jueves, 8 de marzo de 2012

CEMGFA espera clarificação do poder político...


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General Luís Araújo considera fundamental que o poder político clarifique "de uma vez por todas" o que devem ser as forças armadas nacionais.
O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) afirmou hoje que
"o poder político" deve "dizer de uma vez por todas" que Forças Armadas deve ter
o país e quais os recursos necessários para as missões que lhe atribuir.
"Naturalmente que nós devemos dizer de uma vez por todas que Forças Armadas
devemos ter, e que são necessárias, e para cumprir que missões, e naturalmente
os meios. É a parte de planeamento, o planeamento estratégico e o planeamento de
forças. Temos de ter, não gosto de dizer recursos humanos, temos de ter pessoas,
recursos materiais e recursos financeiros", disse o general Luís Araújo aos
jornalistas, no final de uma reunião com o Presidente da República, que é o
comandante supremo das Forças Armadas, no Palácio de Belém, em Lisboa.
Luís Araújo respondeu desta forma quando lhe perguntaram se concordava com
declarações do general Ramalho Eanes à Antena 1 em que o antigo Chefe de Estado
defendeu que Portugal tem de definir "se quer" as Forças Armadas e "para quê" e
em função disso atribuir-lhe os "recursos financeiros" adequados.
"Naturalmente concordo", sublinhou o CEMGFA, acrescentando: "A questão das
Forças Armadas e que Forças Armadas devemos ter compete claramente ao poder
politico, compete a quem tem legitimidade para o fazer. Não são os militares que
dizem, os militares são conselheiros, técnicos, têm as suas ideias, mas quem
define são os órgãos legitimamente instituídos".
Questionado sobre se essa definição do papel das Forças Armadas é urgente,
Luís Araújo disse não saber.

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