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miércoles, 13 de mayo de 2009
martes, 12 de mayo de 2009
jueves, 7 de mayo de 2009
A Gripe Suína...
Provavelmente só porque é fim de semana é que os meus amigos, conhecendo-me como virologista, ainda não me questionaram sobre a gripe "suína".Infelizmente, o termo é errado. No caso da gripe aviária que apareceu há poucos anos, houve infecção de algumas centenas de humanos, mas sem que o vírus pudesse passar desses humanos a outros. Agora é diferente.
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De suína, esta gripe só tem a origem. De facto, ela é bem humana. Na história da gripe, o aparecimento das grandes epidemias mundiais (pandemias) foi quase sempre por adaptação ao homem de vírus suínos da gripe. Por isto, as expectativas em relação ao vírus aviário H5N1 (sigla que identifica os dois principais antigénios do vírus, e que definem se temos ou não imunidade contra ele) eram a de, com alguma probabilidade, na situação do Extremo Oriente de grande concentração conjunta de aves, porcos e humanos, o vírus aviário H5N1 passar para o porco e deste para o homem, adquirindo capacidade de transmissão homem a homem.
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Afinal, como tantas vezes acontece na emergência de novos vírus, a situação foi surpreendentemente diferente. O que aparece é um novo vírus humano - insisto, humano, transmissível de homem a homem - com origem no porco mas no outro lado do globo, no México.
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Também não é um H5N1 e por isto, como eu e muitos escrevemos na altura, era tolice investir em vacinas contra um vírus que ninguém sabia o que viria a ser - mas sim um H1N1, desaparecido da história da virologia há quase um século. Foi o tipo de vírus que causou a terrível pandemia de 1918, a espanhola, que matou mais gente na Europa do que a guerra mundial que tinha terminado pouco antes.
É certo que tem havido, nos últimos invernos, algumas infecções com H1N1, mas não é o tipo hoje mais vulgar e nada garante que o novo vírus seja neutralizado por vacinação com os últimos H1N1 circulantes.
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Hoje, os dados oficiais mexicanos revelam cerca de 1300 infectados com 81 mortes, uma taxa de letalidade já considerável. Também já há casos nos EUA. O que significa isto? Não quero ser alarmista, mas os meus leitores têm o direito ao que de mais objectivo eu, especialista, possa dizer. Considero uma situação muito preocupante, porque estamos perante condições muito diferentes do que eram as tradicionais na emergência de novas pandemias de gripe.
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A sua origem não é em zonas rurais da Ásia mas sim numa área metropolitana de 20 milhões de pessoas, em estreito contacto favorecedor de transmissão por via respiratória. Em segundo lugar, os vírus hoje viajam de avião. Finalmente, como disse atrás, trata-se de um tipo de vírus contra o qual há dezenas de anos que não há qualquer resistência imune nem há vacinas rapidamente disponíveis.
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Que fazer, em Portugal? Para já, a nível individual, nada. A nível das autoridades de saúde, vigilância, controlo a nível de medicina das viagens, planeamento desde já de condições de hospitalização e isolamento de milhares de possíveis doentes (atenção, vai ser a esta escala, transformando a FIL em hospital).
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O que faria agora eu, como indivíduo? Obviamente, cancelar qualquer viagem marcada para o México ou para o sul dos EUA.
Informar-me junto do meu médico sobre todos os sinais de alerta, os sintomas da gripe, que muita gente confunde com os de uma vulgar constipação.
Se começar a haver casos em Portugal, usar máscara, deixar de frequentar locais com muita gente, isolar em casa, como prisioneiros, os nossos pais septuagenários.
E, se a religião ajuda, rezar frequentemente.
Mas também ter em conta que o mesmo progresso e actual modo de vida que nos vai trazer o vírus de avião também vai permitir o diagnóstico muito precoce da doença, a produção limitada mas razoável de medicamentos e de vacinas.
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P. S. - Já imagino o que vai haver por aí de pânico em relação ao consumo de carne de porco! Mesmo que a gripe fosse suína, não era pela carne que se transmitiria. Mas, como chamei a atenção, "suína" é neste caso uma referência enganosa, tem a ver só com a origem. Quem a vai ter são os humanos, não os pobres suínos.
Prof. João Vasconcelos Costa
Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia)
domingo, 3 de mayo de 2009
viernes, 1 de mayo de 2009
O triunfo dos porcos...
Confessem, prezados leitores: têm a certeza absoluta de que não cheiraram ninguém hoje? Ninguém mesmo, nem meia-pessoa sequer? Não cheiraram ninguém nas últimas semanas, ou nos últimos meses?.
Podem garantir então com infalibilidade governativa que não passaram as vossas sensíveis fossas nasais por nenhum sistema fecal suspeito? E já agora, quantos porcos conhecem? Quando foi a última vez que estiveram olhos nos olhos com um? Desculpem perguntar, mas por onde têm andado? Viagens a Cancún, empregadas mexicanas, primos em Tegucigalpa? Precisamos saber tudo.
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Porque, vocês compreendam: nós queremos segurança, pelamo-nos por segurança. Os aeroportos já nos protegem de terroristas árabes. A ASAE defende-nos de restaurantes assassinos. Schengen é a nossa muralha contra imigrantes. Doenças, só as do sexo. Nem uma simples febre. Estava pois tudo tão arrumadinho, tão calculado até se ouvir soar o alarme. E o alarme tinha nome: os porcos. Esqueceram-se dos porcos. Pensaram nas vacas e nas aves, mas não nos porcos. Quem é que se iria lembrar agora que o perigo são os porcos? Só nos faltava mais esta.
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Talvez toda a razão esteja do lado de José Saramago. Ontem, no DN, o nosso escriba nobelizado avançou com uma explicação persuasiva para o surgimento da gripe suína. A culpa, diz Saramago, é do capitalismo pecuário. Durante anos, os porcos habitaram em condomínios de granjas espaçosas e bem-tratadas. Hoje são 65 milhões de porcos obrigados a partilhar pão e leito num número exíguo de pocilgas. Resultado: o mundo já fede. Ou, por outras palavras, fizemos merda.
Eu não sei nada.
O que sei é que a confortável ilusão de segurança e invulnerabilidade com que nos habituámos a viver não passa disso mesmo: uma ilusão.
Pedro Lomba
in DN
martes, 28 de abril de 2009
Guia rápido do vírus da gripe suína...
Saiba o que é o vírus da gripe suína, quais são os sintomas da doença, como se pode proteger e o que fazer em caso de suspeita de ter contraído o vírus.
Casos
É no México que as preocupações com o vírus da gripe suína são maiores: 160 mortes poderão estar relacionadas com a doença. Nos EUA, onde está declarado o estado de emergência da saúde pública, estão referenciados 20 casos e no Canadá seis. Aqui ao lado, em Espanha, suspeita-se que três pessoas contraíram o vírus. Dois britânicos provenientes do México estão em observação num hospital da Escócia. Na Nova Zelândia, 10 indivíduos podem ter sido contaminados.
Em Portugal, não há conhecimento de casos, segundo a Direcção-Geral de Saúde, no entanto o jornal CM fala de 2 pessoas em quarentena..
O que fazer
Se esteve numa área afectada e adoecer no prazo de 10 dias, dentro de um quadro de gripe (febre alta e súbita, tosse, dores musculares), deve telefonar para a linha de saúde pública (808 24 24 24).
Como tratar
Os portugueses que se vacinaram contra a gripe estão parcialmente protegidos contra o vírus H1N1. O virologista Jaime Nina acrescentou que a gripe suína pode ser tratada com antíviricos já existentes no mercado.
Conselhos
Vários governos, incluindo o português, desaconselham as deslocações à cidade do México.
Combate mundial
Vários países accionaram células de crise, indo da França a Espanha e à Nova Zelândia, passando pelo Reino Unido e Israel. Muitos países reforçaram o stock de Tamiflu, o medicamento utilizado contra a gripe das aves e que é igualmente eficaz contra a gripe suína.
Casos
É no México que as preocupações com o vírus da gripe suína são maiores: 160 mortes poderão estar relacionadas com a doença. Nos EUA, onde está declarado o estado de emergência da saúde pública, estão referenciados 20 casos e no Canadá seis. Aqui ao lado, em Espanha, suspeita-se que três pessoas contraíram o vírus. Dois britânicos provenientes do México estão em observação num hospital da Escócia. Na Nova Zelândia, 10 indivíduos podem ter sido contaminados.
Em Portugal, não há conhecimento de casos, segundo a Direcção-Geral de Saúde, no entanto o jornal CM fala de 2 pessoas em quarentena..
O que fazerSe esteve numa área afectada e adoecer no prazo de 10 dias, dentro de um quadro de gripe (febre alta e súbita, tosse, dores musculares), deve telefonar para a linha de saúde pública (808 24 24 24).
Como tratar
Os portugueses que se vacinaram contra a gripe estão parcialmente protegidos contra o vírus H1N1. O virologista Jaime Nina acrescentou que a gripe suína pode ser tratada com antíviricos já existentes no mercado.
Conselhos
Vários governos, incluindo o português, desaconselham as deslocações à cidade do México.
Combate mundial
Vários países accionaram células de crise, indo da França a Espanha e à Nova Zelândia, passando pelo Reino Unido e Israel. Muitos países reforçaram o stock de Tamiflu, o medicamento utilizado contra a gripe das aves e que é igualmente eficaz contra a gripe suína.
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