
O Sr. Duarte Pio afirmou-se na pesquisa histórica com a descoberta da genuflexão
dos cavalos de D. Nuno, antes da batalha de Aljubarrota, no preciso sítio onde,
em 1917, o Sol faria piruetas e a senhora de Fátima surgiria a promover o terço.
A investigação levou-o à publicação de um opúsculo que só a modéstia impediu de
reclamar o estudo obrigatório nas escolas.
Se D. Nuno não tivesse sido canonizado pela intercessão na cura do olho esquerdo da D. Guilhermina de Jesus, queimado com óleo fervente de fritar peixe, um milagre confirmado por médicos ateus, segundo disse o Vaticano, o Sr. Duarte mostrava-lhes o opúsculo e
arrasava-os com o prodígio dos solípedes.
A canonização do taumaturgo era inevitável, apesar da injustiça papal que ignorou a presença dos Srs. Duarte Pio e Paulo Portas em tão piedoso ato, dos poucos que, em 26-04-2009, no Vaticano puseram os pés. Todos. O esforço intelectual com a publicação do
opúsculo sobre a piedade dos cavalos, longe de lhe provocar um esgotamento,
estimulou-o para outras tarefas nobres.
No mesmo ano, o Sr. Duarte Pio colaborou na Coroação e Função do Senhor Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Angra, atividade que deve exigir saber e devoção.Mas o erudito e
eclético intelectual revelou-se também, à margem da participação na Coroação e
Função do Senhor Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Angra, um
especialista em ordenamento do território.
O Sr. Duarte Pio afirmou que o estatuto político ideal para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira seria o de «reino unido», como possuem a Escócia ou as Antilhas Holandesas. Segundo a Lusa, o ilustre visitante sustentou que «os reinos unidos dão o máximo de
autonomia com o máximo de unidade nacional». Revelou ser um perito em
ordenamento do território e um erudito em Geografia pois até sabe da existência
da Escócia e das Antilhas.
Com tal sabedoria, não tardará a propor um estatuto para as Berlengas e os Farilhões.




No hay comentarios:
Publicar un comentario