa simples: uma bola e onze rapazes a tentarem concretizar...
.
Na verdade José Eduardo Moniz ainda não rematou a sério. Provocou uma falta, mas o festival de penaltis é lá mais para Outubro. Ele não se devia candidatar a presidente da bola, devia ser o campeão do xadrez. Com a sua competência e capacidade de mover equipas, quando for presidente da águia até pode ser ele a definir a táctica e a assumir-se como treinador.
Até lá é recauchutar pneus. ÃH!!ÃH!!
in Blog Instante Fatal

lunes, 8 de junio de 2009

PSD venceu eleições...

O PSD venceu o PS mas não foi o único a reclamar vitória. O BE passou a ser o terceiro partido. A abstenção foi muito elevada, chegando quase aos 64%. Ao nível europeu, os conservadores renovaram a maioria.
Se não foi contra todos, foi pelo menos contra todas as previsões. O PSD conseguiu ontem vencer as eleições para o Parlamento Europeu com uma diferença confortável sobre o PS. Uma vitória tanto mais importante quanto se sabe que esta foi uma espécie de primeira volta para as eleições legislativas do próximo mês de Setembro.
A lista encabeçada por Paulo Rangel conseguiu 1,1 milhões de votos, que correspondem a 31,6% e oito eurodeputados em Estrasburgo. Quase tanto como o que o partido conseguira em 2004, mas nessa altura em coligação com o CDS. O PS ficou em segundo, com 945 mil votos (26,5%) e sete eurodeputados. Verificando-se, assim, que foi no resultados dos socialistas que as sondagens falharam rotundamente. Nalguns casos, uma diferença de 10 pontos percentuais entre as previsões e o resultado final.
Mais abaixo na tabela, uma novidade na democracia portuguesa. Pela primeira vez um partido da extrema esquerda ultrapassou o PCP. Foi por escassos dois mil votos, mas o Bloco de Esquerda chega ao terceiro lugar do pódio eleitoral. E, previsivelmente, ao terceiro eurodeputado. Conseguiu 381 mil votos (10,7%) contra 379 mil votos (10,6%) dos comunistas. Um momento histórico que deixou marcas bem visíveis nos rostos dos principais dirigentes do PCP, apesar do partido poder reclamar a pequena vitória de ter subido em número de votos e em percentagem relativamente às eleições de há cinco anos.
Há ainda que notar, no que aos partidos à esquerda do PS diz respeito, que BE e CDU somam mais de 21% dos votos. Ou seja, ficam a escassos cinco pontos percentuais dos socialistas.
Tão eufóricos como os bloquistas estavam Paulo Portas e Nuno Melo. Tal como com o PS, também aqui as sondagens falharam. O CDS não só sobreviveu como conseguiu 297 mil votos (8,3%), assegurando dois eurodeputados.

domingo, 7 de junio de 2009

Boas razões para não votar no PS e no Avô Cantigas...

. Vital Moreira é um ex-comunista que sempre foi contra a Europa. Há candidatas elegíveis que também concorrem a presidentes de câmara. Vital insultou tudo e todos e não discutiu a Europa. O Carrasco do Serviço Nacional de Saúde, Correia de Campos vai ser premiado com um lugarzinho chorudo na Europa. Fechou-nos os centros de saúde e "nós" votamos nele !!!!. Sócrates precisa de um cartão vermelho.
.
O PS recusou-se a fazer o referendo europeu, mas agora quer o "nosso" voto.
. Sócrates aceitou na maior a reeleição de Barroso, o rosto do passado e da cimeira dos Açores.
. O Tratado de Lisboa é um fiasco e foi patrocinado por Sócrates.
. A ASAE de Sócrates atacou em nome da Europa.. A lei do tabaco vem da Europa.. A proibição de muitos produtos tradicionais vem da Europa.
. O PS preferiu ser bom aluno europeu a ser um aluno que questiona e impõe vontades.
. Com o PS nem os fundos estruturais servem para nada: não os aproveitou para poupar no déficit.
.
Votar nas europeias contra o PS é uma das poucas possibilidades que temos de começarmos JÁ a despedir um governo que foi um fracasso total e que soube ser mais conservador do que toda a direita junta. Hoje não me vou esquecer disto:
.
. Sócrates tirou-me a Caixa dos Jornalistas (é uma posição individual mas também tenho direito a isso!)
. O PS subiu toda a carga fiscal sobre a classe média. Reforçou a ditadura fiscal. Em nada contribui para o apoio às famílias
. A Justiça bateu no fundo
. O ensino um campo de batalha com sucessos virtuais baseados em estatísticas.
. O Magalhães é caro e é uma vigarice.
. A saúde é cara, cara, e teve um carrasco chamado Correia de Campos que vai ser eleito para a Europa. O cúmulo!!!
. As obras públicas não existem mas vamos ter TGV e aeroporto novo, agora que vai até haver menos voos.
. A cultura foi descapitalizada e reduzida a cinzas.
. A insegurança aumentou
. O desemprego aumentou. A nova lei do trabalho é uma afronta aos direitos sindicais.
. As historietas do primeiro-ministro lamentáveis, mesmo sendo ele um inocente em todos os processos.
. A pressão sobre os jornais e televisões intolerável.
.
É tarde. Mas na verdade vou engolir um sapo e vou votar num partido que detesto mas que pode fazer o que urge em Portugal: tirar os socialistas, estes socratistas, do poder. JÀ.
in Blog Instante Fatal

sábado, 6 de junio de 2009

ELEIÇÕES NA PARÓQUIA!...

Domingo há as voltinhas das eleições domésticas.
As regras da "arte de eleitorar", animadas pelas boticas partidárias & pasmosas nas suas incursões europeias, foram tormentosas.
As investidas e as trapalhadas que as acompanharam foram tão extenuante que o silêncio ruidoso sobre essa Europa (sem corpo e espírito) só é comparável com estes anos de cárcere do sr. Sócrates. Domingo, o "sapatinho está na chaminé".
Mesmo que o ruído, a agitação e as palmadinhas nas costas sejam frenéticas, a admoestação será de boa nutrição. As lamentações não podem ficar em casa! Mesmo que este país, engasgado & sem remendo possível seja uma deliciosa balbúrdia, a ("petit") vassourada virá por bem. Assim o queiram Vossas Mercês! Sobre o movimento dos candidatos & suas novenas:
.
Vital Moreira: redactor das mais extraordinárias diatribes (palavrosas) publicadas. O lente engasgado, o irritado professo do sr. Sócrates em remanso europês, fez o que se esperava. Muito pouco lhe saiu perfeito, nessa lide que não é a sua. A sua estatura de académico foi liquidada, coisa que Vital não tinha pensado. Mesmo que ganhe, o desastre virá por si. O que disse sobre as classes profissionais, nos quatro anos de terror governamental, desqualificam-no. Ninguém esquece!
.
Paulo Rangel: vaidoso, arguto q.b., este curioso liberal debruçado no regaço da dra. Manuela, à falta de apoio caminhou sozinho. Ganhou em respeito, o que perdeu em propostas. O pântano de ideias que é esta Europa salpicou-lhe os efeitos decorativos caseiros. Durão Barroso (ou o que ele representa) fez-lhe perder a autoridade e a pronúncia anti-governo. Ganhou-se um deputado europeu, perdeu-se um excelente leader parlamentar. A incompetente dra. Manuela está salva!
.
Ilda Figueiredo: esforçada, séria, faz a autópsia da Europa com a ladainha costumeira. Seja em que media (ou palco) for, as artes discursivas nunca variam. É admirável como se sabe sempre o que vai dizer! Um cansaço, a sua agitação. Fez parte da maior (e única) arruada anti-governamental. Manteve, com apoio inestimável de Jerónimo Sousa, o eleitorado do seu partido. Sabia-se que seria assim, mas a dúvida era impiedosa.
.
Miguel Portas: mais solto, mais estudioso, mais esclarecido. Consente o debate e o contraditório (o que é raro), de modo informado e crítico. O único que disputou importantes (a crise financeira!) questões europeias, em termos globais. Esteve quase sempre bem. Fez subir a votação do seu partido, o que será sempre uma curiosa desinquietação para alguns iletrados de direita. Um vencedor, antecipado.
.
Nuno Melo: actor de feira, num palco de gente. Descabelado! A chateza e o palavrório dos seus putativos ataques a Vital (ou Rangel) destoam do (bom) trabalho parlamentar que faz. Sem lisura nem argumentos, mantêm (discretamente) essa curiosa espiritualidade anti-Europa. Uma grande incógnita, essa sua arremetida posição.
.
Boa reflexão!
in Blog O Almocreve das Petas

Quero votar no domingo contra isto tudo...

Estes dias de política têm sido demasiado cansativos. Só fiz duas reportagens de campanha mas confesso que não fiquei frustrado, eu que adorava fazer fotografias de campanhas. Na verdade estas campanhas, arruadas como agora se diz, são de um cinismo total e de um ruído insuportável.
.
As campanhas são feitas para as televisões e toda a dita comunicação social (um termo que abomino) embarca neste jogo: vocês fazem de palhaços, nós montamos o circo. A falta de convicção por parte dos candidatos é total, a intervenção dos populares resume-se à gritaria habitual. Não deve haver mais país nenhum onde o Zé Povinho grite tanto e onde a opinião pública tenha um efeito tão nulo.
.
Aliás, estas críticas à Mercado do Bulhão colam no populismo televisivo, essa forma de fascismo dos nossos dias, e aliviam os governos: vozes de burro não chegam ao Céu e enquanto o povo grita sempre fica aliviado e convencido de que vive numa democracia onde a liberdade de expressão é tolerada. Estas rábulas eleitorais são um remake moderno das piadolas de Revista, toleradas pelo Salazar e que serviam de válvula de escape de uma panela de pressão já a atingir o clímax.
.
Em princípio os políticos deveriam servir para nos pouparem a chatices, para nos gerirem as vidas, pagando nós para isso dos nossos impostos e justificando eles perante nós o dinheiro que ganham e gastam, e para nos apresentarem um relatório demonstrativo das suas reais competências.
.
Ora, a política é o contrário disto. É uma forma de propaganda para perpetuar no poder, interesses de toda a espécie.Portanto: domingo só queria votar de forma a poder tirar poder a esta gentalha, poder ferir politicamente quem me tirou a Caixa de Jornalistas, o meu poder de compra, quem não fez uma supervisão bancária competente, quem não melhorou a justiça, o ensino, a saúde.
.
Quero penalizar quem me enganou com a reforma, mudando regras a meio do caminho, quem me põe brigadas de polícia na caça à multa, quem aumentou impostos e não preveniu o aumento da insegurança, quem se marimbou no apoio à cultura, aos artistas e intelectuais, quem transformou Portugal num território alcatroado e se prepara para engolir mais uns milhões em TGV e aeroportos sem futuro.Algum desses especialistas, as novas vedetas da televisão e da imprensa, me pode aconselhar no meio desse turbilhão de postas de pescada ?
in Blog Instante Fatal

viernes, 5 de junio de 2009

Eleições coincidentes...

Está dito e redito que a campanha para as Europeias de domingo tem sido passada a discutir sobretudo temas nacionais. Vistas as coisas agora, bem se podia, como pareceu a muita gente, aliás, ter feito coincidir as Legislativas e as Europeias.
Os ganhos teriam sido grandes: evidentemente, haveria menos gastos, consideravelmente menos; ficaríamos a saber já qual seria o nosso próximo Governo, permitindo partir de imediato para a constituição de um novo Executivo, questão central em tempo de crise e, pelos vistos, preocupação maior de toda a classe política, que apenas tem centrado a discussão nesse tema.
.
A questão agora é saber se, a seguir, valerá a pena juntar eleições Autárquicas com Legislativas. Em termos de poupança, embora as Autárquicas sejam menos onerosas, a vantagem é evidente. Em termos de coincidência temática, é evidente que Autárquicas e Legislativas têm pouco ou nada em comum. Mas, permitam a desconfiança: se as Legislativas se disputarem primeiro e as Autárquicas uns dias depois, o mais certo é que o tempo se passe não em campanhas de esclarecimento local, mas comentando a nova composição do Parlamento e os meandros de formação do novo Governo.
.
Para que as Legislativas pudessem ter coincidido com as Europeias, seria necessário que o Governo se tivesse demitido, coisa que a Oposição se apressou a definir como um golpe, mesmo sem saber se José Sócrates encarava essa possibilidade.
.
Para que Autárquicas e Legislativas coincidam é preciso que Cavaco Silva marque as eleições parlamentares para o mesmo dia que o Governo tiver escolhido para realizar as municipais, hipótese que, sabe-se, não agrada a Sócrates. Cavaco é extremamente rigoroso e respeitador do espaço institucional, pelo que o mais certo é que não faça coincidir as duas eleições.
O que é pena: tirando o caso de meia dúzia de concelhos, os resultados das Autárquicas são previsíveis e não merecem que se prolongue por mais quinze dias este espaço de sempre-em-campanha em que vivemos, com tão pouca motivação e algum ruído a mais, desde meados de Maio.
José Leite Pereira
in JN