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sábado, 16 de mayo de 2009

Mário Soares: "Precisamos de um socialismo Ético"...

Já era sabido que o Mário Soares foi um traidor que não hesitou em pôr o Socialismo na gaveta. Durante a sua actividade de homem do Estado foi reconhecidamente um dos mais carismáticos políticos, no mau sentido, daqueles que diz que sim para um lado, diz que sim para o outro e no final faz o que lhe dá na real gana, sem se importar absolutamente nada em consultar o povo.
Um verdadeiro "diplomata", como muitos lhe chamaram (em minha casa sempre lhe ouvi chamar coisas bem diferentes!).
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Ora o homem, aproveitando a senilidade vem agora dizer, sem vergonha nenhuma, que "precisamos de um capitalismo ético". E isto depois de proteger ainda que veladamente o delfim do PS, aproveitando para ir dando uma no cravo, outra na ferradura - sempre foi o seu forte - tratando o escândalo Freeport como um mero pretexto para se espalhar a "confusão".
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Claro que o Marocas não seria ele quem iria deitar "uma acha sequer para essa fogueira, que se iniciou não se sabe como nem de onde partiu"; aliás para ele, que vem neste caso fazer o papel de mata borrão, as notícias são "contraditórias" e corre-se o grande perigo de se poder "pensar que a democracia também está em crise"...
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Já não é de hoje, é já do tempo em que um pseudo-socialista enganava todo um povo acenando-lhe com bandeiras vermelhas de punhos fechados enquanto comprometia à socapa todo o futuro deste país levando-o a passos largos direito ao abismo da improdutividade que na altura se ocultava sob a capa da "Europa social" que depressa havia de descambar na UE neoliberal a desmandos dos EUA (aliás já na altura este senhor andava às ordens do CIA Carlucci!).
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Vem ele agora anunciar que a Democracia não está em crise e reafirmar que as instituições (leia-se da Justiça!) funcionam. A era dos políticos mentirosos começou à muito com este senhor. O Sócrates é apenas o refinamento da arte de ludibriar o povo, um discípulo brilhante na arte da mentira, cujo mestre de outros tempos se reveste de um certo ar intelectual ao sabor dos valores da sua época, enquanto este agora lhe basta albardar-se de Armani's e fazer-se passar por modernaço inovador que insiste à custa de tudo e de todos em puxar a carroça à velocidade de TGV's.
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Seria pois fantástico, sintoma dos nossos conturbados tempos, ver um verdadeiro socialista a desejar um capitalismo ético, mas nós já sabemos muito bem e há muito tempo com quem estamos metidos e como tal em nada nos admiramos, apenas na cada vez maior falta de vergonha na cara (verdade seja dita, nunca teve muita!). Dizem que uma das coisas boas da idade é que ganhamos calo, perdemos a vergonha, no sentido de que nos tornamos mais ousados, já não temendo os juízos que os outros fazem de nós. Mas neste caso é mesmo deboche e sem vergonhice de quem há muito largou a pele da ideologia socialista e se enfiou numa outra pele, que muito bem lhe assenta, de burguês instalado e rendido aos encantos do capitalismo... ético?
Onde já se viu um capitalismo ser ético? Seria o mesmo que um porco ser limpo.
Será esta a nova ideologia dos que antes se diziam "socialistas" ou apenas sintoma da mais canalha senilidade?
por mail

jueves, 30 de abril de 2009

Vida em tempo virtual!...

Sócrates e Guterres conduzem da mesma forma: não limpam o vidro da frente, não olham pelo retrovisor.
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Sócrates e Guterres são substancialmente iguais: a mesma mensagem, a mesma superficialidade, as mesmas ilusões. Ambos ferrenhos adeptos do socialismo da facilidade.
Os dois convencidos que são Primeiro-Ministros de sonho. Que fazem mais do que é possível! Que são o melhor da vida, feitos especialmente para os Portugueses.
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No entanto Sócrates é diferente formalmente; é do género, "quem sabe sabe, e eu é que sei"! Guterres era mais do estilo "use e abuse" ou "combino com tudo, por isso combino consigo". Sócrates precisa de provar que é enérgico e valentão, Guterres era pachorrento e bonacheirão. Sócrates nunca pede desculpa, ataca, Guterres pedia desculpa por tudo e por nada e defendia-se. .
Diferentes na forma, iguaizinhos na substância. "Os socialistas são todos diferentes mas todos iguais".
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É esta a nossa tragédia, tem sido esta a nossa sina: em quinze anos uma dúzia deles foi socialista. É quase como o conhecido slogan. Partido Socialista "a governar desde 1995". Os Portugueses olham os governos socialistas da mesma forma que vêem algumas companhias de seguros. No início da relação com confiança: "Se algo de mal me acontecer tenho governo, tenho seguro". Se tudo corre bem, vá que não vá. Só se lembram da seguradora quando pagam a apólice. É o lado melhor da vida. Mas se algo corre mal, lá vêm as letras pequenas, os contratos de adesão que ninguém leu, enfim a exclusão da responsabilidade. E é aí que os Portugueses concluem: tenho Governo, tenho socialistas, mas não tenho seguro.
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Sócrates repete até à exaustão o "contem comigo" mas quando os Portugueses precisam fala-nos da crise internacional. Sócrates e os seus anúncios recordam-nos a batida frase publicitária do "alívio já", mas o que é certo é que a azia não nos passa. Sócrates é num só slogan o Primeiro--Ministro que os Portugueses "conhecem e não confiam".
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Sócrates e Guterres são iguais. Conduzem da mesma forma: não limpam o vidro da frente, não olham pelo retrovisor e tudo isto sem conhecer a estrada. Do condutor Guterres, os Portugueses sempre desconfiaram, falava muito, olhava para trás e assumia fragilidades. O condutor Sócrates engana, disfarça com aquele ar sério e grave, até parece que sabe conduzir. É mais perigoso, ilude!
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Guterres era "movido pela paixão" e acabou no pântano. Sócrates afirma "o que é socialista é bom"! Mas o que tem sido hábito é que depois do mal estar feito inventa um qualquer culpado para exibir ao povo.
Tirem-me deste filme publicitário socialista, AQUI ATÉ O ALGODÃO ENGANA!
Luís Campos Ferreira
in CM