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miércoles, 28 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia I...


Quase 300 mil desempregados sem subsídio em fevereiro
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Número de beneficiários a receber subsídio de desemprego foi
maior do que no mês de janeiro, mas os desempregados sem qualquer subsídio
ultrapassaram os 45%.
Quase 300 mil desempregados não tiveram acesso a nenhuma espécie de subsídio
de desemprego em fevereiro, segundo dados divulgados pela Segurança Social.

martes, 20 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia I...


Desemprego entre os jovens aumenta criminalidade
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É consensual entre os economistas que o desemprego implica perdas económicas. Mas a instabilidade social gerada pela falta de trabalho, sobretudo no início da vida activa, também gera custos para a sociedade, embora mais difíceis de quantificar.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que fenómenos como o consumo e o tráfico de drogas, a violência e os gangues estão associados a elevados níveis de desemprego jovem, como os que se verificam em Portugal.
O SOL questionou a organização das Nações Unidas, especializada em questões laborais, sobre as consequências de um nível elevado de desemprego jovem, como o que Portugal regista. Um terço da população activa do país com menos de 25 anos está sem trabalho e o cenário tem vindo a piorar de trimestre para trimestre. Segundo o Eurostat, Portugal é o terceiro país da Europa com mais desemprego naquela faixa etária, a seguir à Grécia e à Espanha.

viernes, 2 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia...


A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para novo recorde em Janeiro, nos 14,8%, indicou hoje o Eurostat. O número representa um agravamento face aos 14,6% registados em Dezembro e compara também com a taxa de 12,3% observada em Janeiro do ano passado.
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O desemprego em Portugal continua assim bem acima da média da zona euro, onde 10,7% da população activa não tem trabalho, um máximo de 14 anos. Na UE a 27 a taxa é um pouco mais baixa, de 10,1%, significando que há 24,32 milhões de cidadãos europeus em situação de desemprego. A Europa continua assim, no que a mercado laboral diz respeito, a perder pontos para os EUA, onde o desemprego tem diminuído, estando hoje nos 8,3%.
A taxa de desemprego em Portugal igualou a da Irlanda e é a terceira mais elevada da Europa, apenas superada pela Espanha e pela Grécia. No extremo oposto, e em clima de pleno emprego, estão Áustria (4%), Holanda (5%) e Luxemburgo (5,1%).Os números do desemprego jovem são alarmantes e também aqui a taxa portuguesa cresceu, passando de 35% em Dezembro para 35,1% em Janeiro. Espanha é campeã pelos piores motivos, dado que 49,9% dos jovens do país estão desempregados.
O Eurostat mostra que há 5,5 milhões de jovens sem emprego na Europa.

miércoles, 24 de junio de 2009

489 mil desempregados inscritos no IEFP...

No final do mês de Maio de 2009, estavam inscritos 489.115 desempregados no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Mais 105.758 pessoas que no final de Maio de 2008 e menos 2.520 que no final do mês anterior (Abril de 2009). A subida em relação a Maio de 2008 é de 27,6%, representando a maior subida desde 2003 e superando a do final de Abril em relação ao período homólogo que fora de 27,3%.
O número de desempregados inscritos no IEFP cresceu em todas as regiões em relação a Maio de 2008. Note-se que o número de desempregados inscritos no IEFP é sempre bem inferior ao número real de desempregados. (Leia Desempregados já são mais de 600 mil)
O maior crescimento relativo deu-se no Algarve, mais 82% do que há um ano.
A região mais atingida pelo desemprego é o Norte do país com 214.457 inscritos no IEFP, mais 25,4% do que em Maio de 2008 e representado 43,8% do total do país.
O número de desempregados aumentou em todos os níveis de habilitação escolar, em relação ao período homólogo de 2008.
O número de desempregados licenciados inscritos no IEFP no final de mês passado era de 38.891, mais 11,9% do que em Maio de 2008.
O principal motivo para a inscrição como desempregados é o "fim de trabalho não permanente", 38% das inscrições efectuadas, mais 34,5% do que há um ano.
in Esquerda.net

domingo, 21 de junio de 2009

Convenientes apagões...

Números de desemprego incorrectos – com eliminação de milhares de desempregados –, elementos do processo de Concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira desaparecem (aliás anda a desaparecer muito papel, vá-se lá saber porquê). O PS inviabilizou a audição do Presidente do Eurojust. E o mesmo sucedeu com o Presidente do Instituto do Emprego.
Os Sindicatos denunciam exames 'faz-de-conta'.
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Apagam-se números, desaparecem papéis, calam-se vozes no Parlamento; não se deixa falar quem pode falar (sendo certo que o caso das 'pressões' é igual a outros em que corriam processos, o que não constituiu óbice para as audições, pelo que também aqui isso não pode servir de desculpa) e faz de conta que se fazem exames.
No primeiro caso, e por coincidência, a contabilização dos números 'apagados' faria chegar o número 'oficial' de desempregados a meio milhão, sendo bem provável que sejam mais.
No segundo caso, os 'papéis' permitiriam constatar se a lei foi violada ou não e se houve favorecimento, etc. O costume.
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No terceiro caso, impedem-se vozes de serem escrutinadas e no quarto, um exame tão fácil que não é exame algum, apagam--se os exames a sério. Por qualquer razão anda muita coisa a desaparecer, a apagar-se. Pois é. Como dizia Talleyrand, se há coisa mais horrível que a mentira é a verdade. Temos mais corrosão institucional e desconfiança, o que não é bom. A política da mordaça também não.
Era importante que se desse um sinal de mudança. Seria bom, para começar, que não se fizesse qualquer confusão nestes processos eleitorais próximos, entre as Instituições e a luta político-partidária.
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As Instituições são para ser preservadas dessa luta que tem locais próprios, não são para ser utilizadas em pugnas eleitorais. Apesar de tudo ainda não vale tudo. Mesmo que se esteja perto disso. Não se utilizam meios do Estado, das autarquias nem de outras instituições públicas para fins eleitorais ou pré-eleitorais e menos ainda para guerrilha partidária, se é que há um menos na coisa. Nem Instituições se agridem entre si em função de eleições: guardam isenção e imparcialidade.
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No meio de tanto apagão, que não se apague o decoro democrático, mas provavelmente já estamos numa fase em que é pedir muito.
Ele há apagões selectivos, ai isso há. Muito selectivos e convenientes. Apagam inconveniências e insuficiências.
Paula Teixeira da Cruz
in CM

jueves, 21 de mayo de 2009

Números falsos ou o descaramento de Sócrates...

A notícia de que 15 mil registos de desempregados terão sido temporariamente apagados das listas do Instituto do Emprego e Formação Profissional é grave. É grave porque evidencia duas verdades que se vinham já intuindo:
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(1) os números do desemprego atingem patamares muito mais significativos do que aqueles que o PM admite e (2) o governo PS, sem pejo nenhum, no que diz respeito ao maior problema que o país enfrenta, mente descaradamente aos portugueses.
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O facto de os números do desemprego estarem subavaliados pelo governo PS não se trata, em si, de uma novidade. Aparte do facto de do cruzamento de dados entre o IEFP e o INE brotarem frequentes discrepâncias, sabemos que nenhuma contabilidade efectiva do número de desempregados pode ser feita sem que sejam incluídos os desempregados de longa duração, aqueles que já não têm acesso a subsídio de desemprego nem a subsídio social de desemprego.
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Outros indicadores são também úteis na avaliação da dimensão do assunto: o aumento exponencial, durante os últimos meses, do número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são já mais de 350 mil, demonstra-nos que os homens e as mulheres em situação de pobreza e desamparo, sem trabalho, é cada vez maior.
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O país sabe, porque, como diz o outro, só não vê quem não quer, que o drama do desemprego ultrapassa em muito os cerca de 495 mil que Sócrates reconhece. O país não se surpreende, quando, tendo sido tornado publico que o caso dos 15 mil não se tratou de um acontecimento isolado, mas sim de uma prática sistemática de manipulação de dados apadrinhada pelo governo, se vê, claramente vista, mais uma mentira flagrante do PS de Sócrates.
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Sócrates mente porque não quer admitir que não tem soluções. Não tem soluções para a questão do desemprego nem para a profundidade que a crise social tem vindo assumir. Não tem respostas porque não tem coragem. Não tem coragem de mudar de rumo.
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Enquanto a lógica de Sócrates for a da precarização das condições laborais, da privatizações dos serviços públicos, do concubinato com os interesses parasitários dos grandes banqueiros e da alta finança, o objectivo e a função da esquerda progressista será o da construção de uma maioria social e de uma alternativa programática, credível e de confiança, assente nos pressupostos da justiça económica e da justiça social.
Enquanto houver Sócrates o voto à esquerda será não apenas útil, mas também necessário.
Natasha Nunes
in Esquerda.Net

miércoles, 20 de mayo de 2009

“Apagão” de desempregados é prática reiterada

O Bloco de Esquerda divulgou documentos que provam que em Março de 2008 - e não apenas em 2009 - o Instituto de Emprego e Formação Profissional mudou a categoria de várias pessoas de desempregadas para empregadas, falseando assim as estatísticas dos desempregados do trimestre.
Passados poucos dias, e depois de divulgados os números falsos, as mesmas pessoas voltavam à categoria de desempregadas.
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Em conferência de imprensa a deputada do Bloco Mariana Aiveca revelou que no dia 31 de Março de 2008, à meia-noite, no sistema informático do IEFP, houve pessoas que se encontravam na categoria de "desempregadas" e passaram para a categoria de "empregadas", deixando figurar nas estaísticas.
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Desta forma, os dados estatísticos do final do primeiro trimestre de 2008 revelavam menos desempregados do que os realmente existentes. Passados três dias, e já depois de divulgados os resultados publicamente, as pessoas regressavam à categoria de desempregadas. "O que significa que pode não tratar-se de um lapso", afirmou Mariana Aiveca.
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A deputada exige esclarecimentos do Governo e hoje mesmo vai questionar o ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, durante uma audição parlamentar que já estava agendada. "O Governo tem de contribuir para a verdade dos números e tem de esclarecer se houve um lapso, o que nós duvidamos", sublinhou Mariana Aiveca.
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Esta denúncia é corroborada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos de Emprego, Marçal Mendes, assegurou ter provas de que o IEFP tem apagado desempregados das estatísticas, desde Março de 2008
in Esquerda.Net
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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa(on line)
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vigarice
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1. Carácter ou qualidade de vigarista.
2. Acto praticado por vigarista.
3. Qualquer acção que implique fraude, ilegalidade ou desonestidade.

martes, 19 de mayo de 2009

Maldita liberdade...


Em tempos que já lá vão, a manipulação por Salazar do evasivo conceito de "equilíbrio orçamental" permitia que orçamentos tecnicamente deficitários aparentassem sempre invejável saúde financeira. A censura e a ausência de discussão pública faziam o resto. E a coisa, com a ajuda de um legislador fortemente proteccionista, funcionava e ia alimentando a confiança dos agentes económicos (nas suas "Lições de Finanças Públicas", Teixeira Ribeiro dizia que "Deus escrevia direito por linhas tortas").
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Para a coisa funcionar hoje, seria preciso haver de novo censura. Por isso, foi por água abaixo a bem intencionada decisão estatística do IEFP de embelezar os números do desemprego "eliminando" 25 mil desempregados (passando a dá-los como "inactivos") e apagando informaticamente outros 15 mil do Sistema Integrado de Gestão da Área do Emprego.
Não fosse sindicatos e jornais terem posto a boca no trombone e o desemprego em Portugal teria crescido "apenas" 13,1% no primeiro trimestre do ano. Assim desembestou por aí acima e já vai, parece, em 9,3%, e não nos anunciados 8,9.
Maldita liberdade de informação!
Manuel António Pina
in JN