Depois do cinema o Luis foi levar a namorada a casa. Ficaram encostados à porta do prédio a namorar um bocado: -Querida hoje é que tenho que fazer amor contigo! - Não,só depois do casamento, disse a namorada. Passado já algum tempo e depois de muita repetição e insistência do Luis, aparece à porta do prédio uma miúda que teria para aí uns 14 anos e disse: -Olhe, você é que é o Luis, não é? Pois eu venho cá do 10ª andar para lhe dizer que lá em casa o meu avô, a minha avó, os meus pais, o meu cão e até eu faremos amor consigo, mas por favor tire a mão das campaínhas !
A campanha eleitoral para as Europeias não podia ter começado melhor, com espectáculos de circo em Valência e Coimbra, em que duas vedetas ibéricas, que se imaginam grandes líderes europeus, berraram que se farta e acabaram num estado lastimável, alagadas em suor dos pés às brilhantes cabecinhas. . A crise, aquela que arrasa a vida de milhões de indígenas ibéricos, não conta para este campeonato. O Bambi castelhano e o seu homólogo luso são almas que vivem disto, ganham bem, não precisam de andar por aí à procura de emprego ou preocupados com o dia de amanhã. São rapazes que Mário Soares já classificou de medíocres e que não conseguem viver sem a propaganda e os espectáculos obscenos. . No meio das discursatas com teleponto, o senhor presidente do Conselho mostrou que as línguas são mesmo a sua verdadeira vocação. Ao inglês técnico feito por fax juntou agora ao seu currículo um extraordinário castelhano técnico que deixou os socialistas espanhóis de Valência verdadeiramente maravilhados. Mas foi em Coimbra, ao lado de um senhor que se intitula cabeça-de-lista do PS às Europeias, que o senhor presidente do Conselho mostrou todas as suas virtualidades. . Alagado em suor, perante uma sala que os socialistas coimbrinhas não conseguiram encher, talvez por falta de camionetas disponíveis, atacou forte e feio Manuela Ferreira Leite por ter agradecido a Deus o fim dos comícios eleitorais, uma desculpa, disse, para a falta de jeito político da líder do PSD. É verdade. . Jeitoso só há um, o senhor presidente do Conselho e mais nenhum. Foi assim que na década de oitenta assinou uns projectos medonhos nas profundezas da Guarda, foi assim que se meteu em diversas embrulhadas na Cova da Beira, foi assim que terminou uma licenciatura em engenharia civil, foi assim que licenciou o Freeport, foi assim que andou metido nas histórias de pressões a magistrados do Ministério Público. . A vida, política, económica e social, está decididamente para os jeitosos deste sítio manhoso, pobre, deprimido, quase falido e obviamente cada vez mais mal frequentado. Os jeitosos da banca, os jeitosos dos negócios, os jeitosos dos sindicatos e, evidentemente, os jeitosos da política. A campanha eleitoral para as Europeias começou, por isso mesmo, da melhor maneira possível. De um lado está o espectáculo e o circo com animais ferozes. Do outro estão as palavras duras, o falar verdade e a recusa em alinhar num jogo cada vez mais obsceno. António Ribeiro Ferreira in CM
António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. . Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra. Marinho Pinto não tem atenuantes. Não trabalhou no Ministério do Ambiente de Sócrates e, que se saiba, não faz parte do seu núcleo duro. É pois de supor que não esteja vinculado ao voto de obediência cega que tem levado os mais próximos de Sócrates à defesa do indefensável, à justificação do injustificável e a encontrar razão no irracional. Não tendo atenuantes, Marinho Pinto tem agravantes. . O Estado de direito delegou na Ordem dos Advogados importantes competências reguladoras de um exercício fundamental para a sociedade. O Bastonário tem que as exercer garantindo uma série de valores que lhe foram confiados pelos seus pares. O comportamento público do Bastonário sugere que ele está a cumprir uma bizarra agenda pessoal com um registo de regularidade na defesa apaixonada de José Sócrates e do PS. . O que provavelmente provocou em Marinho Pinto o seu lamentável paroxismo esbracejante em directo foi a dura comparação entre as suas denúncias sobre crimes de advogados e os denunciantes do Freeport. Se a denúncia de irregularidades na administração de bens públicos é um dever, a atoarda não concretizada é indigna. O que o Bastonário da Ordem dos Advogados disse sobre o envolvimento dos seus pares nos crimes dos seus constituintes é o equivalente aos desabafos ébrios tipo: "são todos uns ladrões" ou "carrada de gatunos". Elaborações interessantes e de bom-tom, se proferidas meio deitado num balcão de mármore entre torresmos e copos de três. Presumo que a Ordem dos Advogados não seja isso. Nem sirva de câmara de eco às teorias esotéricas do Bastonário de que a Casa Pia foi uma Cabala para decapitar o PS ou que o Freeport é uma urdidura politico-judicial-jornalistica. . Se num caso, um asilo do Estado com crianças abusadas fala por si, no outro, um mega centro comercial paredes-meias com a Rede Natura, tem uma sonoridade tão estridente como o grito de flamingos desalojados. . A imagem que deu na TVI foi de um homem vítima de si próprio, dos seus excessos, do seu voluntarismo, das suas inseguranças e das suas incompetências. Marinho Pinto tentou mostrar que era o carrasco do mensageiro que tão más notícias tem trazido a José Sócrates. Fê-lo vociferando uma caterva de insultos como se tivesse a procuração bastante passada pelo Primeiro Ministro para desencorajar e punir este jornalismo de pesquisa e denúncia que tantas e embaraçosas vezes tem andado à frente do inquérito judicial. E a verdade é que sem o jornalismo da TVI não havia "caso Freeport" e acabar com Manuela Moura Guedes não o vai fazer desaparecer.
Durante manobras de navios americanos na costa canadiana o seguinte diálogo foi captado e gravado pelo MI6. O capitão de um navio americano estava perto da costa canadiana quando avistou uma luz distante e resolveu enviar uma mensagem via rádio. Aqui é ocapitão J. Smith. O curso do seu navio está em rota directa com o nosso. É favor alterar o seu curso 15 graus 1,5 graus norte. Câmbio. O Canadiano respondeu. Vocês é que estão em rota de colisão connosco. Alterem o vosso curso 15 graus para sul. O capitão americano ficou irritado e respondeu: Nós é que exigimos que vocês alterem o vosso curso 15 graus para norte. O canadiano insistiu. Alterem o vosso curso 15 graus para sul. O capitão ficou irritadíssimo e disse: AQUI É DO USS LINCON O MAIOR PORTA AVIÕES DE GUERRA DO ATLÂNTICO NORTE, DA MARINHA AMERICANA E ESTAMOS EM COMBOIO COM MAIS 2 FRAGATAS E 2 DESTROYERS E NUMEROSOS NAVIOS DE APOIO. NÓS EXIGIMOS QUE VOCÊS MUDEM DE CURSO 15 GRAUS 1,5 GRAUS PARA NORTE. ESTAMOS PREPARADOS PARA TOMAR TODAS AS CONTRA-MEDIDAS QUE FOREM NECESSÁRIAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO COMBOIO. CÂMBIO. E o Canadiano Respondeu. Aqui é do Farol à vossa frente. Câmbio
No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África". Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores. Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana. Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação da África, e diversos eventos serão realizados esta semana para marcar a data. África é o segundo continente mais populoso e mais extenso, depois da Ásia. Dos 42 países que a constituem, em 5 fala-se português - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique eS. Tomé e Príncipe. Todos os anos, o Dia da África constitui a ocasião acordada para: - medir os progressos realizados na África, - avaliar as suas dificuldades - reflectir sobre as enormes potencialidades do continente Todavia, uma grande parte de África, especialmente a sul do Saara, continua a sofrer os trágicos efeitos de conflitos violentos, da pobreza extrema e da doença. No Darfour, os ataques e o deslocamento da população continuam e pelo menos 2,6 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência. Num número demasiado elevado de países, a pobreza e o enorme fardo da doença, em particular a forte prevalência do HIV/AIDS (VIH/SIDA), estão a infligir um sofrimento generalizado e a anular os progressos duramente conseguidos no domínio do desenvolvimento, fazendo com que a África fique para trás em relação às outras regiões em desenvolvimento no que diz respeito à realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Sorrisos de esperança
A data, agora comemorada como o Dia de África, serve para manter vivos os ideais que levaram à criação, em Adis Abeba, Etiopia, da Organização da Unidade Africana (OUA), um marco na continuação do processo de autodeterminação dos africanos, iniciado após a II Guerra Mundial, com acções dos movimentos de libertação nacionais surgidos no continente.
Há muito que a discussão séria consequente sobre os destinos da justiça foi abandonada.
. Chegámos a um ponto em que não dá mais para perceber como é que os principais actores judiciais se digladiam na praça pública, a tal ponto que os restos de confiança no sistema judiciário correm o risco de se reduzirem a pó.
A gritaria a propósito das eventuais pressões sofridas por magistrados no caso Freeport é, em si mesma, reveladora da ausência de coragem imanente a institutos de polícia de ministério público e de juízes. Resulta do próprio fundamento ético da função ser imune a pressões, ser indiferente a influências externas à actividade de investigar, de acusar e de julgar. Um magistrado que se considera pressionado e, por isso, vítima da imposição de terceiros não se reconhece a si próprio. . A sua independência decorre exactamente do reconhecimento público que, seja qual for o método de condicionamento da sua decisão, ele possui imunidade completa e dele apenas se espera que seja justo. Quando se entra no território das queixinhas, então, já não estamos a falar da independência da função, mas de gente que se aproveita da função para manobras que nada têm a ver com a Justiça. Confesso que não percebo este mundo do desvario. . Por outro lado, o bastonário da Ordem dos Advogados, dentro da estratégia que desenhou para o seu mandato, continua a lançar granadas à esquerda e à direita. Desta vez, atirou-se aos seus próprios colegas, acusando alguns de serem auxiliares da actividade criminosa. Para que percebêssemos o que ele queria dizer e para ser pedagógica a sua intervenção, exigia-se que levasse até às últimas consequências a denúncia. Fulano faz isto, o escritório de sicrano faz aquilo. Não fez e mais uma acha foi atirada para a fogueira que incendeia e devora a credibilidade daqueles que intervêm no sistema judicial. . Esta malta anda a brincar com o fogo. Há muito que a discussão séria consequente sobre os destinos da justiça foi abandonada. Discute-se poder e poderzinhos. Discutem-se vinganças e vingançazinhas. Entrámos no território da vulgaridade medíocre e já não é a opinião pública que critica o sistema. É o sistema que se devora a si próprio. . É preciso que o bom senso torne rapidamente e que o silêncio seja maior do que a coscuvilhice. É importante que eventuais divergências, quer na advocacia, quer no Ministério Público, quer nas polícias, sejam rapidamente sanadas. Não é possível continuar por mais tempo este clima de suspeição generalizada pois aquilo que está em causa é a estrutura essencial do Estado de Direito. É capaz de ter chegado o tempo da má-língua e do ataque pessoal ser substituído pelo bom senso. O alicerce maior de qualquer sistema judiciário. Francisco Moita Flores in CM
Paulo Rangel, cabeça-de-lista do PSD às Europeias, diz que há pessoas com medo de dizer que não votam no PS. Crise grave é uma das responsáveis por tal receio.
A casa onde mora João Rendeiro, o fundador do Banco Privado Português (BPP), no exclusivo condomínio da Quinta Patino, em Cascais, está registada num sociedade estrangeira, sediada num offshore, que já teve duas moradas diferentes.
Segundo apurou o CM, a mansão do lote 81, está actualmente avaliada em 2,1 milhões de euros
Não gosto de passar correntes, pedidos de ajuda... porque 99% são falsos. Mas neste caso, realmente percebo que a dificuldade desta família é evidente. Recentemente, eles foram vítimas de uma enchente. Seguem as fotos do local onde vivem actualmente. Vamos unir esforços e fazer algo por eles. Não se esqueçam de que poderíamos estar no lugar deles...
Estamos a poucas dias das eleições para o Parlamento Europeu. Mais uma vez, esperam-se níveis elevados de abstenção e surgem campanhas de incentivo à participação no acto eleitoral, e apelos aos eleitores para cumprirem o seu "dever cívico". O habitual. Ao mesmo tempo, também como é costume, não se dá aos cidadãos condições para um voto esclarecido e empenhado. Pelo contrário, pedem-nos que votemos às cegas neste ou naquele partido, num ou noutro candidato. . Ora, o jogo democrático não se resume a votar num cabeça-de-lista porque é mais simpático, possui melhores dotes de oratória, tem maior vocação para mártir ou um ar de verdadeiro senador. Como não se esgota na apresentação de um "cartão amarelo" ao Governo em exercício. Ser cidadão europeu é muito mais do que ir votar, e seja o que Deus quiser. . Uma democracia digna transcende o acto ritual da escolha dos representantes e exige destes a garantia de uma posição clara, quanto à natureza e ao rumo da União Europeia (UE). Portanto, um programa concreto, objectivos precisos e comprometimentos rigorosos por parte dos candidatos. . No momento em que o Mundo vive uma crise produzida por um capitalismo sem ética, está na altura de trocar a União monetária Europeia, por uma União social Europeia. De pôr os interesses da maioria à frente dos privilégios da minoria dominante. É esse compromisso que se exige aos candidatos. E isso implica propostas claras e não meras declarações de bons propósitos. . Não queremos uma UE que mantenha, como mantém, a possibilidade de alargar o tempo de trabalho semanal até às 78 horas, recuando aos mais negros idos da revolução industrial, e fazendo disparar o desemprego. Queremos uma UE que desça, excepcionalmente, o tempo de trabalho para as 30 ou 35 horas semanais, para assegurar mais emprego. E não nos venham dizer que assim não se gera riqueza porque o problema não é a riqueza mas a sua distribuição. . Queremos uma União que estabeleça um salário mínimo europeu, como medida para acabar com a concorrência entre trabalhadores e desincentivar as habilidosas deslocalizações de empresas. Queremos uma UE contra a precariedade, e não uma União que a sustente. Não queremos uma UE apostada em impor restrições ao acesso dos cidadãos à Internet, pondo em causa um dos direitos fundamentais na Europa, abrangido pela Convenção dos Direitos, Liberdades e Garantias. . É sobre questões como estas que partidos e candidatos devem comprometer-se, ao invés de perderem tempo com campanhas de escárnio e mal dizer que parecem substantivar o entendimento que os políticos têm do debate democrático. A não ser assim, para quê votar?
O caso conta-se rapidamente. Na sequência de um conflito com a direcção do seu serviço, um enfermeiro do H S João, no Porto, foi transferido para outro serviço. Considerando-se vítima de uma injustiça, escreveu uma carta ao Presidente da República, na qual se queixava de perseguição e discriminação. Neste documento, exprimia, igualmente, o seu ponto de vista crítico sobre diversos aspectos do funcionamento do serviço de que foi afastado e sobre a actuação da respectiva directora.
. Algum tempo depois, esta carta, dirigida ao Sr. Presidente da República, serviu de pretexto para o Conselho de Administração (CA) abrir um processo disciplinar contra o enfermeiro, tendo em vista o seu despedimento com justa causa, invocando para isso a natureza difamatória da missiva e o carácter ilícito do acto de escrever ao mais alto representante da nação.
. Confrontada pelo BE no Parlamento sobre o caso, a Ministra da Saúde nada disse, invocando desconhecer a situação. Passou um mês e a Ministra continuou silenciosa.
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Entretanto a situação é relatada por alguns jornais, originando mesmo uma nota da Presidência da República, considerando inaceitável que um cidadão possa ser punido e despedido por ter dirigido uma carta ao Presidente da Republica.
Nesse mesmo dia, o H S João divulga o arquivamento do caso. Está por saber que destino vão ter as queixas-crime que o Hospital tinha decidido apresentar.
. A decisão do CA do HSJ é grave e revela uma concepção totalitária sobre os direitos e liberdades dos trabalhadores e dos cidadãos. O CA do HSJ viola grosseiramente direitos constitucionais ao pretender castigar um profissional que, apenas, exerceu um direito fundamental - o da liberdade de pensamento e expressão.
. A livre afirmação de pontos de vista críticos sobre chefias e responsáveis não é, nem pode ser, considerada como difamação. Longe vai o tempo em que o bom profissional era o que não via, não ouvia, não pensava e não falava. O empenhamento profissional ganha e valoriza-se com o espírito crítico.
. Mais grave e incompreensível, ainda, é considerar ilícito que, no exercício dos seus mais elementares direitos políticos, um trabalhador se dirija ao Presidente da República, e ver nessa atitude motivo disciplinar bastante para despedir o considerado "infractor". Seria difícil encontrar interpretação mais distorcida da arquitectura e funcionamento do regime democrático e constitucional.
. O "absolutismo" do PS está a fazer estragos na democracia portuguesa, muitas vezes pela mão de hierarquias super-zelosas que gostam de mostrar "quem manda" e de afastar todos aqueles que recusam o papel de yes men.
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Este não é o primeiro caso na administração pública de atitudes persecutórias e arbitrárias por parte das chefias, nomeadamente, no SNS: o despedimento de enfermeiros da Linha Saúde 24 ou a demissão da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, são disso exemplo, entre muitos outros que podem citar-se. Mas, se a atitude dos dirigentes do São João é grave, mais grave ainda é o silêncio cúmplice da Ministra Ana Jorge. João Semedo in Esquerda.Net
O Ti Zé Chaparro, aproveitando a viagem a Mértola, foi ao médico fazer um'xécápi'. Pergunta o médico. - Sr. José, o senhor está em muito boa forma para 40 anos. - E eu disse ter 40 anos? - Quantos anos o senhor tem? - Fiz 57 em Maio que passou. - Não diga! E quantos anos tinha seu pai quando morreu? - E eu disse que meu pai morreu? - Oh, desculpe! Quantos anos tem seu pai? - O velho tem 81. - 81? Que bom! E quantos anos tinha seu avô quando morreu? - E eu disse que ele morreu? - Sinto muito. E quantos anos ele tem? - 103, e ainda anda de bicicleta. - Fico feliz em saber. E seu bisavô? Morreu de quê? - E eu disse que ele tinha morrido? Ele está com 124 e vai casar na semana que vem. - Agora já é demais! - Diz o médico revoltado. - Por que um homem de124 anos iria querer casar? - E eu disse que ele QUERIA se casar ? Queria nada; ele engravidou a moça!..
José Maria Ferreira de Castro nasceu em Salgueiros, vila Oliveira de Azeméis, Portugal, no dia 24 de maio de 1898 e foi um escritor português. Biografia Filho de José Eustáquio Ferreira de Castro e D. Maria Rosa Soares de Castro, Ferreira Castro viveu boa parte de sua infância nesse modesto local. Em 1904 entra na escola primária de Ossela. Dois anos depois passa por sérios problemas financeiros por causa da perda do pai. Em 1911 emigra para Belém do Pará - Brasil, onde trabalhar, por cerca de quatro anos, em um seringal da floresta Amazônica. Essa fase, vivida em regime de semi-escravidão, proporcionou-lhe o contato com os sofrimentos e injustiças vividos pelo povo local, o que lhe serviu de "inspiração" para escrever o romance "A selva", publicado em 1930. Por volta de 1914 deixa o Seringal e vai para Belém - PA. Os anos seguintes lhe são muito duros, pois tem que se submeter a trabalhos humildes para conseguir manter-se. Em 1916 consegue publicar o romance "Criminoso por Ambição", cuja distribuição era feita por ele mesmo. A partir daí começa a colaborar com alguns jornais locais (Jornal dos Novos e a Cruzada). No entanto a vida ainda lhe castiga muito e o escritor chega a viver em estado de extrema miséria. Sua situação começa a melhorar somente em 1917 quando funda, juntamente com o também português João Pinto Monteiro, um seminário intitulado "Portugal". Em 1919, já com a situação financeira regularizada, Ferreira Castro viaja pelo Brasil e faz vários contatos importantes. No entanto, retorna a Portugal com a intenção de seguir carreira literária. Em 1920, funda, com Nuno Romano, o jornal "O Luso", que tinha a intenção de aproximar o Brasil de Portugal. Esse periódico se extingue alguns meses depois e, novamente, Ferreira Castro vive em estado de extrema miséria. Pouco a pouco, começa criar relações com pessoas que lhe abrem o caminho na vida jornalística. Começa também a produzir e publicar romances: Carne Faminta - 1920; O Êxito fácil - 1923; Sangue Negro - 1923; A boca da esfinge - 1924; A morte Redimida - 1925 etc. Segundo o professor Massaud Moisés, esses romances são todos de "duvidosa valia a tal ponto que mais tarde o escritor os renegaria". Apesar da "duvidosa valia" essas obras, somadas a vários artigos escritos por Ferreira Castro, fazem com que ele se re-estabeleça financeiramente e chegue a ser eleito, em 1927, "Presidente do Sindicato dos Profissionais da Imprensa". Ainda nesse ano passa a viver com Diana de Lis. Em 1928 funda e dirige, junto com Campos Monteiro, o magazine "Civilização". Ainda nesse ano, publica o romance "Emigrantes", que, além de receber elogios da critica em Portugal, marca também o início definitivo de sua carreira de escritor. Em 1930 publica "A Selva", na qual resgata as experiências vividas na Amazônia. Esse romance tornou-se um grande sucesso tanto em Portugal como no Brasil. Isso porque a obra trata dos problemas sociais vividos pelo povo da região Amazônia com objetividade e extremo senso crítico. Em 30 de Maio deste ano morre sua companheira Diana de Lis. Angustiado, interrompe suas atividades literárias e abandona a direção do magazine "Civilização". A obra "Eternidade" publicada em 1933, marca o seu retorno as atividades literárias, que se prolonga até a sua morte, ocorrida em 29 de Junho de 1974 na cidade do Porto. Ferreira de Castro teve seus livros traduzidos para vários idiomas. Sem sombra de dúvidas, as obras mais importantes de sua carreira são "Emigrantes" e "A Selva", pois são consideradas precursoras do Neo-Realismo em Portugal. ::. Outras obras de obras de destaque: Eternidade - 1933; Terra fria - 1934; Tempestade - 1940; A lã e a neve - 1947; A curva da Estrada - 1950; A missão - 1954; O Instinto Supremo - 1968;
Catalina Pestana concedeu entrevista ao CM e disse que a solução para a Casa Pia é acabar com ela. Destruir e reconstruir, com outro nome, disse a antiga provedora, que quer limpar a fama da instituição e as práticas abjectas que reinam por lá há séculos. Longe de mim contestar a sabedoria da dra. Catalina. . Mas as palavras da senhora expressam bem a minha estupefacção perante o caso. A Casa Pia é, como o nome indica, uma casa: quatro paredes ao alto, com gente enfiada lá dentro. Controlar o que se passa dentro de uma casa; punir e afastar os criminosos; e evitar novos abusos não me parece uma tarefa ciclópica. . E, no entanto, passaram pela casa fornadas de luminárias que não conseguiram o básico. Isto diz tudo sobre a qualidade dos nossos ‘líderes’: gente que é incapaz de governar uma casa, quanto mais um país. João Pereira Coutinho in CM