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martes, 13 de marzo de 2012

Cavacadas II...Pobreza e Parolice...


Logo no primeiro dia da sua entrada no palácio
de Belém, o ridículo até teve música. Um país espavorido assistiu, pelas
televisões, sempre zelosas e apressuradas, àquela cena do dr. Cavaco, mãos dadas
com toda a família, a subir a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, e ao
interior do edifício. Um palácio que não merecia recolher tal inquilino. Mas ele
é mesmo assim: um portuguesinho no Portugalinho, um inesperadamente afortunado
algarvio, sem história nem grandeza, impelido para o seu peculiar paraíso. A
imagem da subida da ladeira possui algo de ascensão ao Olimpo, com aquelas
figuras muito felizes, impantes, formais, intermináveis. Mas há nisto um
panteísmo marcadamente ingénuo e tolo, muito colado a certa maneira de ser
portuguesinho e pobrezinho: tudo em inho, pequenininho, redondinho.
Cavaco nunca deixou de ser o
que era. Até no sotaque que não perdeu e o leva a falar num idioma desajeitado;
no inábil que é; no piroso corte de cabelo à Cary Grant; no embaraço que sente
quando colocado junto de multidões ou de pessoas que ele entende serem-lhe
"superiores."
Repito: ele não dispõe de um estofo de estadista, e muito menos da
condição exigida a um Presidente da República.
O discurso da sua pobreza
resulta de todas essas anomalias de espírito. Ele tem sido um malefício para o
País. É ressentido, rancoroso, vingativo, possidónio e brunido de mente. Mas não
posso deixar de sentir, por este pobre homem, uma profunda compaixão e uma
excruciante piedade.

Cavaco Silva...Cavacadas...


Cavaco equivocou-se nas desculpas
.
Cavaco Silva é um homem acossado pela falta de perfil para o cargo que ocupa. A
falta de cultura, e inadaptação às funções que o eleitorado lhe confiou,
levam-no a esconder as suas insuficiências com enorme agressividade e falta de
rigor nas explicações.
Quem praticou a colossal deslealdade da acusação
das "escutas" a Belém, próxima das eleições legislativas de 2009, a acabou por
promover Fernando Lima, o mensageiro da intriga, na tentativa de implicar
Sócrates, devia exonerar do seu vocabulário a palavra «deslealdade» e abster-se
de falar de quem está ausente da política e tem o sentido de Estado que o impede
de se defender.
Nas sua peculiar desculpa, com que quis reincidir na
calúnia ao ex-primeiro-ministro, o PR confundiu o dever do PM “de o informar
acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do
país”, não como incumprimento de um dever mas como grave deslealdade que, na
altura, não teve a coragem de denunciar. Ao vir agora, de forma reiterada, a
perseguir o chefe do Governo que o eleitorado julgou nas últimas eleições, só
revela a mesquinha atitude de pessoa vulgar, que não ultrapassa os
ressentimentos e desejo de vingança.
Muito se poderia dizer das
intromissões abusivas que o inquilino de Belém fez na área da exclusiva
competência de S. Bento. Mas não vale a pena insistir nos ódios que o consomem.
Basta-lhe o caso das escutas e a permuta dos terrenos algarvios para lhe
atormentarem a alma de quem está à espera de que nasça alguém mais sério do que
ele.

lunes, 5 de marzo de 2012

Manuel de Arriaga...Foi o primeiro Presidente eleito da Republica Portuguesa...Faz 95 anos que morreu...


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue (Horta, 8 de Julho de 1840Lisboa, 5 de Março de 1917) foi um advogado, professor, escritor e político de origem açoriana.
Grande orador e membro destacado da geração doutrinária do republicanismo português, foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português.
A 24 de Agosto de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo Braga. Exerceu aquelas funções até 29 de Maio de 1915[1], data em que foi obrigado a demitir-se, sendo substituído no cargo pelo mesmo Teófilo Braga, que como substituto completou o tempo restante do mandato
.Índice
1 Biografia
2 Notas
3 Bibliografia
4 Ligações externas

sábado, 3 de marzo de 2012

Cavaco Silva e as dificuldades...Carta ao Dito Cujo...


Bom dia, Sr. SilvaDepois de o ouvir o seu lamento, na sexta-feira, de
que o que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para
pagar" as suas despesas, fiquei preocupado. Se ao senhor Silva a reforma anual
de 141.519,56 euros não chega, como irá fazer o Zé Povinho, cujo rendimento
médio anual é 10.878,00 euros? Não tenho poder de imaginação suficiente, mas o
caso do sr. Silva é ligeiramente mais fácil de resolver.Como prescindiu dos
138.942,02, tente alguma destas soluções para evitar entrar para a lista dos
portugueses abaixo ou no limiar da pobreza:
- vá ao BCP
e levante parte dos seus 16.881,65 depositados à ordem;- passe no BPI e rape
os 5.543,24 euros (tudo ou parte, naturalmente);- ou passe na CGD e saque
algum dos 10.688,15 da sua conta coorrente;- pode ainda levantar parte ou a
totalidade dos seus 6.304,12 que esão á ordem no Montepio.
Mas se não quiser tocar nestas contas a prazo, mantendo o seu saldo à ordem nos 39.417,16 euros, pode abdicar - até que o Zé Povinho levante o País, porque os políticos a gente já sabe que não o conseguirão fazer - de algum dos seus depósitos a prazo:- 360.000,00 no
BCP;- 232.000,00 no BPI;- ou 20.000,00 NA CGD.Mas ainda tem
outra hipótese, que evita mexer nos 612.000,00 depositados a prazo:
Abdique de algumas ou da totalidade das
carteiras de títulos e aplicações financeiras equivalentes (é muita coisa, muito
técnica, e isto já vai longo);
Há outra solução:- Accione o seu Plano Poupança Reforma de 53.016,21 euros ou resgate os 15.000,00 em obrigações da
CGD.- Se for muito apegado ao dinheiro, desfaça-se de algum património; é má
altura, mas é a crise, sr. Silva:-> Troque o apartamento de Lisboa por um
na Margem Sul;- Ou venda uma ou as duas casas que tem no Algarve;-
Também pode livrar-se das suas dívidas vendendo alguma, várias ou todas as seis
propriedades (terrenos e afins) compradas fruto dos seus investimentos ou
herdadas por óbito de seus pais.
Passei duas manhãs no Tribunal Constitucional e espreitei as suas declarações de rendimentos e património até 2010, ano em que ainda não tinha abdicado do seu ordenado de Presidente da
República; espero não dar o meu tempo por perdido e que de alguma forma o ajude
a sair desta situação difícil em que se encontra, sr. Silva.
Abraço solidário,
Luís Martins.[jornalista]

Cavaco Silva...O Pedincholas...

miércoles, 29 de abril de 2009

O apelo ao bloco central...

Cavaco Silva usou o 25 de Abril para apelar à participação nos próximos actos eleitorais. Desejou mais "realismo e autenticidade", apelou para que se não iludissem os cidadãos, disse à comunicação social que fosse "objectiva e imparcial".
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Palavras que justificam perguntas. Quem é que, afinal, prometeu mundos e fundos (empregos aos milhares, crescimento e aproximação dos níveis de vida e do desenvolvimento médio comunitário, formação e educação para todos, acesso universal à saúde, referendo sobre o tratado europeu)? Quem é que, ganhando eleições desta maneira, faltou no Governo a todos estes compromissos? E nos últimos quinze anos, o que sucedeu? Não seria desejável que se fosse mais concreto, de forma que os portugueses percebessem melhor a que se referia e de quem falava?
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Cavaco Silva devia saber que fomentar a ideia de que "são todos iguais" contribui para a abstenção e a desculpabilização dos verdadeiros responsáveis, é factor de descredibilização da democracia. E acaba por justificar que quem se tem revezado nos governos à custa de falsas alternativas e soluções volte a usar as mesmas falsidades que utilizou no passado. A começar nas europeias, onde já andam por aí a pedir votos os dois partidos que se combinaram para impedir os portugueses de votar sobre o Tratado de Lisboa.
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Não obstante as palavras do Presidente terem carácter pedagógico, elas podem ser ou ter um efeito perverso ou contrário. E, no que concerne ao tratado europeu e às eleições europeias, não ilibam o próprio Cavaco Silva.
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Já o apelo do Presidente ao entendimento dos partidos do centrão é totalmente contraditório com à autenticidade e verdade eleitoral. Então se Portugal está como está, (no emprego, na segurança, na justiça, na protecção social, no combate à corrupção, para usar os exemplos de Cavaco Silva), não é isso o produto e a consequência de anos a fio do pântano partidário e da unicidade política em que o PS e o PSD transformaram o País?
Honório Novo
in JN

Pedro Pires...Presidente de Cabo Verde...faz hoje 75 anos...

Pedro Verona Rodrigues Pires (São Filipe, Fogo, 29 de abril de 1934) é um político cabo-verdiano, presidente de seu país desde 22 de março de 2001.
Biografia
Pedro Pires estudou na
Universidade de Lisboa e lá encontrou os futuros líderes dos movimentos de libertação que lutaram pela independência das colônias portuguesas.
Com o início da luta armada em Angola em 1961, partiu ele de Portugal.
Ali, até a Revolução dos Cravos, lutou pela independência e, depois dela, foi o representante de seu país nas negociações com Portugal.
Depois da Declaração de Independência de
Cabo Verde em 5 de julho de 1975, foi designado Primeiro Ministro do Primeiro Governo da República de Cabo Verde, ao lado do Presidente, Aristides Pereira que tinha fundado o Partido Africano da Independencia da Guiné Bissau e Cabo Verde com Amílcar Cabral.
Pedro Pires manteve-se no cargo de Primeiro Ministro até 1991, quando — como resultado de sua iniciativa junto com outros — o sistema multipartidário foi introduzido no país e o MpD - Movimento pela Democracia, de Carlos Veiga, conseguiu a maioria.
Em
2001, apresentou-se finalmente como candidato presidencial contra Carlos Veiga e venceu as eleições com apenas 17 votos de diferença.
Em 22 de março de 2001 foi empossado como sucessor de António Mascarenhas Monteiro.