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sábado, 3 de marzo de 2012

Bruselas contesta a Rajoy: "Cumplir con el déficit es clave para reforzar la confianza"...


La Comisión Europea ha respondido este viernes al anuncio del Gobierno español de que el pretende reducir el déficit este año hasta el 5,8% del PIB, en lugar del 4,4% pactado con la UE, que cumplir el objetivo comprometido "es clave para reforzar la confianza".
"El cumplimiento de los objetivos de consolidación presupuestaria en países vulnerables ha sido y sigue siendo una de las piedras angulares de la respuesta global de la UE a la crisis", ha dicho el portavoz de Asuntos Económicos, Amadeu Altafaj.
"Es clave para reforzar la confianza", ha agregado."
La posición de la Comisión no ha cambiado respecto a lo expresado en los últimos días por el presidente José Manuel Durao Barroso y el vicepresidente Olli Rehn", ha insistido el portavoz. Barroso dijo este jueves que "en este momento, no sería correcto por parte de la Comisión" relajar el déficit a España "sin tener las cifras y todos los argumentos sobre la mesa".
El Ejecutivo comunitario exige antes de empezar a negociar explicaciones completas sobre el desvío presupuestario de 2011 (que llevó el déficit al 8,5% en lugar del 6% comprometido), así como información sobre los recortes que se incluirán en los presupuestos de 2012."
La Comisión espera, es evidente, que el proyecto de presupuesto (de 2012) se haga respetando el Pacto de Estabilidad", enfatizó Barroso, tras recordar que los líderes europeos han endurecido las reglas del Pacto y han firmado este mismo viernes un nuevo Tratado para reforzar la disciplina fiscal.

domingo, 24 de mayo de 2009

Compromisso e voto...

Estamos a poucas dias das eleições para o Parlamento Europeu. Mais uma vez, esperam-se níveis elevados de abstenção e surgem campanhas de incentivo à participação no acto eleitoral, e apelos aos eleitores para cumprirem o seu "dever cívico". O habitual.
Ao mesmo tempo, também como é costume, não se dá aos cidadãos condições para um voto esclarecido e empenhado. Pelo contrário, pedem-nos que votemos às cegas neste ou naquele partido, num ou noutro candidato.
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Ora, o jogo democrático não se resume a votar num cabeça-de-lista porque é mais simpático, possui melhores dotes de oratória, tem maior vocação para mártir ou um ar de verdadeiro senador. Como não se esgota na apresentação de um "cartão amarelo" ao Governo em exercício. Ser cidadão europeu é muito mais do que ir votar, e seja o que Deus quiser.
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Uma democracia digna transcende o acto ritual da escolha dos representantes e exige destes a garantia de uma posição clara, quanto à natureza e ao rumo da União Europeia (UE). Portanto, um programa concreto, objectivos precisos e comprometimentos rigorosos por parte dos candidatos.
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No momento em que o Mundo vive uma crise produzida por um capitalismo sem ética, está na altura de trocar a União monetária Europeia, por uma União social Europeia. De pôr os interesses da maioria à frente dos privilégios da minoria dominante. É esse compromisso que se exige aos candidatos. E isso implica propostas claras e não meras declarações de bons propósitos. .
Não queremos uma UE que mantenha, como mantém, a possibilidade de alargar o tempo de trabalho semanal até às 78 horas, recuando aos mais negros idos da revolução industrial, e fazendo disparar o desemprego.
Queremos uma UE que desça, excepcionalmente, o tempo de trabalho para as 30 ou 35 horas semanais, para assegurar mais emprego. E não nos venham dizer que assim não se gera riqueza porque o problema não é a riqueza mas a sua distribuição.
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Queremos uma União que estabeleça um salário mínimo europeu, como medida para acabar com a concorrência entre trabalhadores e desincentivar as habilidosas deslocalizações de empresas. Queremos uma UE contra a precariedade, e não uma União que a sustente.
Não queremos uma UE apostada em impor restrições ao acesso dos cidadãos à Internet, pondo em causa um dos direitos fundamentais na Europa, abrangido pela Convenção dos Direitos, Liberdades e Garantias.
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É sobre questões como estas que partidos e candidatos devem comprometer-se, ao invés de perderem tempo com campanhas de escárnio e mal dizer que parecem substantivar o entendimento que os políticos têm do debate democrático.
A não ser assim, para quê votar?
Mário Contumélias
in JN

lunes, 20 de abril de 2009

O eixo das Bermudas...

Agora é o próprio prof. Vital que quer discutir "ideias" para a UE e brincar às eleições
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O país político suspendeu a respiração por causa das "listas" para as eleições "europeias", sobretudo a angustiada "lista" do PSD. O país real nem por isso.
O Eurobarómetro apurou que apenas 24% dos portugueses tencionam votar em Junho, e francamente espantam-me menos os três quartos de eleitores que ficam em casa do que o quarto que se arrasta até às urnas.
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Esses prodígios cívicos vão eleger, exactamente, o quê? Se quisermos ser tecnicamente precisos, 3,05% dos 785 deputados do Parlamento Europeu, ou seja uma parcela irrelevante de uma instituição cuja relevância é igualmente discutível. Na prática, claro que as decisões lá tomadas acerca do aquecimento de esplanadas, da protecção dos isqueiros, do volume das hortaliças e da qualidade do ar afectam as vidas de todos, ou as vidas de quem frequenta esplanadas, usa isqueiros, come e respira. Mas duvido que o português médio detecte a origem das decisões e tenho a certeza de que não detecta a influência dos nossos deputados na respectiva aprovação.
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Para o eleitor comum, o eixo Bruxelas-Estrasburgo é um triângulo das Bermudas amputado de um vértice, um sítio para onde se enviam figuras relativamente públicas e, no mínimo durante cinco anos, não se volta a saber delas. Se for muito atento, o eleitor notará que, de longe a longe, um jornal comenta positivamente o trabalho do deputado X na comissão Y, ou informa que Z se tem destacado no debate de W. E depois? O provável é que o eleitor conclua que X e Z afinal não morreram. E, apesar de lhes invejar o salário, não conclui mais nada.
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O eleitor comum, resumida e justificadamente, ignora a Europa. Aliás, embora por outras e antipáticas palavras, o dr. Vital Moreira disse o mesmo quando, há ano e meio, declarou os cidadãos incapazes de perceber a "complexidade" do Tratado de Lisboa e avisou: "Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?" Agora é o próprio prof. Vital que quer discutir "ideias" para a UE e brincar às eleições.
Felizmente, parece que poucos estão dispostos a acompanhá-lo.
Alberto Gonçalves
in DN

domingo, 19 de abril de 2009

O apoio “patriótico” de Sócrates a Durão...

Neste vídeo, pode ver como os amigos são para as ocasiões.
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José Sócrates apoia Durão Barroso - o "porteiro" da cimeira dos Açores que lançou a Guerra no Iraque - para Presidente da Comissão Europeia, e justifica a decisão como "patriótica".
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Porreiro pá!...