sábado, 3 de marzo de 2012

Cavaco Silva e as dificuldades...Carta ao Dito Cujo...


Bom dia, Sr. SilvaDepois de o ouvir o seu lamento, na sexta-feira, de
que o que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para
pagar" as suas despesas, fiquei preocupado. Se ao senhor Silva a reforma anual
de 141.519,56 euros não chega, como irá fazer o Zé Povinho, cujo rendimento
médio anual é 10.878,00 euros? Não tenho poder de imaginação suficiente, mas o
caso do sr. Silva é ligeiramente mais fácil de resolver.Como prescindiu dos
138.942,02, tente alguma destas soluções para evitar entrar para a lista dos
portugueses abaixo ou no limiar da pobreza:
- vá ao BCP
e levante parte dos seus 16.881,65 depositados à ordem;- passe no BPI e rape
os 5.543,24 euros (tudo ou parte, naturalmente);- ou passe na CGD e saque
algum dos 10.688,15 da sua conta coorrente;- pode ainda levantar parte ou a
totalidade dos seus 6.304,12 que esão á ordem no Montepio.
Mas se não quiser tocar nestas contas a prazo, mantendo o seu saldo à ordem nos 39.417,16 euros, pode abdicar - até que o Zé Povinho levante o País, porque os políticos a gente já sabe que não o conseguirão fazer - de algum dos seus depósitos a prazo:- 360.000,00 no
BCP;- 232.000,00 no BPI;- ou 20.000,00 NA CGD.Mas ainda tem
outra hipótese, que evita mexer nos 612.000,00 depositados a prazo:
Abdique de algumas ou da totalidade das
carteiras de títulos e aplicações financeiras equivalentes (é muita coisa, muito
técnica, e isto já vai longo);
Há outra solução:- Accione o seu Plano Poupança Reforma de 53.016,21 euros ou resgate os 15.000,00 em obrigações da
CGD.- Se for muito apegado ao dinheiro, desfaça-se de algum património; é má
altura, mas é a crise, sr. Silva:-> Troque o apartamento de Lisboa por um
na Margem Sul;- Ou venda uma ou as duas casas que tem no Algarve;-
Também pode livrar-se das suas dívidas vendendo alguma, várias ou todas as seis
propriedades (terrenos e afins) compradas fruto dos seus investimentos ou
herdadas por óbito de seus pais.
Passei duas manhãs no Tribunal Constitucional e espreitei as suas declarações de rendimentos e património até 2010, ano em que ainda não tinha abdicado do seu ordenado de Presidente da
República; espero não dar o meu tempo por perdido e que de alguma forma o ajude
a sair desta situação difícil em que se encontra, sr. Silva.
Abraço solidário,
Luís Martins.[jornalista]

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