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lunes, 8 de junio de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...Loureiro sem bens para penhorar...

Património em empresas offshore
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Dias Loureiro não tem bens em seu nome que permitam o arresto provisório na investigação do caso BPN. O CM sabe que o ex-administrador da SLN – e braço-direito de Oliveira e Costa no banco – escapou à penhora, depois de os investigadores terem analisado minuciosamente o seu património.

jueves, 4 de junio de 2009

O pântano BPN...

Dias Loureiro saiu, enfim, do Conselho de Estado. Foi empurrado por Oliveira Costa e pelo cada vez mais insuportável embaraço presidencial, bem reflectido nos comentários dos conselheiros Jorge Sampaio e João Lobo Antunes apontando-lhe a porta de saída.
O depoimento de Oliveira Costa é a vingança pública de um homem ferido e despeitado.
Mas ninguém fica imune a um retrato de carácter tão arrasador como o que foi feito de Dias Loureiro. E embora este garanta que nada fez de ilegal, já nem é apenas isso que está em causa: o caso BPN tornou-se um pântano demasiado fétido para não macular quem quer que nele tenha ocupado altos cargos de responsabilidade.
Fernando Madrinha
in Expresso

sábado, 30 de mayo de 2009

HOMENS SEM QUALIDADES...

O dr. Cavaco, verdadeiramente, nunca foi bem um político ou estadista convincente e providencial. Um chefe que inspirasse confiança. Um espírito à altura do seu papel. Para tal era preciso carácter, integridade, autoridade pessoal, lucidez, vigor, cultura. Não era necessário ser intelectualmente grande, bastava prudência e sinceridade pela "coisa" pública.
No invés, o dr. Cavaco apenas quis sobreviver para a sua viagem pessoal, mesmo quanto sugeria estar a tutelar os desígnios pátrios. Sorte grande a sua, desilusão a de todos nós.
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As vagas teorias sobre a Democracia, Portugal ou a Europa desse filho pródigo de alguma direita saudosa (o novo Messias) morreram logo na razão dos curiosos desmandos que a sua governação divulgou. A felicidade pública do nativo, artificialmente excitada, expirou mesmo antes de se avistar a "aritmética economista" do seu vindouro "oásis". Como diria Ramalho Ortigão: "os deuses eram de palha".
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O dr. Cavaco não nos salvou da ruína, da decadência, não modificou o regime ou o sistema político, não soube construiu uma Res Publica, uma democracia. Apenas se rodeou no poder (sem que qualquer indignação se lhe visse) de um sem número de "adesivos" ou curiosos "senadores" que, mesmo aparentemente servis, astutamente o utilizaram para despojarem o orçamento do Estado. Os seus "procuradores do povo" arrumaram, antes de tudo, a sua própria clientela e souberam bem representar os seus interesses pessoais. O dr. Cavaco, no meio do seu azedume contra a canalha, só conduziu o país para a confusão e abuso de uma "rede clientelar" de consequências absolutamente desastrosas.
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A política pós-Cavaco passou a ser uma "questão de compadres", de intrigas e as "avenidas do futuro" construídas, herança da sua obra financeira, foram um inegável "brinde" aos novos caudilhos. A trágica destruição das instituições, o desamparo à sociedade civil, o cansaço e a desmoralização a que hoje assistimos (e a que estamos condenados) venceram-nos definitivamente.
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Não por acaso estes dias irae da desvairada governação do regedor Sócrates são consequência funesta disso tudo. A lista dos Dias Loureiros, Oliveira e Costa, os prebentados de Macau, os melífluos Constâncios, o Lopes da Mota e os Freeport intermináveis que lentamente surgem, não têm fim à vista. A degeneração é total. Não há que estranhar!
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NOTA: O dr. Cavaco, depois do pedido de demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado, disse que não distingue "um de outro dos 19 conselheiros de Estado" e que todos lhe mereciam "igual respeito".
Esta infeliz observação é quase um insulto ao próprio Conselho de Estado e, reconhecidamente, os conselheiros não mereciam tal "entusiasmo".
O dr. Cavaco fez de Dias Loureiro o cérebro da sua campanha presidencial, levou-o para o Conselho de Estado e fez a sua apologia até ao fim.
Que mais imprevistos ou incidentes precisamos de assinalar?
in Blog Almocreve das Petas

jueves, 28 de mayo de 2009

Há dias sim, há dias não...

Sinceramente não se percebe o que foi fazer Manuel Dias Loureiro à SIC, no dia em que anunciou a sua demissão do Conselho de Estado. O ar descontraído e bem-disposto que revelou à chegada a Carnaxide era, afinal, apenas isso: ar.
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Porque quando Rodrigo Guedes de Carvalho começou a entrevista, confrontando-o com o “assassinato de carácter” que Oliveira e Costa lhe tinha feito na véspera no Parlamento, Dias Loureiro avisou logo, com ar crispado, que não ia comentar as declarações do seu ex-patrão no BPN e na SLN.
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Ora, afinal, o que disse o ex-conselheiro de Estado aos portugueses no intervalo da final da Liga dos Campeões? Nada. Pior ainda. Os argumentos que o levaram a recusar a demissão nos últimos sete meses são exactamente os mesmos que usou ontem à noite para justificar a sua demissão. É mau demais para ser verdade.
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E depois ainda teve tempo para se mostrar muito chocado com a manchete do CM em que se noticiava o facto de estar sob investigação do Ministério Público. Esfarrapado argumento para um homem que nestes sete meses ouviu muitos conselheiros de Estado e dirigentes do seu próprio partido pedirem a sua demissão para evitar embaraços ao Presidente da República.
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Rodrigo Guedes de Carvalho, afinal, até teve razão quando disse que Dias Loureiro se tinha demitido do Conselho de Estádio.
Porque o que se passou ontem é mais digno da bola do que da política.
António Ribeiro Ferreira
in CM

Dias Loureiro...A ascensão e a queda de um político...

Em 1981, Dias Loureiro ganhava menos de cinquenta contos por mês como governador civil de Coimbra; vinte anos depois, declarou, em sede de IRS, mais do que Belmiro de Azevedo.
Frequentemente apontado como um dos homens mais poderosos e ricos do país, a sua ascensão sempre foi alvo de "mau olhado". Em diversas entrevistas repetiu que o segredo do seu sucesso foi nunca "ter como objectivo enriquecer".
É como na política, argumentou diversas vezes: "Quem só está preocupado em ganhar votos, perde. Ganhar dinheiro, como ganhar votos, tem de ser consequência de coisas que se fazem bem feitas". O seu lema de vida, foi-lhe transmitido pelo seu tio-avô padre: "Faz bem o que fizeres".
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Manuel Joaquim Dias Loureiro nasceu em Aguiar da Beira a 18 Dezembro de 1951. É filho de dois comerciantes e tem sete irmãos. Nos tempos de faculdade, há quem se recorde que ao contrário da maioria dos colegas ia a casa, aos fins-de-semana, de camioneta e usava samarras muito coçadas. Entrou no PSD pela mão de Carlos Encarnação e Ângelo Correia mas foi com Cavaco Silva que a sua influência cresceu de forma avassaladora no partido.
Amigo pessoal do presidente da República, acompanhou-o desde o primeiro dia da sua presidência do PSD até à confirmação dos resultados nas presidenciais.
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Na sua autobiografia, Cavaco revelou não o ter convidado para o seu primeiro Governo, em 1985, "pela simples razão de não poder prescindir dele no partido". No segundo mandato, no entanto, Dias Loureiro foi ministro dos Assuntos Parlamentares, entre 1987 e 1991; e na segunda maioria PSD, ministro da Administração Interna até 1995.
"Quando saí da política não tinha dinheiro nenhum", repetiu em entrevistas. O ex-ministro assumiu sempre, no entanto, que foram as amizades feitas nesses anos que o ajudaram depois de 1995 a construir a sua fortuna.
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Em 1991 deixou o apartamento no bairro de Benfica, em Lisboa, e foi viver para uma vivenda no Estoril - uma das zonas mais caras do país. O semanário Expresso questionou, na altura, como um salário de ministro poderia suportar a mudança. Dias Loureiro justificou-se com uma herança e respondeu: "Quem não tem a consciência tranquila em relação ao dinheiro pode tentar escondê-lo. Quem tem a consciência tranquila pode fazer o que entender".
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Quando saiu do Governo, aceitou o desafio de José Roquette pata integrar a Pleîade. A fortuna começa nessa altura a crescer. Em 2000, Roquette manifesta-se cansado e decide vender o grupo. É José Oliveira e Costa que compra por 11 milhões de contos. Dias Loureiro recebe, então, mais de um milhão de euros e investe em acções da SLN e torna-se administrador executivo do grupo detentor do BPN.
in JN

miércoles, 27 de mayo de 2009

O fim de Dias Loureiro

Traição, vingança, conspiração. A maior novela portuguesa contemporânea é o caso BPN. Já se sabia, mas ontem, com a audição de Oliveira e Costa no Parlamento, ficámos com a mais terrível das certezas: esta é a maior e também a mais indecorosa novela portuguesa dos tempos modernos, com manifesto reflexo na credibilidade dos políticos, dos partidos, dos banqueiros e das instituições.
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Os despojos finais do cavaquismo foram ontem penosamente exibidos por Oliveira e Costa no Parlamento. O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais deixou claro que não tenciona ser o único culpado do caso BPN. Nem em termos judiciais, nem políticos.
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Ficou claro, se ainda havia dúvidas, que a carreira pública e política de Dias Loureiro acabou e que não é minimamente sustentável a sua continuidade no Conselho de Estado. Cada dia que passar com o antigo ministro neste órgão serão machadadas na já pouca credibilidade das instituições.
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Ficou também muito claro o desafio para a Justiça. Perante o extraordinário trabalho da comissão parlamentar – um verdadeiro oásis nos tempos que correm –, o Ministério Público está obrigado a abrir o caminho de saída do actual pântano.
Doa a quem doer.
É um caminho de sentido único, pois a alternativa é o descalabro total do País...
Eduardo Dâmaso
in CM

Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro de mentir...

BPN
Durou oito horas a audição de Oliveira e Costa perante a comissão parlamentar de inquérito ao ‘caso BPN’. O ex-presidente do BPN apontou o dedo ao empresário Joaquim Coimbra e disse que a entrada de Cadilhe saiu cara ao banco.
Sobre Dias Loureiro, acusou-o de ter mentido: «A verdade está com António Marta»

viernes, 15 de mayo de 2009

O Conselhode Estado protector!...


O cargo é de nomeação definitiva. Quem é nomeado não pode ser demitido. Este estatuto deveria impor um especial cuidado a quem nomeia, atendendo não tanto à amizade política mas à dimensão ética e profissional de quem se vai nomear. Quando nem os sinais nem as companhias são aconselháveis, mandaria a prudência que se não nomeasse.
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Não há qualquer dúvida que Dias Loureiro (DL), administrador da SLN/BPN, foi peça essencial num negócio ruinoso em Porto Rico que prejudicou o grupo em, pelo menos, 38 milhões de dólares apesar de vários relatórios que se opunham ao negócio. Isto diz muito sobre a qualidade do gestor.
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O negócio beneficiou em especial El Assir, amigo de Loureiro, desconhecido de muitos mas referenciado como negociante de armas, até em relatórios da administração americana. Isto diz muito sobre as companhias e amigos.
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Das duas empresas compradas, uma nunca funcionou, a outra faliu. O negócio foi cancelado sete meses depois de fechado. Com a excepção dos sócios "porto-riquenhos", DL assinou tudo em nome de todos os implicados sem sequer verificar (diz ele) se tinha procuração para tal. Até assina em nome de um fundo, (o "famoso" Excellence Assets Fund), do qual, em Janeiro deste ano, "nunca tinha ouvido falar". Isto diz muito sobre as qualidades de jurista e, de novo, como administrador.
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O prejuízo não estava afinal "parqueado" em offshores (versão de Janeiro), estava nesse fundo que era da SLN/BPN. Logo, o prejuízo tinha que estar nas contas do grupo de 2001, ano da compra. Como administrador da SLN/BPN, DL tinha que saber que o grupo tinha "vendido o negócio" ao fundo no mesmo dia em que o tinha comprado, com a sua assinatura. Se o prejuízo não aparecia nas contas do Grupo de 2001, ele, como administrador era obrigado a comunicá-lo ao Banco de Portugal. Não o fez, passou a estar fora da lei.
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Dias Loureiro não se demite do Conselho de Estado, não pode ser demitido. Mas deveria fazê-lo. Pena ter sido nomeado.
Honório Novo
in JN

lunes, 11 de mayo de 2009

A mentira de Dias Loureiro...

O Expresso colocou em 'manchete' há três meses que Dias Loureiro tinha mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito. Agora, veio ele dizer que não mentiu, apenas se esqueceu. Acreditaremos?
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Conheço Dias Loureiro, acho-o um homem muito simpático e encantador. Quero crer que o que fez terá sido sem consciência de estar a prejudicar alguém. Mas estas considerações pessoais não vêm propriamente ao caso.
O que vem ao caso é o facto de Dias Loureiro ter afirmado que nunca mentiu à Comissão Parlamentar de Inquérito.
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Como se sabe, afirmámos que ele mentiu numa manchete do Expresso, no dia 14 de Fevereiro. Não o fizemos de ânimo leve; discutimos demoradamente se teríamos provas suficientes para o escrever e acabámos por optar por esse título, uma vez que as provas eram concludentes.
Na primeira audição, Dias Loureiro disse que nunca tinha ouvido falar de um Fundo (o Excellence Assets Fund) de que há documentos por ele assinados e referiu que tinha participado remotamente num negócio de que afinal foi figura central. Não se tratou de um lapso de memória. Foi uma negação absoluta.
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Loureiro começou por contar que teve apenas uma participação muito ténue num negócio ruinoso em Porto Rico: "Quanto ao negócio em si não tive nada a ver com ele" - disse. Mas esta semana, três meses depois de o Expresso ter feito referência aos documentos que o envolvem, o conselheiro de Estado reformulou totalmente a sua participação. Desta vez, confirmou o que já era óbvio e estava provado: que teve intervenção no início do negócio e que participou no seu desfecho. Quanto ao resto, diz agora que assinou de cruz.
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Por isso, quando Dias Loureiro se afirma indignado com as acusações de ter mentido, devia ter um pouco mais de humildade.
Na verdade, ele mentiu.
Nos dicionários, mentir é ser falso, é enganar, faltar à verdade, e isso Dias Loureiro fê-lo - sem qualquer dúvida, confirmado pelo próprio.
Pode argumentar que o fez inadvertidamente, sem consciência, por mero esquecimento. Mas - e Deus me perdoe se estou errado - mesmo disso eu duvido.
A menos que Loureiro tenha ido da primeira vez à Comissão como quem vai para uma esplanada beber café, sem se ter preparado, o que seria deveras surpreendente. Sem ter feito, nos dias anteriores, um esforço para se recordar dos factos.
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A menos, também, que se acredite que ele assina de cruz papéis que valem cerca de 70 milhões de dólares. Por amor de Deus! Mas alguém crê que um homem com a sua preparação chega a este cúmulo de irresponsabilidade? Eu não!
Lamento profundamente escrever estas linhas. Não me agrada acusar ninguém. E até gosto de Dias Loureiro, mas gosto muito mais da verdade!
Henrique Monteiro
in Expresso

jueves, 7 de mayo de 2009

Conselheiro Dias Loureiro...

Em tempos que já lá vão, nem por isso muito longínquos, era um homem firme e determinado. Como ministro da Administração Interna, dava do Estado a imagem de autoridade que o então primeiro-ministro tanto prezava - à bastonada, se necessário, quando as manifestações ultrapassavam as (suas) marcas. Como secretário-geral do PSD, assegurava a disciplina reclamada pelo exercício do poder. Era temido, até pela influência que se pressentia ter sobre quem efectivamente mandava, Cavaco Silva.
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A certa altura, largou a política - em bom rigor, foi a política que o largou a ele, em 1995, quando o país trocou o cavaquismo de murro na mesa pelo guterrismo com aura de dialogante. Meteu-se no mundo dos negócios, alimentou a fama de gestor de sucesso, enriqueceu. Teria saído das parangonas dos jornais não fosse a crise económica precipitar o levantamento de uma parte do véu do BPN, instrumento financeiro da Sociedade Lusa de Negócios, por onde passara como administrador.
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Aí, redescobriu-se um Dias Loureiro bem diferente. Com lapsos de memória, pouca sensibilidade para as minudências da lei, falta de disponibilidade ou de paciência para apurar se dela foi feito gato sapato nesse universo empresarial. Nem a "contabilidade criativa" que permitiu dispersar pelas contas de diversas empresas os prejuízos dos negócios em Porto Rico lhe causou a mínima estranheza. Andava ali por ver andar os outros...
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"Pequeno detalhe": o homem que esta semana, a seu pedido, voltou ao Parlamento para ser ouvido no inquérito ao "caso BPN" é conselheiro de Estado. As explicações que deu sobre alegadas contradições não parecem ter convencido ninguém. Pelo contrário: provocaram a multiplicação de vozes que põem em causa a sua presença no órgão de aconselhamento do presidente da República. Mas Dias Loureiro, que não pode ser afastado nem por quem o nomeou, não arreda pé. Só aí se conserva a firmeza de outrora.
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A questão é política, exclusivamente política. Não se trata de, perante o caso, se vestir a pele de "julgador" que há meses Manuela Ferreira Leite recusou, senão na estrita dimensão política que o caso suscita. Na dimensão da respeitabilidade e credibilidade que um órgão como o Conselho de Estado deve preservar. Na dimensão do constrangimento em que Dias Loureiro coloca Cavaco Silva, como nota Paulo Rangel ou como antes notara Morais Sarmento.
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Com cada vez mais gente, no interior do seu próprio partido, a exigir que renuncie à condição de conselheiro, fragiliza-se ainda mais a posição do antigo ministro. Que deveria ser o primeiro interessado em desfazer a ideia de que se mantém no Conselho de Estado porque, graças à imunidade que proporciona, é um "escudo protector".
Paulo Martins
in JN

miércoles, 6 de mayo de 2009

Dias Loureiro ouvido na Assembleia da República...

O pobre e honrado, do Loureiro, lá foi mais uma vez a prestar declarações.
Que não...que não mentiu...apenas assinou uns papéis sem ler...que confiava...
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Até que se irritou na parte final da interpelação do deputado bloquista João Semedo, quando este aludiu aos negócios de El Assir, o amigo libanês do ex-administrador da SLN.

martes, 21 de abril de 2009

Crescem pressões para a saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado...

António Capucho, presidente da Câmara de Cascais e também conselheiro de Estado, defendeu no domingo que Dias Loureiro devia afastar-se do Conselho de Estado "porque está a embaraçar o Presidente da República e as instituições democráticas".
No mesmo dia, outro destacado militante do PSD, o ex-líder Luís Filipe Menezes, também disse que Dias Loureiro já devia ter saído do Conselho de Estado.
Além de Capucho e de Menezes, também Nuno Morais Sarmento e Pedro Passos Coelho defenderam a demissão de Dias Loureiro.
Uma petição pela demissão de Loureiro ainda pode ser assinada.
in Esquerda.Net
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Ó Sr. Silva!!!...Corra com o homem...Vá lá, decida-se...
Fartos de mentirosos, estamos nós todos...
É bem caso, para lembrar a velha frase "nem o pai morre, nem a gente almoça"...