viernes, 5 de junio de 2009

Eleições coincidentes...

Está dito e redito que a campanha para as Europeias de domingo tem sido passada a discutir sobretudo temas nacionais. Vistas as coisas agora, bem se podia, como pareceu a muita gente, aliás, ter feito coincidir as Legislativas e as Europeias.
Os ganhos teriam sido grandes: evidentemente, haveria menos gastos, consideravelmente menos; ficaríamos a saber já qual seria o nosso próximo Governo, permitindo partir de imediato para a constituição de um novo Executivo, questão central em tempo de crise e, pelos vistos, preocupação maior de toda a classe política, que apenas tem centrado a discussão nesse tema.
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A questão agora é saber se, a seguir, valerá a pena juntar eleições Autárquicas com Legislativas. Em termos de poupança, embora as Autárquicas sejam menos onerosas, a vantagem é evidente. Em termos de coincidência temática, é evidente que Autárquicas e Legislativas têm pouco ou nada em comum. Mas, permitam a desconfiança: se as Legislativas se disputarem primeiro e as Autárquicas uns dias depois, o mais certo é que o tempo se passe não em campanhas de esclarecimento local, mas comentando a nova composição do Parlamento e os meandros de formação do novo Governo.
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Para que as Legislativas pudessem ter coincidido com as Europeias, seria necessário que o Governo se tivesse demitido, coisa que a Oposição se apressou a definir como um golpe, mesmo sem saber se José Sócrates encarava essa possibilidade.
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Para que Autárquicas e Legislativas coincidam é preciso que Cavaco Silva marque as eleições parlamentares para o mesmo dia que o Governo tiver escolhido para realizar as municipais, hipótese que, sabe-se, não agrada a Sócrates. Cavaco é extremamente rigoroso e respeitador do espaço institucional, pelo que o mais certo é que não faça coincidir as duas eleições.
O que é pena: tirando o caso de meia dúzia de concelhos, os resultados das Autárquicas são previsíveis e não merecem que se prolongue por mais quinze dias este espaço de sempre-em-campanha em que vivemos, com tão pouca motivação e algum ruído a mais, desde meados de Maio.
José Leite Pereira
in JN

Sondagem dá ligeira vantagem ao PS...

A duas disputas "privadas" se assistirá nas eleições de domingo: pela vitória, entre socialistas e sociais-democratas; pelo "pódio", entre comunistas e bloquistas.
Por ora, como se diz no desporto, o marcador só regista empates.

O Desaparecimemento do AF 447...

Acidente aereo do voo 447 air france (simulação de voo)

PS, São Bento e Terreiro do Paço...

A requalificação do Terreiro do Paço é mais um elemento exemplificativo do jeito autoritário com que o PS, o de António Costa em Lisboa, como o de José Sócrates no país, tem vindo a governar: de costas voltadas para os cidadãos.
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O desprezo que o PS patenteia, propositadamente, pela voz da cidadania local, tem uma séria razão de ser. É que o PS sabe que, quando ouve os lisboetas, eles contestam as suas práticas clientelistas assentes em decisões de secretaria arbitrárias e, acima de tudo, rejeitam obras megalómanas e projectos urbanísticos transviados que, pouco a pouco, lhes vão roubando a sua frente ribeirinha.
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Episódios como o do favor à Liscont a propósito do terminal de contentores em Alcântara demonstram como o PS não tem qualquer pejo em ultrapassar as regras do bom senso para levar os seus desígnios e as suas negociatas avante. Ocasiões como a da suspensão do PDM para permitir a construção da Fundação Champalimaud em Pedrouços revelam como o PS não está minimamente comprometido em levar a cabo um planeamento da cidade de tipo participado.
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No que concerne à questão da reabilitação do Terreiro do Paço todo o processo foi conduzido de forma errada desde o início: tudo decidido em São Bento; apresentado ao público através de uma resolução do Conselho de Ministros; tudo entregue à Sociedade da Frente Tejo; não houve concurso público nenhum. Uma vez mais vingou a obssessão do PS em ultrapassar as regras do bom senso democrático só para mostrar obra feita, em vez de prevalecer o espírito da discussão pública, o estímulo da cidadania e o respeito pela opinião dos lisboetas.
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É por estas e por outras que, quando o PS se diz da esquerda democrática, os lisboetas e os portugueses, que sabem que este PS está mais preocupado com o seu próprio umbigo do que com o bem-estar, qualidade de vida e ensejos das populações, se preparam, neste ciclo eleitoral, para penalizar o PS de Sócrates e de Costa, porque têm noção de que o voto no PS será sinónimo de mais do mesmo, de mais abuso e mais retrocesso.
Natasha Nunes
in Esquerda.Net

Porque dançam Edite Estrela e Correia de Campos?...

Porque dança tão alegre na rua o ex- ministro da saúde Correia de Campos, dando o braço a Edite Estrela ? Porque pôs o país em polvorosa fechando centros de saúde regionais, abandonando velhos e desamparados e agora vê um lugarzinho ao Sol, na prateleira dourada do Parlamento Europeu ?
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Porque baila Edite Estrela ? Porque perdeu Sintra com lágrimas e teve essa recompensa de repetir mandatos na Europa ? Ou dançam porque o país está bestial ?Que sentirão os desempregados recentes do país? Que sentirão os que estão a perder as poupanças de uma vida num banco que afinal era um casino ? Que sentirão os que escreveram cartas e petições a um Provedor da Justiça posto de lado, humilhado, e que nem o Presidente da República, garante do normal funcionamento das instituições, um escândalo que nem o PR consegue resolver?
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A doutora Estrela baila com o camarada Campos, porque tristezas não pagam dividas, ou porque estão radiantes por partilharem o seu dia de campanha com o ressuscitado Paulo Pedroso, o mesmo que invadiu o Parlamento depois de ter saído da Penitenciária ? Os putativos deputados europeus socialistas têm razão para dançar e esquecerem a compostura em tempos difíceis, para os outros claro, aqueles totós que os vão por a ganhar uma barbaridade por mês, com mordomias e uma reforma dourada?
O par gaiteiro socialista dança porque hoje se ficou a saber que o desemprego atingiu um valor superior ao da média europeia ou dança porque está no papo o lugarzinho ?
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A falta de respeito para com o país aí está: um retrato perfeito de uma casta política nova-rica, uma elite que se marimba no povo, no país, nas dificuldades. A pimbalheira desta gente, arrogante (veja-se a resposta da ministra da educação, a Ana Drago) a mediocridade instalada, a falta de ideias , de cultura, de referências. As barbies da política com os velhadas teimosos que nos desgovernam.
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A tragédia é esta: com votos brancos ou com abstenção, nenhum de nós pode com o seu votinho tirar aquela gente, esta gente, do destino que os espera: a política como o melhor emprego do Mundo. Por isso eles dançam, e não caem.
in Blog Instante Fatal

Alentejo de minh`alma...

O Maneli, alentejano de gema, adormeceu na praia sob um sol escaldante e sofreu graves queimaduras nas pernas.
Foi transportado para o hospital de Évora, com a pele completamente vermelha, cheio de bolhas, e as dores eram horríveis. Qualquer coisa que lhe tocasse na pele ... era a mais completa agonia!
O médico, um alentejano de Beja, foi ver o Maneli e prescreveu que lhe fosse administrado soro, por via intravenosa, um sedativo leve e 3 comprimidos de Viagra de 8 em 8 horas.
Antonieta, a enfermeira de serviço também ela alentejana, completamente boquiaberta perguntou:
- Oh Doutori, vomecê desculpe ... mas vomecê receitou Viagra ?!!!
Responde o médico:
- Si senhora, recetê Viagra e muito bem.
A Antonieta volta a perguntar:
- Mas entã para que serve ao Maneli o Viagra nas condições em quele tá?
Ao que o médico respondeu:
- Entã nã se tá memo a vere !
É prós lençois ficaren afastados das quêmaduras das pernas !!!

Federico García Lorca...foi Poeta e Dramaturgo Espanhol...

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Biografia
Nascido numa pequena localidade da
Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madri, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos se baseiam em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à
música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928)
Concluído o curso, foi para os
Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense.
Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.
Voltando à Espanha, criou um grupo de
teatro chamado La Barraca. Não ocultava suas idéias socialistas e, com fortes tendências homossexuais, foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.
Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio. Ali, porém, teve sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".
Assim, num dia de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos
nacionalistas, e seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade .
A caneta se calava, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial
Assim como muitos artistas - e a obra
Guernica, de Pablo Picasso -, durante o longo regime ditatorial do Generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.
Com o fim do regime, e a volta do país à
democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes
Lorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX.
Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia.
As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.
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O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
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Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
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O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
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Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
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Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

jueves, 4 de junio de 2009

Inimigo de si mesmo...

Marinho Pinto não é ingénuo – após Sócrates ter elegido Manuela Moura Guedes e a TVI como seus inimigos figadais, sabe bem que ir esse canal descompor a jornalista tresanda a frete pessoal ao primeiro-ministro. Marinho Pinto conseguiu aquilo que nem o ministro Santos Silva imaginaria nos seus sonhos mais ‘controleiros’.
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A colagem ao Governo é a única estratégia aparente do bastonário dos advogados. O resto é uma impetuosa barafunda contra tudo o que mexe na Justiça: juízes, procuradores, polícias, funcionários, advogados, políticos (excepto Sócrates) e faculdades de Direito.
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Sem tom nem som, Marinho Pinto tornou-se num caricato argumento a favor dos interesses que diz combater, aniquilando a lógica que o fez eleger talvez por muitos anos.
Carlos Abreu Amorim
in CM

O campeão das gafes!...

Enquanto o PS implora que a campanha eleitoral termine, que o seu candidato se cale e que vá rapidamente para Bruxelas, Vital Moreira continua a deliciar o país político com as suas gafes.
Como quem marca o ponto, o cabeça-de-lista do PS continua a falar perante o gáudio dos profissionais da Comunicação Social que se encavalitam à espera de mais uma declaração que possa espantar o país e encurralar o PS…
Tudo começou quando Vital Moreira disse que não ia votar Barroso depois de Sócrates já ter comprometido o apoio do PS e se ter unido a Ferreira Leite e a Paulo Rangel para organizar o bloco central que pode reeleger o actual presidente da Comissão Europeia.
A partir daqui foi o desfiar do rosário.
Vital Moreira apresentou uma proposta para a criação de um imposto europeu sobre transacções financeiras em Bolsa, exactamente na véspera do PS votar contra um projecto de lei do PCP que criava em Portugal esse mesmo imposto…
Vital Moreira afirmou no distrito de Évora que era importante "reabrir as minas de S. Domingos", que ficam no distrito de Beja, confundindo minas de Aljustrel com as que ficam perto de Mértola, há muito infelizmente encerradas em definitivo.
Vital Moreira classificou de roubalheira o que se passou no BPN - e aqui pecou por defeito, trata-se mesmo de uma rede criminosa - responsabilizando o PSD por esse facto, talvez para ouvir dizer que o falhanço total do Banco de Portugal na supervisão do BPN seria responsabilidade do PS, já que Vítor Constâncio é militante do partido do Governo…
Depois deste chorrilho de gafes, Vital Moreira até chegou a falar em "cidadões", quando certamente quereria dizer cidadãos, porventura a menor das suas gafes.
Este é Vital Moreira, constitucionalista emérito, cabeça-de-lista do PS às europeias, o maior erro de casting da história política nacional nos últimos anos.
Este é, enfim, Vital Moreira, escolha pessoal de José Sócrates…
Honório Novo
in JN

Transporte Escolar na Índia...

O pântano BPN...

Dias Loureiro saiu, enfim, do Conselho de Estado. Foi empurrado por Oliveira Costa e pelo cada vez mais insuportável embaraço presidencial, bem reflectido nos comentários dos conselheiros Jorge Sampaio e João Lobo Antunes apontando-lhe a porta de saída.
O depoimento de Oliveira Costa é a vingança pública de um homem ferido e despeitado.
Mas ninguém fica imune a um retrato de carácter tão arrasador como o que foi feito de Dias Loureiro. E embora este garanta que nada fez de ilegal, já nem é apenas isso que está em causa: o caso BPN tornou-se um pântano demasiado fétido para não macular quem quer que nele tenha ocupado altos cargos de responsabilidade.
Fernando Madrinha
in Expresso

1º Tempo de Antena do Bloco...

Primeiro tempo de antena do Bloco para as eleições europeias, com videoclip do apoio de Sócrates a Durão para a Comissão Europeia, a explicação do fracasso do tratado de Lisboa por Alda Sousa e o apoio de Fernando Nobre, mandatário da candidatura.

A Lurdinhas faz da Educação o que José Sócrates faz na governação em geral...

No rescaldo de mais uma mega-manifestação de professores, quando por quase todo o lado se ataca a ministra da educação, no uso da minha irreprimível liberdade de opinião e democrática apreciação política não posso deixar de dizer que Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.
Mas está no lugar certo no momento exacto, na justa medida em que está para a educação como José Sócrates está para a chefia do Governo. Também ele não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.
Maria de Lurdes Rodrigues faz na educação o que José Sócrates faz na governação em geral.
Finaliza a catástrofe nacional, prenunciando a imperiosidade de se reerguer o sistema educativo e o País a partir do zero, num terreno juncado de ruínas.Maria de Lurdes é verdadeiramente um Socratezinho, imperando como ignaro e tirano régulo nos escombros da Escola Pública…
O que Sócrates faz no Palácio de São Bento, faz Maria de Lurdes Rodrigues no soturno torreão da 5 de Outubro: o exercício permanente da prepotente incompetência.
Estão perfeitamente um para o outro.
Maria de Lurdes Rodrigues é para a escola portuguesa a desgraçada imagem reflectida da socratina destruição global da Pátria, em termos económicos e financeiros, mas sobretudo nos supremos domínios da ética e da moral.Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Depois dela e da sua tão inesquecível equipa, só resta a esperança de se construir um novo sistema educativo, baseado na verdade, no trabalho e na exigência, um sistema educativo onde se possa ensinar e aprender, onde a pedagogia volte a ocupar o lugar do que agora é só ignóbil demagogia…
Mário Rui Simões Rodrigues
in Blog Escola Presente

Jorge Palma...É Cantor e Compositor...faz 59 anos...

Jorge Manuel de Abreu Palma (Lisboa, 4 de Junho de 1950) é um compositor e cantor português.
Índice
1 Biografia
2 Discografia
2.1 Álbuns
2.2 Colectâneas
3 Colaborações
4 DVDs
5 Bibliografia
6 Ligações externas
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Jorge Palma - Encosta-te a Mim

China...As Vítimas da Praça Tiananmen (ou "Praça da Paz Celestial")...foi há 20 anos...

O Protesto na Praça Tiananmem em 1989 ou mais famoso Massacre na Praça Tiananmem ou Massacre de 4 de Junho foram vários estudantes em demonstração pró-democracia e pró-socialismo na República Popular da China.
Os protestos aconteceram entre 15 de abril a 4 de junho de 1989. Os protestos acabaram com violência quando o Exército Chinês usou de força atacando os estudantes para restaurar a ordem na capital Pequim.
Em 4 de maio de 1989, aproximadamente 100.000 estudantes e trabalhadores marcharam pacificamente nas ruas de Pequim exigindo reformas democráticas, adesão a princípios socialistas de igualdade, e para protestar contra a corrupção de governo do país.
Em 20 de maio o governo declarou lei marcial. No entanto, as demonstrações de protestos continuaram. Depois de deliberação entre líderes comunistas de partido, o governo mandou uma resolução militar enérgica. As tropas e tanques do Exército avançaram para a Praça Tiananmen. Em 3 e 4 de junho, o Exército confrontou violentamente os manifestantes.

A cena mais conhecida do evento ocorreu no dia 4, quando um misterioso estudante irrompeu na frente de diversos tanques á porta da Cidade Proibida, até ser puxado.
Sua foto estampou manchetes mundo afora e ganhou o Prêmio Pulitzer em 1990.
Até hoje não se sabe o nome do rapaz, apelidado "Homem-tanque" ou "Rebelde desconhecido", eleito pela Time como uma das pessoas mais influentes do século 20.
As estimativas de mortes de civis variam de 400 a 800 (de acordo com o New York Times: 1.000 de acordo com a Agência de Segurança Americana; 2.600 pela Cruz Vermelha chinesa) e os manifestantes dizem ser 7.000 mortes.
O número de feridos é de 7.000 a 10.000. Seguindo os protestos e a violência, o governo aprisionou civis e os líderes do movimento, acesso limitado para a imprensa estrangeira e cobertura controlada da imprensa na China sobre os acontecimentos.

miércoles, 3 de junio de 2009

O mais caro de sempre...

Nuno Melo acusou Vítor Constâncio de estar na origem da funesta decisão de nacionalizar o BPN (cujo custo já anda perto dos 2.500 milhões de euros).
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Julgo que Melo inverteu o nexo de causalidade: o Governo não agiu em virtude do que Constâncio disse – ao contrário, Constâncio disse o que disse por causa da intenção governamental.
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O perpétuo governador do Banco de Portugal converteu-se num comentador económico pró-governo, numa espécie de Perez Metelo em cargo mais abonado mas igualmente justificador de tudo o que o Governo quer ou sente (ainda vão trocar de ofício!).
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Não sei que mais asneiras Constâncio terá de exibir para ser forçado a desocupar a função.
Deve ter sido o titular público cuja omissão em agir mais dinheiro custou a esta III República.
Carlos de Abreu Amorim
in CM

Esta democracia é uma miséria...

Não gosto desta democracia. Uma democracia que sobrevive através de subterfúgios, que se não preveniu contra as desigualdades sociais, antes as estimula, autoriza-nos a combatê-la sem tréguas, como imperativo de consciência e necessidade histórica. Desejava-a equânime, fortemente representativa, sem a moral indecisa e sem a implícita conspiração de uma classe que me repugna e se julga acima do mal e do bem. A democracia não é isto que a violência simbólica tem promovido, e a ausência de debate tem consolidado.
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O discurso político é inassimilável, embora seja definível pelos traços essenciais das semelhanças de uns com os outros. Esse discurso apropriou-se, sobretudo, do lugar-comum, fruto de antigas e cediças tradições. Nada do que dizem Ilda Figueiredo, Miguel Portas, Paulo Rangel, Vital Moreira ou Nuno Melo suscita a mais escassa emoção ou o mais módico entusiasmo. O pessoal a quem se dirigem não os conhece, ou mediocremente dá por eles. A nitidez crescente desta ignorância popular faz dos "políticos" algo de criminosos, porque a eles cumpre não só esclarecer como evitar o declínio acentuado da democracia e a degenerescência de um regime que têm de ocupar o espaço mais amplo de definição.
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Esta democracia é uma desgraça. E os protagonistas são pessoas inadequadas à construção da sua desejável e inequívoca grandeza. O que dizem reactiva, permanentemente, a colonização das mentes, porque o que dizem é baseado em velhos conceitos de exclusão do "outro". Esta democracia reflecte a debilidade de convicções morais de quem dela se diz paladino. O que por aí se vê de corrupção, de mentira, de fraqueza dos mecanismos institucionais, de hipocrisia, de inquietação social, resulta das enormes variações de carácter e de ideologia daqueles que abandonaram a defesa das específicas identidades partidárias.
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O desfile de nulidades e de apparatchiks de que as televisões são palco constitui a afirmação de um tribalismo generalizado, que não comporta a esperança mas a resignação. Esta democracia é uma desgraça porque espicaça o desprezo, alimenta o ressentimento, incrementa o rancor e não conseguiu, em 35 anos, extirpar os odiosos fantasmas do racismo e da xenofobia.
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Tudo isto é muito mau: a mediocridade dos dirigentes; a incultura e a ignorância dos quadros intermédios; o culto da competitividade como modo e forma de triunfo; o apagamento da cidadania; a liturgia do dinheiro como expressão única de ascensão. A natureza profunda do envilecimento do regime encontra-se na péssima qualidade dos seus dirigentes. Esta democracia é uma miséria. Mas é minha. Também eu a construí. Lá estarei a votar.
Baptista-Bastos
in DN

Muita Ternura...

Uma, e outra, e outra vez – as vozes de quem faz a escola pública...

Vieram de novo, aos milhares, de todos os pontos do país. Voltaram a encher as ruas de Lisboa com a sua luta, e a sua perseverança na defesa de um modelo democrático da escola pública. Dizendo "categoria só há uma - professor e mais nenhuma". Nem mais.
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Ao longo destes últimos quatro anos, os professores têm sido a voz mais forte e mais ousada na contestação ao Governo. E são-no porque têm sido eles a experimentar, mais do que em qualquer outro sector, o que significa a "empresarialização" dos serviços públicos.
Alguém pensou: "temos que alcançar os níveis europeus em matéria de resultados escolares, mas sem fazer o esforço de investimento que fizeram os outros países europeus". A solução do Governo PS: indicar um culpado, os professores; pressionar os resultados; e juntar a propaganda.
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Quatro anos do triunvirato Mª Lurdes Rodrigues - Valter Lemos - Jorge Pedreira, resumem-se a isso. Resume-se a duas ideias centrais: primeiro, uma escola organizada como uma cadeia de comando capaz de produzir, rapidamente, resultados "politicamente" simpáticos para quem governa; e segundo, uma classe docente domesticada pelo medo e pela concorrência interpares, que cumpra ordens sem pinga de crítica, e saia baratinha na factura salarial do Ministério da Educação (ME). Toda a arquitectura legislativa, toda a orientação política do ME seguiu neste sentido. Modelo de avaliação, modelo de gestão, estatuto do aluno, e o Magalhães para ajudar à festa...
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Quando se provou que os professores não se iriam deixar humilhar e enxovalhar pelo Governo, e que estavam dispostos a lutar, veio a chantagem e as ameaças do ME - ameaça de processos disciplinares, de não progressão na carreira, o afastamento e a intimidação de Conselhos Executivos que não vergavam.
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Mesmo assim, uma, e outra, e outra vez, os professores saíram à rua. Porque sabem o que está em causa. Sabem que hoje a escola pública enfrenta uma crise, mas que não pode perder a confiança da opinião pública. Sabem que a multiplicação burocrática não trouxe rigor nem exigência às práticas escolares, apenas aumentou o espaço de manobras dos burocratas políticos de serviço. Sabem que se criaram e inventaram novos problemas, sem nunca resolver os velhos e determinantes problemas do sistema educativo português - o abandono e o insucesso escolar. Sabem que hoje as escolas enfrentam todos os desafios - a herança da iliteracia e a globalização mediática - ; sabem que à escola se pede todas as funções, da educação clássica, às novas competências, e ao apoio social às famílias e aos excluídos; e sabem que lhes faltam todos os instrumentos para fazer esse combate, e essa tarefa.
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Quem saiu à rua sabe exactamente o que quer - pacificar as escolas, esquecer Maria de Lurdes Rodrigues, investir no sistema educativo e nos profissionais que fazem a escola pública. Em Setembro ou Outubro, os professores sairão de novo à rua. De outra maneira voltarão a dizer ao PS que não aceitam ser humilhados e perseguidos. Tenho a sensação que dessa vez o PS vai ouvir com muito mais atenção.
Ana Drago
in Esquerda.Net

Ilusão e queda do país positivo...

Vital Moreira, para além de um provocador experimentado, vive sob um manto de conspirações que a sua própria mente congemina, no afã de discutir o menos possível o «osso» destas eleições. Para além da «tirada do dia», desastrosa q.b. para desencadear uma onda de pânico no PS, desmentidos e desvarios, descobriu agora a grande cabala: forças ocultas usam os media para esconder o «país positivo».
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Nas suas iniciativas de campanha encontra, então, qual agulha no palheiro que decerto gasta horas e solas aos assessores do PS, empresas de «sucesso»: fábricas que (ainda) não despedem, trabalhadores que (ainda) o são, algumas tecnologias inovadoras, enfim, aquilo que qualquer país com um normal e sustentado modelo de desenvolvimento deveria ter.
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Na verdade, Vital transforma a excepção na regra; o extraordinário em algo supostamente corriqueiro. Mas podemos sempre dar-lhe algumas rotas do país positivo: os campos de golfe; as refinadas gastronomias; os roteiros de sonho; os empreendimentos turísticos e comerciais cujo licenciamento soa a fraude e a corrupção; o «direito ao TGV» que a JS agora reclama, no cúmulo do absurdo, como se fosse um direito ou sonho geracional, obliterando por puro conformismo e obediência partidária a grande reivindicação do fim dos falsos recibos verdes, dos empregos precários a 500 euros e da intermitência; os offshores do BPN; os dividendos milionários dos gestores públicos e privados e, é claro, esse cenário idílico onde nada se passa e se ganha bem que dá pelo nome de Banco de Portugal.
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O país positivo de Vital Moreira é o oásis dos que fingem desconhecer o deserto que grassa à sua volta. Tal fingimento, por impostura, revela até onde vai quer a insensibilidade, quer o medo de discutir o país real, quer, ainda, a ilusão auto-imposta, quase como se ele acreditasse na mentira que nos quer vender.
Querem dar ópio ao povo, anestesiá-lo até à abstenção.
Para o PS, o país positivo é o que se abstém no dia 7 de Junho.
João Teixeira Lopes
in Esquerda.Net

O Judeu no Bordel...

Jacob há muito tempo que não tinha relações .....
Chegou na zona das meninas e disse para uma:
- Quanto cobra?
- 100,00 €.
- Muito caro! Muito caro!!!
- Então 50,00 €.
- Não, não.....eu só tenho 12,00 €.
- É muito pouco...por isso eu não vou.....
- Então eu dou-te 12,00 € e o telemóvel.
A gata pensou, pensou e disse:
- Está bem.
Foram para o quarto, e fizeram o que havia a fazer...
O Jacob levantou-se, vestiu as calças e deu 12,00 € à rapariga, que disse:
- E o telemóvel?
- Anota aí....962149524!

Arménio Vieira...o Poeta Cabo-Verdiano recebe Prémio Camões...

Arménio Adroaldo Vieira e Silva (Praia, Santiago, 24 de janeiro de 1941) é um jornalista e escritor cabo-verdiano, da língua portuguesa,
Elemento activo da geração de
1960, colaborou em SELÓ - folha dos novíssimos, Boletim de Cabo Verde, revista Vértice (Coimbra), Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos, Sopinha de Alfabeto, entre outras publicações.
Foi redactor do extinto jornal Voz di Povo.
Venceu o Prémio Camões 2009.
Obras

1981 - Poemas - África Editora - Colecção Cântico Geral. - Lisboa.
1990 - O Eleito do Sol - Edição Sonacor EP - Grafedito - Praia.
1998 - Poemas (reedição) - Ilhéu Editora - Mindelo.
1999 - No Inferno - Centro Cultural Português - Praia e Mindelo.
2006 - MITOgrafias - Ilhéu Editora - Mindelo
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Quiproquó.
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Há uma torneira sempre a dar horas
há um relógio a pingar no lavabos
há um candelabro que morde na isca
há um descalabro de peixe no tecto.
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Há um boticário pronto para a guerra
há um soldado vendendo remédios
há um veneno (tão mau) que não mata
há um antídoto para o suicído de um poeta.
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Senhor, Senhor, que digo eu (?)
que ando vestido pelo avesso
e furto chapéu e roubo sapatos
e sigo descalço e vou descoberto.

martes, 2 de junio de 2009

Classe média em perigo...

"Adeus, classe média, adeus", titulava ontem o suplemento de Economia do jornal ‘El Pais’. A classe média, pedra basilar do mundo ocidental, principal sustento do Estado-providência, está a ser fortemente atacada por esta severa crise.
Os rendimentos estão em risco, os empregos desaparecem e as pensões de reforma são ameaçadas.
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Na Europa mais rica, os substitutos da classe média são os mileuristas, jovens que, apesar de terem excelentes qualificações, não passam dos mil euros de salário mensal, normalmente em situações precárias. Nos países pobres da Europa, até os mil euros a recibos verdes parecem um sonho.
A bitola portuguesa desta geração precária não andará longe dos 500 ou 600 euros.
Esta realidade geracional é facilmente visível.
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Muitas são as famílias em que os pais, de 50/60 anos, atingiram um nível decente de conforto, e os filhos sub-30, mesmo com mais qualificações, não conseguem sequer ter a esperança de manter um nível de vida semelhante.
Este empobrecimento lento é aterrador e constitui uma ameaça civilizacional.
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O mundo que se desenha é mais injusto, mais inseguro e mais violento. E se os lideres políticos não tiverem vontade nem engenho para mudar as coisas, o chamado modelo social europeu pode desaparecer e a Europa tornar-se um imenso Haiti.
Armando Esteves Pereira
in CM

Tem dias...

O problema do voto em Vital Moreira (falo como cidadão comum votante que segue a campanha como quem vai à feira à procura do produto mais em conta) é que não é possível saber em que Vital Moreira se vota.
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Se naquele para quem "é preciso nacionalizar o grande capital" ou no candidato do actual PS;
se no que defende que, sendo as eleições europeias, "devem centrar-se em temas europeus" ou no que denuncia a "roubalheira", o "escândalo" e a "vergonha" do BPN;
se no que garante que é contra "a algazarra" e o "ataque pessoal aos adversários" ou no que responsabiliza aos berros os adversários pela "roubalheira"; se no que, tratando-se do Freeport, é o paladino da presunção de inocência ou no que, estando em causa o BPN, já condena sem julgamento "figuras gradas do PSD"…
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Fosse candidato o bastonário da Ordem dos Advogados, tudo seria mais fácil. Aos domingos, dias de eleições, "os advogados são pessoas responsáveis e sérias"; às terças (mas as eleições nunca são à terça) é que são "especialistas" em ajudar "clientes a praticar actos ilícitos".
Ao menos com Marinho Pinto sabíamos com o que contávamos.
Manuel António Pina
in JN

Sem Palavras...

Professores em Manifestação...

Numa demonstração de enorme dignidade e de resistência cívica aos desmandos prepotentes da Maioria Absoluta do Partido Xuxialista ( não confundir com Socialismo e Solidariedade) do «inginheiro» Sócrates e da sua inseparável ( e inqualificável) ministra da (des)Educação Lurdes Rodrigues, mais todos os só-cretinos que os apoiam, cerca de 80.000 Professores e Educadores de todo o país estiveram no sábado na rua em Lisboa para dizer NÃO a esta política (des)educativa, em especial o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo autocrático de Gestão das Escolas em vias de implementação.
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A realização de mais esta grande manifestação constitui uma prova inequívoca da rejeição de toda uma classe profissional pelas orientações políticas do actual Governo de Sócrates/Lurdes Rodrigues e um sintoma do mal-estar, descontentamento e divergência da população em geral face às decisões e medidas tomadas pelo governo e o Partido que o sustenta.
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A luta dos professores, ao longo dos últimos tempos é também um exemplo a ser levado em conta por todos os trabalhadores assalariados em defesa dos seus direitos e pela dignificação da sua profissão contra os abusos de poder e as interferências estranhas que nos querem impingir em nome do todo-poderoso mercado, e dos seus subprodutos ideológicos (ex: concorrência, competição, gestão unipessoal, avaliação de competências, hierarquização e segmentação profissional, etc, etc) que visam converter o ensino e a educação num negócio, funcionalizar (isto é, «menorizar») os professores e educadores, anular o direito à educação para todos, e impedir a construção de uma escola pública de qualidade.
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Porque uma escola pública democrática e de qualidade (inspirada na ética da dignificação e emancipação social, aspiração inerente a todos os indivíduos) é o contrário à escola-mercadoria com professores-funcionários que é próprio da educação mercantilizada ( inspirada nos valores do lucro, da rentabilização imediata, e da exclusão social de quem não tem dinheiro para pagar a sua educação...)
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Não à Escola ocupacional e massificadora para cidadãos apáticos e telecomandados.
Sim à Escola democrática de qualidade, formadora de indivíduos livres e activos com consciência crítica
in Blog A Sinistra Ministra

Movimento pela igualdade...

Foi apresentado ontem o "Movimento pela igualdade", que pretende juntar várias personalidades, de diferentes áreas sociais, com um objectivo comum: defender a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
São várias as pessoas que subscrevem um texto comum que apela ao fim da discriminação: da direita à esquerda, da política, do espectáculo, da música e das artes, da ciência, da medicina, do jornalismo, do desporto, entre muitos nomes que chegam ao milhar.
O nascimento deste movimento tem um significado especial: tornou-se urgente acabar com esta discriminação na lei. O heterossexismo da legislação actual não é sustentável, nem mais um minuto. E de tal forma é imperativa esta mudança, que já não existem subterfúgios ou alternativas, já não há lugar para "uniões menores" ou casamentos interditos à adopção. Igualdade total, igualdade já.
O debate já vai longo e, desta vez, o PS já não pode argumentar que é necessário um "grande debate nacional sobre o tema". Este é o tempo de se definirem posições - ou a igualdade ou discriminação. E igualdade só tem um significado no momento actual: casamento igual para tod@s, sem nenhuma diferença.
Sócrates já propagandeou a inclusão desta medida na sua moção ao Congresso do PS (3 meses depois de a ter chumbado no parlamento). Mas Sócrates e o PS têm um problema: não são de confiança. O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates que aprovou um código de trabalho absolutamente contraditório com aquilo que tinha "prometido" enquanto era oposição e enquanto era candidato.
O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates que prometia a criação de 150.000 novos postos de trabalho e vemo-nos hoje perante a maior taxa de desemprego da última década. O Sócrates desta promessa é o mesmo Sócrates de tantas outras que o traem hoje na sua própria confiança e que não lhe autorizam a propaganda da igualdade em troca de uma qualquer maioria absoluta.
Com Sócrates tudo pode acontecer: bloco central, maioria absoluta PS-CDS, maioria relativa com "queijos limianos" da direita ou mesmo a maioria absoluta de novo e muito falta de coragem para acabar com esta discriminação. E é nestes cenários, todos misturados ou não, que a promessa do casamento entre pessoas do mesmo sexo de Sócrates vale o que vale: não vale nada! E do PS só temos uma certeza: é que há bem pouco tempo rejeitaram vergonhosamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo - o resto é propaganda falsa.
Quer o PS queira ou não, só há um partido que até hoje propôs e votou uma lei do casamento absolutamente igualitária (que não excluía a adopção): o Bloco de Esquerda, por duas vezes!!
Está na hora de percebermos onde está a confiança. E onde ela estiver, estará também o futuro. Está na hora da esquerda.
Bruno Maia
in Esquerda.Net

O malandro e as irmãs...

O sujeito está visitando o amigo que teve um acidente de carro e está temporariamente inválido. De repente o acidentado diz:
- Me quebra essa: eu deixei as pantufas lá em cima no meu quarto. Você não quer ir lá pegar prá mim, por favor?
Não dá para recusar este tipo de favor.
O sujeito sobe a escada e vai até o quarto do amigo.
E, de repente, a porta do banheiro se abre e duas garotas lindas saem, com apenas um robe suficientemente transparente para deixar-lhe entrever os tesouros que elas inocentemente deixaram à vista.
O sujeito, um paquerador inveterado, não perde a chance:
- Oi meninas, foi seu pai que me pediu para subir e transar com vocês!
As moças olham-se incrédulas:
- Ele nunca iria dizer isso!
- Lógico que disse! - responde ele - Querem ver?
E, gritando para o amigo lá embaixo:
- As duas?
- Claro que as duas - responde o amigo !

Brasil...Ana Cristina Cesar...foi Poetisa...

Ana Cristina Cruz Cesar nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de junho de 1952.
Biografia
Filha do sociólogo Waldo Aranha Lenz Cesar e da professora Maria Luiza Cesar, era de uma família culta de classe média e protestante. Também conhecida pelos amigos como Ana C.,
Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet.
Tornou-se uma das principais poetas da geração mimeógrafo ou da chamada “literatura udigrudi” ou “marginal” da década de 70.
Começou a escrever ainda criança - antes mesmo de ser alfabetizada, aos 4 anos, ditava poemas para que a mãe os escrevesse. A escrita sempre lhe dominou a vida.
Em 1969, viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando volta da Inglaterra, com obras de Emily Dickinson (EUA), Sylvia Plath (EUA) e Katherine Mansfield (Nova Zelândia) na mala, dedica-se a escrever, traduzir e entra para a Faculdade de Letras da PUC do Rio, aos 19 anos.

Começa a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, são lançados em edições independentes.
As atividades não param: pesquisa literária, um mestrado em comunicação na UFRJ, outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra. Em suas obras, mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
Suicidou-se em 29 de outubro de 1983, atirando-se do apartamento dos pais.
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Obra
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Poesia:
- A Teus Pés - (1982)
- Inéditos e Dispersos - (1985)
- Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Crítica:
- Crítica e Tradução - (1999)
Variados:
- Correspondência Incompleta- Escritos no Rio (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Escritos em Londres (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
- Antologia 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda
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A Ponto de Partir
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A ponto de
partir, já sei
que nossos olhos
sorriam para sempre
na distância.
Parece pouco?
Chão de sal grosso, e ouro que se racha.
A ponto de partir, já sei que nossos olhos sorriem na distância.
Lentes escuríssimas sob os pilotis.

lunes, 1 de junio de 2009

2 horas na praia...

Praia da Carihuela (Torremolinos)Passeio marítimo e a belíssima praia (com bandeira azul)
A praia numa Segunda...aos fins de semana quase não há espaço...
Temperatura: 33º...Água: ainda fria para o meu gosto...dá para uns mergulhos...para nadar ainda não está no meu "ponto"...

Dia Mundial da Criança...

Após a 2ª Grande Guerra Mundial, as crianças de todo o Mundo enfrentavam grandes dificuldades, a alimentação era deficiente, os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos da Escola e punham-nos a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever.
Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se comemorasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo.
Os Estados Membros das Nações Unidas, - ONU - reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho, propuseram o Dia 1 de Junho, como Dia Mundial da Criança.
Nunca é demais lembrar, até porque poucas vezes isso tem sido feito, quais os direitos que assistem especificamente às crianças, e que estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança que foi elaborada em 1989 pelas Nações Unidas, que tiveram em consideração, entre outras coisas, o indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral desta Organização, que dizia que “a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais...”.
A ONU reconheceu também que “em todos os países do mundo há crianças que vivem em condições particularmente difíceis e a quem importa assegurar uma atenção especial, tendo devidamente em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção e o desenvolvimento harmonioso da criança e a importância da cooperação internacional para a melhoria das condições de vida das crianças em todos os países, em particular nos países em desenvolvimento.”

Criança
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Criança, tu és o conforto
Criança, tu és o amor.
Tu, que tens alegria nos teus olhos
E que aos outros ofereces amizade;
Tu, que caminhas
Sem maus pensamentos
E que amas
Sem rodeios Vem ...!
Vem comigo.
Dá-me a tua mão.
Criança,
Tu és o símbolo
Do amor
Da paz
E da liberdade.
Tu és o fruto
Da inocência
E da pureza.
Criança
Ajuda-nos a construir
Um mundo bom,
Como tu
Estrela brilhante!

O efeito Sócrates...

Faltam poucos dias para as eleições europeias e as sondagens começam a mostrar quais são as intenções de voto dos indígenas dos 27 países da União Europeia. Na Espanha do Bambi Zapatero, grande amigo do presidente do Conselho cá do sítio, é muito natural que o Partido Popular vença as eleições.
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Na Grã-Bretanha do patético Gordon Brown, também ele da mesma família política do presidente do Conselho cá do sítio, começa a desenhar-se uma derrota histórica do Partido Trabalhista, com uma vitória estrondosa dos conservadores e um resultado impressionante de um partido que detesta a Europa todos os dias, incluindo domingos e feriados.
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Por cá, é tudo muito diferente. O Partido Socialista do senhor presidente do Conselho, do Vitalinas, do Vital e do Silva continua galhardamente à frente de todas as sondagens. As diferenças para o PSD de Manuela Ferreira Leite variam, mas o primeiro lugar, esse, ninguém o tira ao PS. Por isto ou aquilo, principalmente por aquilo, alguns resultados apontam para o chamado empate técnico entre os dois partidos.
Mas rapidamente aparecem as devidas correcções, para os indígenas perceberem, a bem ou a mal, normalmente a mal, quem manda cá no sítio e principalmente quem é, definitivamente, o grande líder que os salvará da crise, do desemprego, da pobreza, da depressão e de um futuro cada vez mais negro e miserável. E é assim que rapidamente aparecem novas sondagens em que o partido do senhor presidente do Conselho se distancia do PSD e ainda mais rapidamente surgem os politólogos e comentadores do costume a justificar esses surpreendentes resultados dos socialistas.
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Todos à uma, com a lição muito bem estudada, vêm dizer aos estupefactos indígenas deste sítio cada vez mais mal frequentado que as subidas do PS são provocadas pelo chamado efeito Sócrates. Isto é, sempre que o senhor presidente do Conselho vai berrar e suar a um comício uma parte do eleitorado comove-se e muda o seu sentido de voto mal uma empresa de sondagens o contacta para o telefone fixo.
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Acontece que o senhor presidente do Conselho não passa a vida fechado no seu gabinete a estudar documentos e a pensar na melhor forma de governar o sítio. Não. O senhor presidente do Conselho cá do sítio não governa, faz propaganda. E nos intervalos prepara a próxima acção de propaganda.
O chamado efeito Sócrates só existe na cabeça dos propagandistas do senhor presidente do Conselho e serve para disfarçar muitas mentiras.
António Ribeiro Ferreira
in CM

O Novo Terreiro do Paço...

Coisas do Arco-da-Velha...Música anti-Sócrates dos Xutos varrida da rádio...

O tema chama-se 'Sem Eira nem Beira', mas não há ninguém que não o conheça por 'Sr. Engenheiro'. É uma das faixas mais comentadas e cantadas na rua do último disco dos Xutos & Pontapés, lançado a 6 de Abril.
Mas, nas rádios nacionais só passou uma vez, uma única vez. Foi na Antena 3.

FCP ergue Taça de Portugal pela 14ª vez...

Será que o Sporting e o Benfica já desistiram???...

Os culpados do caso BPN...

O caso BPN não aconteceu após as revelações de Oliveira e Costa no Parlamento. O caso BPN não aconteceu após João Lobo Antunes, conselheiro de Estado e ex-mandatário da candidatura de Cavaco Silva, ter "aconselhado" Dias Loureiro a abandonar o cargo de consultor do presidente da República, invocando o "dever patriótico".
Mas o caso BPN, para Dias Loureiro, só parece ter acontecido após esta dupla sucessão de acontecimentos. Por mais que o ex-ministro do PSD alegue que a sua saída do Conselho de Estado andava a ocupar-lhe os pensamentos há duas semanas, custa acreditar que não o tenha feito por causa dos mais recentes episódios e por "sugestão" não declarada do presidente da República. Sobretudo, porque aquele sai-não-sai ameaçava empurrar para terrenos movediços a credibilidade de Cavaco Silva.
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Dias Loureiro não pode invocar, como fez, que decidiu o que decidiu (terá mesmo decidido?) por haver quem achasse que estava a escudar-se na imunidade do cargo para evitar uma qualquer convocatória judicial. Dias Loureiro não pode querer que o país acredite que teve, ao fim de este tempo todo, um rebate de consciência. E dizer deste tempo todo é dizer, como ele próprio sublinhou, "sete meses a ouvir tipos e notícias nos jornais". Dias Loureiro não é culpado de nada. Não foi constituído arguido nem considerado suspeito. Mas não o é hoje como não o era há sete meses. Por isso, é fácil concluir que saiu contrariado.
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Mas Dias Loureiro é apenas uma das pontas deste novelo. E não é pelo facto de Oliveira e Costa, na sua qualidade de presidiário, convém não esquecer, ter ido ao Parlamento verbalizar todos os ressentimentos que andou a acumular ao longo de meio ano nos calabouços da Polícia Judiciária que faz de um o bonzinho e do outro um impostor.
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O caso BPN é o resultado de uma gestão fraudulenta, mas de uma gestão fraudulenta colectiva. Não é produto de um homem só.
De resto, não podia esperar-se que Oliveira e Costa tivesse dito aos deputados algo de muito diferente do que foi transmitido. Porque o ex-homem forte do BPN foi ao fundo, mas deixou bem claro que não quer lá ficar sozinho. Político e judicial, sem dúvida, o caso BPN é, também e muito, a história sul-americana de uns ex-comparsas agora desavindos que sabem muitos segredos uns dos outros.
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Não devemos, porém, distrair-nos do essencial: o dinheiro, onde pára o dinheiro? Sim, porque se estima que o Estado já tenha injectado, naquele banco mal gerido, qualquer coisa como 1,4 mil milhões de euros. Uma quantia descomunal que nem dá para mensurar. Para ajudar à festa, ontem, os responsáveis da Sociedade Lusa de Negócios vieram reclamar uma indemnização de 400 milhões de euros pela nacionalização do banco. Que o Governo não quer dar.
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Por isso, apurem-se as responsabilidades, esclareçam-se as manigâncias contabilísticas e as danças das off-shore, mas não se transforme este caso numa teia tão enredada de factos e sound bites que, no final, a sua génese fique ligada a um mau acompanhamento da supervisão bancária, ao efeito nocivo e sistémico do colapso dos mercados ou ao anticiclone dos Açores.
O caso BPN tem culpados.
E não são certamente os contribuintes portugueses.
Pedro Ivo Carvalho
in JN

Novos pobres...

Este ano fui um pouco mais generoso na contribuição para o Banco Alimentar Contra a Fome porque me lembrei do pobre dr. Vítor Constâncio e demais administradores do Banco de Portugal, que se queixam de que já não são aumentados desde 2005.
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Tão precária deve ser a situação de todos eles que os seus salários (ao contrário do que sucede, por exemplo, na Reserva Federal americana) nem são tornados públicos para lhes evitar a vergonha.
No entanto, segundo a sua declaração de rendimentos de 2006, sabe-se que o dr. Vítor Constâncio ganha pouco mais de 23 mil euros por mês (o presidente da Reserva Federal ganha 15 mil).
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É certo que o dr. Vitor Constâncio tem direito a carro de alta cilindrada e motorista pagos pelos contribuintes, taxas de juro bonificadas e reforma ao fim de 5 anos, mas que é isso para um licenciado pelo ISCEF e ex-secretário-geral do PS?
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Por isso, mais louvável ainda é o desprendimento e apego à causa pública com que o dr. Vítor Constâncio e seus pares dolorosamente aceitaram prescindir este ano do aumento de 5% (mais 14 mil euros anuais) que chegou a ser anunciado.
Deus lhes pague.
Manuel António Pina
in JN

Mãe e Filha...


- Minha filha, as vizinhas andam a dizer que tu andas a deitar-te com o teu namorado!
- Ai mãe, as pessoas são tão faladoras, uma pessoa deita-se com um fulano qualquer e já dizem que é o namorado!

Clausewitz...foi um General Prussiano e Teórico da Guerra...

Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz (Burg, 1 de junho de 1780Breslau, 16 de novembro de 1831) foi um militar Prússia (hoje parte da Alemanha) que ocupou o posto de general e é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra.
Foi diretor da Escola Militar de
Berlim nos últimos treze anos de sua vida, período em que escreveu a obra Von Kriege (Da Guerra), publicada postumamente. Ficou conhecida a frase em que ele define a associação entre guerra e política: “a guerra é a continuação da política por outros meios”. Especificamente, Clausewitz considerava fundamental que a Guerra estivesse sempre submetida à Política.
Isto pois nenhuma guerra pode ser vencida sem a compreensão precisa dos objetivos¸ da disposição de meios¸ ao cálculo racional das capacidades e das oportunidades, estabelecendo os limites éticos ao uso da força, sempre submetida aos objetivos políticos estabelecidos.
Von Clausewitz é considerado um grande mestre da arte da
guerra. Sua lições de tática e estratégia vão, porém, além dos exercícios militares propriamente ditos, para se constituírem, inclusive, numa profunda reflexão sobre a filosofia da guerra e da paz. Essa reflexão contém observações éticas que são válidas para a formação militar em todo tempo, mesmo na ocorrência do que, nos nossos dias, veio a chamar-se "guerra interna".
Para Clausewitz, a destruição física do inimigo deixa de ser ética, quando ele pode ser desarmado em vez de morto.
Defensor da superioridade da defesa e das capacidades defensivas frente ao ataque e capacidades ofensivas, a argumentação de Clausewitz comumente é sintetizada na noção de que o melhor ataque é uma ótima defesa.

Mais precisamente, Clausewitz demonstra a superioridade da defesa enquanto elemento de dissuasão e enquanto tática de combate, pois permitiria, desde o desgaste do invasor em uma guerra de atrito, até a possibilidade de escolha do momento correto para contra-atacar as forças adversárias.