miércoles, 7 de marzo de 2012

Falhanço na Grécia custará um bilião de euros...


A probabilidade de incumprimento da dívida soberana de Portugal, Irlanda, Espanha, Itália, Bélgica e Áustria continua a agravar-se numn horizonte de cinco anos, segundo dados da CMA DataVision para a abertura de hoje. Portugal, Irlanda e Espanha pertencem ao "clube" dos 10 países com mais elevada probabilidade de entrarem em default, que é liderado pela Grécia.
A agência Reuters divulgou hoje que o Institute of International Finance (IIF), o lóbi internacional de credores privados das dívidas soberanas, calcula que um incumprimento "desordenado" na Grécia provocará um impacto de mais de um bilião de euros, colocando a Espanha e a Itália no corredor dos países da zona euro com necessidade de assistência financeira, além da necessidade de um segundo pacote de resgate a Portugal e a Irlanda.O documento do IIF, intitulado "IIF Staff Note: Confidential", e datado de 18 de fevereiro, refere, nas contas, que Portugal e Irlanda necessitariam de mais 380 mil milhões de euros durante cinco anos, enquanto Espanha e Itália teriam de ter uma ajuda imediata anti-contágio de 350 mil milhões de euros. Custos adicionais de recapitalização de bancos somariam 160 mil milhões de euros.
Apesar do IIF manter um discurso externo de que a negociação da troca de títulos está a correr bem, e que 12 grandes detentores de títulos gregos já estão envolvidos no acordo representando 90 mil milhões de euros de títulos (em 205 mil milhões de euros nas mãos de privados), multiplicam-se os rumores de que o nível de adesão "voluntária" poderá não atingir na quinta-feira a meta colocada pelo governo grego.
Segundo uma fonte anónima da troika que acompanha a Grécia, citada pelo Financial Times Deutschland, o governo de Atenas terá de acabar por desencadear o processo de cláusulas de acção colectiva (CAC, obrigando todos os credores privados com dívida sob jurisdição grega), pois a participação "voluntária" será insuficiente.
O jornal alemão alvitra que se a participação for inferior a 2/3, Atenas não poderá ativar as CAC e todo o negócio de reestruturação de 53,5% do valor da dívida em mãos de credores privados poderá ir por água abaixo. É este cenário pessimista que motiva os receios secretos do IIF.
Além da incerteza sobre o desfecho da negociação da reestruturação parcial da dívida grega, têm-se avolumado duas situações adicionais de stresse, na Irlanda e em Espanha.

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