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martes, 13 de marzo de 2012

Cavacadas II...Pobreza e Parolice...


Logo no primeiro dia da sua entrada no palácio
de Belém, o ridículo até teve música. Um país espavorido assistiu, pelas
televisões, sempre zelosas e apressuradas, àquela cena do dr. Cavaco, mãos dadas
com toda a família, a subir a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, e ao
interior do edifício. Um palácio que não merecia recolher tal inquilino. Mas ele
é mesmo assim: um portuguesinho no Portugalinho, um inesperadamente afortunado
algarvio, sem história nem grandeza, impelido para o seu peculiar paraíso. A
imagem da subida da ladeira possui algo de ascensão ao Olimpo, com aquelas
figuras muito felizes, impantes, formais, intermináveis. Mas há nisto um
panteísmo marcadamente ingénuo e tolo, muito colado a certa maneira de ser
portuguesinho e pobrezinho: tudo em inho, pequenininho, redondinho.
Cavaco nunca deixou de ser o
que era. Até no sotaque que não perdeu e o leva a falar num idioma desajeitado;
no inábil que é; no piroso corte de cabelo à Cary Grant; no embaraço que sente
quando colocado junto de multidões ou de pessoas que ele entende serem-lhe
"superiores."
Repito: ele não dispõe de um estofo de estadista, e muito menos da
condição exigida a um Presidente da República.
O discurso da sua pobreza
resulta de todas essas anomalias de espírito. Ele tem sido um malefício para o
País. É ressentido, rancoroso, vingativo, possidónio e brunido de mente. Mas não
posso deixar de sentir, por este pobre homem, uma profunda compaixão e uma
excruciante piedade.

viernes, 9 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia II...


Novos pobres. A classe média portuguesa passa fome
.
A classe média portuguesa conhece hoje o amargo da pobreza. Há fome não assumida e um índice preocupante de suicídios. São fruto do desemprego e do endividamento crescentes. O alarme vem das instituições de solidariedade social, como a Cáritas ou o Banco Alimentar, ouvidas pelo i.
À porta do Centro de Emprego do Conde de Redondo, em Lisboa, está Marta, de 43 anos, que veio inscrever-se no desemprego. Perdeu o trabalho que tinha numa editora e o marido está há 11 meses desempregado.
Ambos são licenciados.
Fala de uma situação aflitiva, pois perderam a casa por terem deixado de pagar o crédito e tiveram de ir com três filhos morar com os sogros. O marido está com uma depressão profunda. “Não dizemos aos amigos que em casa há dias em que se janta pouco mais que pão com manteiga”, diz, envergonhada.
Situações como esta são o pão nosso de cada dia para Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome:
“As pessoas da classe média não ousam reconhecer que necessitam de alimentos. Não pedem sequer auxílio alimentar. Procuram as instituições de solidariedade social para pedir orientação para renegociar os créditos.”

domingo, 4 de marzo de 2012

No Reino da Granelandia I...


São cada vez mais os portugueses que não conseguem pagar as rendas das casas ou
o empréstimo bancário para habitação e pedem ajuda à Cáritas Portuguesa que, nos
últimos tempos, viu os pedidos que recebe aumentarem 40 por cento.
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"Portugal atravessa uma situação muito difícil e a Cáritas Portuguesa tem
visto aumentar de forma muito significativa os pedidos de ajuda, apresentando
dificuldades crescentes para dar resposta a todos", disse o presidente da
Cáritas Portuguesa. Eugénio Fonseca estima que os pedidos de ajuda aumentaram
cerca de 40 por cento nos últimos tempos, principalmente desde que entraram em
vigor algumas medidas de austeridade.
Uma das formas visíveis deste agravamento da condição económica dos
portugueses é o aumento dos pedidos de ajuda de pessoas que não conseguem
cumprir os seus compromissos com o aluguer ou compra de casa. "São pessoas que
tinham o seu posto de trabalho e que caíram no desemprego. As que fizeram
poupanças, aparecem mais tarde porque foram usando este valor, mas depois chegam
sem recursos", disse.
Apesar de desempregados, os bancos não levam em conta a situação destes
clientes que são obrigados a pedir ajuda, um auxílio que a Cáritas tem muita
dificuldade em assegurar, tendo em conta os valores envolvidos, adiantou.
Eugénio Fonseca acrescenta que esta situação existe em todo o país, mas com
maior frequência em zonas com maiores taxas de desemprego, nomeadamente: norte,
zona da grande Lisboa e Algarve.
A propósito do auxílio cada vez mais solicitado à Caritas, esta instituição
lançou hoje um apelo para que os contribuintes portugueses ofereçam donativos
através da consignação de 0,5 por cento do Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Singulares (IRS), relativa ao ano de 2010. "Esta doação não apresenta
qualquer encargo para o contribuinte que, através da sua declaração de
rendimentos, pode disponibilizar 0,5 por cento do imposto já liquidado pelo
Estado para ajudar a Cáritas Portuguesa".

jueves, 11 de junio de 2009

Ricos e Pobres...

Um cara muito rico voltava para casa em sua limousine, quando notou em um jardim público dois homens comendo grama.
Comovido, ele mandou o motorista parar e perguntou para os dois homens:
- Por que vocês estão comendo grama?
- Nós somos muito pobres e não temos dinheiro para comprar comida! - respondeu um deles.
- Mas o que é isto! Venha comigo e traga seu amigo junto...
- Podemos levar nossas mulheres e filhos tambem? - perguntou o pobre, entusiasmado!
- Mas é claro que sim! - respondeu o rico.
Os dois homens, mais duas mulheres e cinco criancas entraram na limousine e seguiram em frente.
Uma das mulheres não se conteve e falou, emocionada:
- O senhor é uma pessoa muito boa. Deus lhe pague!
- Ora, não é nada. A grama do meu jardim já está com quase meio metro de altura!