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jueves, 30 de abril de 2009

Coisas do Arco-da Velha...Câncio queixa-se de jornalista...

Fernanda Câncio fez queixa à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ) contra um jornalista do Correio da Manhã por este se ter referido a ela como "namorada de ..."
O artigo em causa, publicado a 5 de Abril, versava sobre as críticas de Câncio proferidas no programa ‘A Torto e a Direito’, da TVI24, sobre a investigação jornalística ao caso Freeport, e mencionava, em antetítulo, "Namorada defende Sócrates".
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Jornalistas de outras publicações foram também alvo de queixas semelhantes. O CCPJ determinou a "abertura de procedimento disciplinar" invocando que "o referido comportamento é passível de configurar a violação ao disposto na alínea h) do nº 2 do artigo 14º do Estatuto do Jornalista".
O qual defende "preservar, salvo razões de incontestável interesse público, a reserva na intimidade, bem como respeitar a privacidade de acordo com a natureza do caso e a condição das pessoas".
in CM
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Esta rapariga é tonta...afinal, é ou não é a namorada do engenheiro ???...
Ou é tudo só para "tapal o sol com peneira"...
Isto de processos está a ser prática comum no nosso primeiro e amigos!!!...

miércoles, 29 de abril de 2009

Sócrates e os jornalistas...

O jornalista João Miguel Tavares publicou um artigo crítico de Sócrates no Diário de Notícias. As críticas caíram mal em sua santidade que habita em S. Bento e o resultado foi um processo judicial.
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O Artigo da discórdia:
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Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina.
A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau.
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A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
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José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena".
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Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
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Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.
" Reparem bem: não podemos "consentir".
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O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
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À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático.
Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates.
Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

domingo, 26 de abril de 2009

Sócrates...Grande "saída" de uma jornalista...

José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas.
E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes.
Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.
“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta.
O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”.
Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.
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Boa "tirada" da jornalista...mesmo na "mouche"...Só espero que não dê direito a mais um processo, mas não acredito...o menino de ouro do PS, não compreendeu a boca e ainda deve estar a pensar no que significou...
Aquela cabecinha só dá para caspa...

«Sócrates fez de Moura Guedes o grande problema do Governo»

José Sócrates «conseguiu transformar Manuela Moura Guedes no grande problema do Governo. Com o país no estado em que está»
Quem o diz é Vasco Pulido Valente, na habitual crónica no «Público», esta semana dedicada a «uma guerra» que «desde o princípio» o primeiro-ministro lançou aos jornalistas.
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«Para ele (Sócrates) a informação sobre o Governo tinha de ser pouca e calculada. Quanto menos fosse e quanto mais calculada, menos daria alimentação e oportunidade a críticas», escreve.
Sucede que «com o tempo as críticas vieram e Sócrates começou a exercer represálias sobre os críticos pelo velho e desastroso método do boicote: Se uma televisão ou um jornal por qualquer motivo o ofendiam ou, supunha ele, o prejudicavam, Sócrates fazia o possível (e o impossível) por não se aperceber da sua maléfica existência : recusava entrevistas, cortava as relações com os directores, não os convidava para viagens de natureza oficial e por aí fora».
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Para o cronista, «se a relação entre o Governo e os jornalistas se tornou numa relação «pessoal» e «obsessiva», a culpa não é dos jornalistas. É de quem primeiro se mostrou «pessoal» e «obsessivo».
Perante a inevitabilidade do escrutínio da vida do primeiro-ministro, restava-lhe, diz Pulido Valente, «negar, sem paixão, o que valesse a pena negar e deixar o resto aos tribunais».
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«Sócrates resolveu partir em campanha contra o mundo», diz, desde logo, ao apresentar-se como «vítima de uma conspiração obscura e quase universal» e ao processar vários jornalistas.
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O efeito conseguido foi, remata Pulido Valente, o previsível: «ninguém acreditou em conspiração alguma e os jornalistas acabaram por o processar a ele».
in Portugal Diário

jueves, 23 de abril de 2009

Digo?, não digo?...

Olho em volta, hesitante: digo?, não digo? Porque, por estes tempos, ter opinião é mais soturno e melancólico, caro Cesário Verde, que andar por aí sozinho e mal acompanhado "nas nossas ruas, ao anoitecer".
Atrevo-me?, não me atrevo?; escrevo?, não escrevo? E se apanho, também eu, com um processo? E se sou chamado à intendência do dr. Proença de Carvalho ou a alguma das outras?
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Mas não é verdade que Cavaco Silva, o temerário, se atreveu e, até ver, ainda não foi processado?
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Respiro fundo, ganho coragem e atiro-me de cabeça: gastar, enquanto se fala de crise, um milhão de euros dos contribuintes em carros de luxo para alguns figurões da AR é escandaloso num país com dois milhões de pobres e centenas de milhar de idosos e crianças com fome.Uff, pronto, já disse!
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Entretanto, a conselho do meu advogado, retiro a palavra "figurões" e substituo-a por "altas figuras", e retiro "escandaloso" e substituo-o por "duvidoso".Declaro ainda que não pretendo com o que disse pôr em causa a honra e consideração devidas ao Governo, à AR ou à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.
E que Deus me proteja.
Manuel António Pina
in JN