
O antigo Presidente da República e conselheiro de Estado Ramalho Eanes disse hoje que o Portugal tem de clarificar o que pretende das Forças Armadas para que lhe sejam atribuídos os meios financeiros necessários ao cumprimento dessas missões."O que é necessário é o país definir o que é que quer. Se quer Forças Armadas, se não quer.
Se quer Forças Armadas para quê.
E estabelecendo o para quê, aceita, naturalmente, que tem de lhes atribuir determinados meios financeiros para que elas possam estar em condições de responder àquilo que lhe é pedido pelo poder político", declarou em entrevista à Antena 1 Ramalho Eanes lembrou ainda que é em tempo de paz que os militares se preparam para a guerra.
"A instituição militar tem de se preparar em tempo de paz para fazer face a situações de guerra. É necessário que os portugueses digam o que querem das Forças Armadas, porque senão arriscamo-nos a cair na situação em que vivemos sempre", acrescentou.
Na opinião do antigo chefe de Estado, "as Força Armadas só passaram a ser Força Armadas organizadas, capazes, depois da entrada da NATO. As pessoas não gostam de ouvir dizer isso, mas é verdade".




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