martes, 23 de junio de 2009

Alentejo da minh`alma...

O Golfe chegou ao Alentejo
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Três Alentejanos reunidos tentam encontrar uma nova maneira de passar o tempo.
Diz um:
- Oh compadre, já chega de sueca e dominó. Tou farto disto!!
Diz outro:
- Atão e se fossemos jogar golfi?
Pergunta o primeiro:
- Atão, oh! compadri, com'é quisso se joga?
- É c'um pau, umas bolas e um buraco.
Responde o outro :
- Atão tá beim; ê cá dou o pau.
Diz o segundo:
- Prontos ê cá dou as bolas.
Responde o terceiro :
- Cumpadres, ê cá já nã quero jogar...

James Mill...foi Filósofo e Historiador Escocês...

James Mill (6 de Abril, 1773 - 23 de Junho, 1836) foi um historiador e filósofo escocês e o pai de John Stuart Mill.
Foi um partidário do liberalismo e um famoso representante do radicalismo filosófico, uma escola de pensamento também conhecida poe Utilitarianismo, a qual defende uma base científica para a filosofia.
Biografia
James Mill nasceu em
Northwater Bridge, na paróquia de Logie-Pert, Forfarshire, Escócia, filho de James Mill, um sapateiro.
Sua mãe, Isabel Fenton, de uma boa família que sofrera por ter estado ligada com a revolta Stuart (ver:Jacobitismo) resolveu que o seu filho deveria receber uma educação primorosa e enviou-o inicialmente para a escola da paróquia e depois para a Montrose Academy, onde ele permaneceu até à idade de 17 anos e meio.
Ele entrou então para a Universidade de Edimburgo, onde se destinguiu na literatura clássica (Grego).
Em Outubro de 1798 licenciou-se, tornando-se um pastor
presbiteriano, mas teve pouco sucesso. Entre 1790 e 1802, para além de ter sido tutor de várias crianças, ele ocupou-se com o estudo de história e filosofia.
Com as limitadas perspectivas de uma carreira na Escócia, em 1802 ele foi para Londres na companhia de Sir John Stuart, então membro do parlamento (único para Escócia e Inglaterra) pela região de
Kincardineshire, e devoutou-se ao trabalho literário.
Entre 1803 e 1806 ele foi editor de um periódico ambicioso intitulado "Literary Journal", que tinha por objectivo oferecer uma vista panorâmica de todos os principais campos de conhecimento humano.
Durante este tempo ele também editou a St James's Chronicle, pertencente ao mesmo titular. Em 1804, ele escreveu um panfleto sobre o milho comércio, argumentando contra um subsídio sobre a exportação de grãos.

Em 1805 ele publicou uma tradução (com notas e citações) do FC Villers do trabalho sobre a Reforma, uma implacável exposição dos alegados vícios do sistema papal.
Em 1805 casou com Harriet Burrow, cuja mãe, uma viúva, manteve um estabelecimento para lunáticos em Hoxton. Em seguida, ele tomou uma casa em Pentonville, onde seu filho mais velho, John Stuart Mill nasceu, em 1806.
Ainda no final deste ano ele começou a sua História da Índia, que ele levou doze anos para concluir, em vez de três ou quatro, como se tinha esperado.

lunes, 22 de junio de 2009

O país dos ayatollas...

Se quisermos estabelecer um paralelo de relativa proximidade poder-se-á dizer que em Teerão cheira a Tianamen. No país dos ayatollas, não saíram tanques para as ruas a reprimir as manifestações pela liberdade, mas saíram os guardiães da revolução islâmica a matar e a prender todas as bocas que gritam por mudança no fechado regime iraniano.
Os acontecimentos dos últimos dias em Teerão são, no entanto, a expressão de uma dinâmica de mudança que parece imparável e que vai muito para lá daquilo que é Moussavi, o líder da oposição.
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No Irão, emerge sobretudo uma classe média urbana instruída, aberta ao mundo, que rompe com o cânone de um país submisso ao poder dos líderes religiosos fundamentalistas. Essa é uma classe média que mostra enorme porosidade com o mundo, utilizando todo o potencial das novas tecnologias de comunicação e o suporte das comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo.
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Ali, mais do que um daqueles confrontos ideológicos clássicos do tempo da Guerra Fria, ocorre um claro conflito de estilos e modos de vida.
Um poder antidemocrático e claustrofóbico esmaga uma parte da sociedade apegada à liberdade de expressão, ao voto livre e a valores laicos.
O problema é que, desta vez, o grito da revolta ecoa mais longe e não dá sinais de querer parar. Ainda bem!
Eduardo Dâmaso
in CM

A Frase...

A imagem das injustiças!...

Com sentido mediático o CDS produziu e realizou mais uma das suas operações de marketing, travestida agora em moção de censura ao Governo.
Pouco interessava a Portas que várias "moções" tivessem já sido apresentadas, desde as dos professores aos enfermeiros, das dos trabalhadores da Qimonda às dos profissionais das forças de segurança - para só falar nas mais recentes, onde nem sequer me lembro de o ter visto em gesto de solidariedade. Menos lhe interessarão por certo as próximas "moções " que o mesmo rumo político já anunciado por José Sócrates levará seguramente às ruas deste país…
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Não interessava a Portas que a sua moção apontasse as injustiças que permitem cargas fiscais impossíveis sobre quem trabalha enquanto se perdoa a quem continua a fugir ou a pagar bem menos do que pode; ou que passasse de raspão sobre os excluídos, a pobreza, as reformas e salários de miséria, silenciasse os abusos do lay-off e a imensa precarização existente em Portugal na sequência de um Código Laboral inventado pelo seu amigo Bagão Félix e agora refinado pelo PS.
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Para além de ter conseguido levar o PSD a reboque, Portas não queria lá muito que o Governo caísse com a sua moção de censura. Creio até que se tal pudesse suceder, se apressaria a meter rapidamente a moção na gaveta. Na verdade, todos, Portas incluído, aguardam a censura que o país poderá voltar a dar ao PS em Setembro.
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Entre o ruído da moção de censura sobressaiu a nova postura de Sócrates. Começámos a semana com o Governo a mudar o porta-voz (caindo Vitalino Canas, o patrono das empresas de trabalho temporário); soubemos, depois, que o PS contratara um novo profissional de Comunicação Social, isto é, que Sócrates mudara de treinador…
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Mas será que o PS julga que os portugueses são estúpidos? O novo estilo Sócrates é verdadeiramente assustador e mostra o desnorte nas hostes do PS. É que não há imagem nem propaganda que possam esconder as injustiças e as políticas de desastre…
Honório Novo
in JN

Comandante supremo passa a "conselheiro"...

Presidente será apenas consultado sobre o envio de tropas para missões no estrangeiro.
O Afeganistão poderá ser o último gesto do presidente da República no actual figurino legal. No futuro, o Governo não precisará de muito mais do que "comunicar" o envio de forças militares ao comandante supremo das Forças Armadas.
E, ironia das coisas, o actual presidente, Cavaco Silva, tem nas mãos para promulgação o diploma que acaba por o transformar num quase consultor do Governo para o emprego das Forças Armadas no exterior, a revisão da Lei de Defesa Nacional (LDN).
É que do vazio legal relativo às competências do presidente da República e do Governo com a anterior lei, passou-se agora para uma situação mais clara, mas em que o Executivo controla todo o processo de decisão.
Se Cavaco Silva vai ou não promulgar o diploma - que foi aprovado pela Assembleia da República - é questão que ainda não tem resposta, mas dos meios militares surgem sinais de preocupação, pelo "esvaziamento" da figura do presidente da República enquanto comandante supremo das Forças Armadas.
"É escandaloso", classifica o general Garcia Leandro
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Ó homem...Reforme-se...Ala para Boliqueime que se faz tarde...

Brasil...Joelma Mendes...É cantora...

Joelma da Silva Mendes (Almeirim, 22 de junho de 1974) é uma cantora brasileira, vocalista da Banda Calypso.
Índice
1 Início da Carreira
2 O primeiro disco
3 Banda Calypso
4 Família
5 Projetos
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Minha Estrela - Banda Calypso

Sócrates...O Humilde...

O engenheiro furioso com a Comunicação Social....

Sócrates...Um erro fatal....

Não sei quem convenceu Sócrates a esta mudança de registo mas parece-me claro que este pode ter sido o seu último grande erro.
Com Agosto à porta, sem tempo para convencer novos apoiantes, incapaz de seduzir os que dele não gostavam, corre agora um sério risco em alienar os que ainda apreciavam o estilo.
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Ainda não sei qual era o sentimento dos que se deslocaram ao último evento de propaganda mas imagino que entre as hostes socialistas já se planeie a sucessão de Sócrates, o antigo e o novo.
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O que resta a Sócrates fazer? Pouca coisa e mesmo assim com resultados muito incertos.
Manuela Ferreira Leite poderá, agora sim, valer-se de algum silêncio apenas interrompido pela apresentação pontual de soluções que julge necessárias apresentar ao país e evitando qualquer diálogo, reduzindo os debates a um mínimo protocolar e obrigando Sócrates a adivinhar o que terá agora de prometer depois de nada ter cumprido.
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Algures em Setembro será claro para todos se quando Sócrates fala ainda alguém o ouve para além dos indefectiveis do partido e se esse "clique" tiver tido lugar, a escolha só poderá ser uma: Votar no PSD em número que lhe possibilite lidar com uma oposição de extrema-esquerda que se encarregará de discutir entre eles os despojos do cadáver socialista.
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Se assim não for, se por alguma razão, o PS ainda estiver em condições de vencer as eleições não o conseguirá fazer sem ser em condições tão frageis que poderão condenar o mesmo a um fim prematuro.
in 31 da Armada

O menino de ouro da SIC...

E, ao décimo dia após a derrota nas "europeias", o "animal feroz" transformou-se num cachorrinho alimentado a Xanax.
O eng. Sócrates surgiu na SIC a conversar docemente com uma jornalista da casa, tão doce como ele.
O exercício, que durou espantosos cinquenta minutos, pretendia ser uma demonstração de modéstia, ou a prova de que o primeiro-ministro, à semelhança da lua, possui uma face oculta, e que, à semelhança de Guterres, a face é meiga.
Na verdade, a "entrevista" constituiu uma das páginas mais embaraçosas da nossa já não excessivamente solene democracia. Não tanto para o espectador, que com risinhos e sonolência lá sobreviveu àquilo: para o eng. Sócrates, que pode não ter sobrevivido.
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Modéstia, afinal, não houve nenhuma. Salvo pormenores "formais" (a "burocracia" na avaliação dos professores, por exemplo), o eng. Sócrates reconheceu um único "erro": o parco apoio à "cultura", na presunção convicta ou simulada de que um punhado de filmes e peças por subsidiar é fonte de angústia colectiva. De resto, desfiou a propaganda do costume: reformas (?), progresso científico (?), redenção do ensino (?), crescimento económico (?), criação de emprego (?), controlo das contas públicas (toldado pela malvada "crise internacional", a maior dos últimos cem, mil ou dez mil anos, não me lembro), benefícios do investimento estatal, energias "renováveis", Magalhães, etc.
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No final, confessou-se assaz contente consigo e com a sua "mundividência". Para o futuro, conta com o "país moderno", que "quer andar para a frente" e que "não se deixa abater". Não conta, presume-se, com a chusma de pessimistas retrógrados que não apreciam as maravilhas que o Governo faz por eles.
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Embora embrulhada no tom intimista dos programas nocturnos de rádio, trata-se da lengalenga de sempre e do eng. Sócrates de sempre, um homem curiosamente obcecado com ele mesmo e curiosamente convencido da própria importância. Convém moderar as comparações com Guterres. O assustadiço Guterres fugiu ao perceber que percebêramos o buraco em que nos meteu. O eng. Sócrates nunca abdicaria voluntariamente do poder. No máximo, abdica da imagem com que o desempenhou durante quatro anos, trocando a velha arrogância (ou "firmeza") pela dissimulação (ou "humildade").
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O pressuposto é o de que a governação se define através das aparências, ou do "estilo", e que um novo "estilo" fatalmente conduzirá os eleitores a uma nova avaliação da governação. Pelo menos é isto o que vai nas cabeças dos estrategas e conselheiros do eng. Sócrates. A propósito, quanto ganha essa gente? Seja o que for, é demasiado.
Se o eng. Sócrates não o enxerga sozinho, era aconselhável rodear-se por quem o alertasse para o perigoso ridículo da manobra.
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Não foi só a inépcia do seu Governo que custou ao PS as "europeias", sobretudo contra um PSD vago nas propostas e insondável enquanto alternativa. A derrota socialista deveu-se principalmente ao carácter "plástico" do líder, um holograma ruidoso que cansou os cidadãos e contrasta com a discrição quase patológica mas "humana" de Manuela Ferreira Leite. Supondo que alguém a viu, a plástica "entrevista" à SIC apenas terá aumentado o cansaço e o contraste.
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Dividido entre não poder ser quem é e não conseguir ser quem não é, o eng. Sócrates encontra-se num aperto. Excepto se os portugueses acreditarem de facto nas proezas da cosmética, e os abstencionistas que o primeiro-ministro procura seduzir corresponderem à definição que o dr. César dos Açores lhes aplicou: uma multidão de estúpidos.
in DN

Belém, Fundação Champalimaud e Museu de Arte Popular?...

Ninguém comenta, nem critica: a construção da Fundação Champalimaud lado a lado com a Torre de Belém, em cima do Tejo, é um volume de construção aberrante.
O projecto de arquitectura até poderá ser de qualidade, mas o que devia ser discutido era isto: é razoável construir à beira-rio infraestruturas que trazem um elevado índice de ocupação e que não vão servir para o usufruto dos cidadãos em geral?
Deve a margem do rio ser ocupada por serviços terciários que estariam muito melhor em zonas de fácil acesso sem porem em causa a densidade de ocupação de uma zona que se quer nobre e livre de actividades institucionais?
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A verdade é que este precedente foi aberto com a Agência Europeia no Cais do Sodré, prosseguiu com o hotel de Manuel Salgado e vai continuar com a Fundação Champalimaud e outras que virão. Um projecto global que tivesse como filosofia urbanística a mínima ocupação de solo para um máximo usufruto da margem do Tejo para actividades lúdicas e ecológicas já foi pelo cano.
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Muito fala António Costa e a sua voluntariosa equipa de tipos que dizem detestar carros na cidade. Mas quando têm oportunidade de abrir a malha da cidade a espaços livres e funcionais, acabam a construir hóteis, escritórios e devem já estar a pensar em condomínios de luxo.Por exemplo: cantam bicicletas e eu, que adoro andar de carro e que adoro andar de bicicleta, percebi que é impossível ir de Cascais a Lisboa de bicicleta em segurança e conforto.
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Pior: a Câmara de Lisboa está a reconstruir o pavimento entre o novo hotel de Belém e as docas e não está a por lá uma ciclopista. Há 300 metros de ciclopista entre o Café In e a parte debaixo da ponte. Depois acaba. Ora como tem lata esta gente de vir defender a bicicleta se nem pistas fazem? Ou porque insistem em atirar as bicicletas contra os carros, sendo possível a conciliação de todos os meios de transporte, salvaguardando a liberdade dos utentes?
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Para cúmulo fala-se agora na destruição do Museu de Arte Popular, um edifício dos anos 30 construído para a Exposição do Mundo português, uma memória viva da nossa cultura. O que acaba sempre por acontecer é que quem nos desgoverna insiste no camartelo contra a memória, e no novo-riquismo contra a cultura.
São umas bestiolas, mas a culpa é de uma geração de esquerdalhos que sempre acharam que a cultura devia ser construída incendiando o passado.
in Blog Instante Fatal

No Confessionário...

A rapariga no confessionário:
- Sr padre, eu "coisei" com o meu namorado!
- Minha filha, não deve fazer isso! É um pecado muito grave! Por causa de uma hora de prazer, pode prejudicar toda a sua vida! Arrependa-se dos seus pecados, reze duas Avé-Marias e que Deus te abençoe, minha filha!
A moça ia levantar-se contrita, mas ganha coragem para uma última pergunta:
- Sr. Padre? O senhor pode explicar-me como é que se faz para durar uma hora?

Erich Maria Remarque...foi um Escritor Alemão...

Erich Maria Remarque, pseudónimo de Erich Paul Remark (Osnabrück, 22 de Junho de 1898Locarno, 25 de Setembro de 1970) foi um escritor alemão.
Biografia
Erich Paul Remark nasceu no seio de uma família trabalhadora e
católica alemã. Com 18 anos partiu para as trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, onde foi ferido várias vezes. Depois da guerra mudou o seu nome para Remarque e teve diversos empregos, incluindo bibliotecário, homem de negócios, professor, e editor.
Em
1929, Remarque publicou o seu trabalho mais famoso Im Westen nichts Neues (A oeste nada de novo em Portugal e Nada de novo no front no Brasil), com o pseudónimo Erich Maria Remarque (mudando o seu nome do meio em honra da sua mãe).
Escreveu mais alguns livros de conteúdo semelhante, numa linguagem simples e emotiva, que descrevia a guerra e o pós-guerra.
Em
1933, os nazis baniram e queimaram os livros de Remarque. A propaganda do partido afirmava que ele era descendente de judeus franceses, e que o seu verdadeiro nome era Kramer (o seu nome original lido de trás para a frente). Há ainda algumas biografias que confirmam isto, apesar da falta de provas.
Viajou para a
Suíça, em 1931, e em 1939 emigrou para os Estados Unidos da América, com a sua primeira esposa, Ilsa Jeanne Zamboui, com quem se casou e divorciou duas vezes. Tornaram-se cidadãos estadunidenses em 1947.
Por fim, casou com a actriz Paulette Goddard, em 1958, e permaneceram casados até à data da sua morte em 1970, na Suíça.

domingo, 21 de junio de 2009

Hoje...Começou o Verão...

Começou o Verão...Aproveite-o bem no campo ou na praia...este ano só há este...

Mário Lino descarta novo mandato...

Mário Lino, ministro das Obras Públicas, insinuou que não voltará a ser ministro e não pondera sequer a hipótese de ser deputado, apesar de admitir que não quer ficar parado.
Numa entrevista ao semanário ‘Expresso’, Lino afirmou que já não tem “idade para estar no Governo”, deixando assim no ar a possibilidade de não voltar a integrar o Governo PS, caso voltem a vencer as eleições legislativas, ainda sem data marcada.
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Já se orientou, agora adeus...É o costume...

O silêncio dos culpados...

O estridente protesto de Paulo Rangel por causa da roubalheira no BPN foi idêntico aos sonoros ultrajes de Sócrates por causa do Freeport.
Além de serem questões criminais, o Freeport e o BPN são temas políticos. Exigem dos políticos participação na denúncia e na condenação. Porque foram abusos de valores públicos. Porque interpelam violações da ética republicana. Por isso não toleram os pactos de silêncio. A abordagem pública descomplexada e livre tem que ser feita em debate político nos locais onde a política se debate.
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No Freeport e no BPN há áreas que nada têm a ver com segredos de justiça e onde a Presunção de Inocência não pode ser usada como uma espécie de asilo onde os poderosos se resguardam do escrutínio público. É impossível aceitar a relutância que todos os partidos têm manifestado em abordar os dois grandes casos de corrupção que envolvem as que (ainda) são as maiores forças políticas do País. Das vezes que o caso Freeport surgiu no Parlamento, logo Sócrates vociferou ultrajado que era insultuoso abordar a questão e, um a um, os partidos da oposição recolheram-se em embaraçados silêncios pelo atrevimento de terem abordado tão incómodo tema para o Primeiro Ministro. Na campanha das Europeias o estridente protesto de Paulo Rangel por causa da "roubalheira" no BPN foi idêntico aos sonoros ultrajes de Sócrates no Freeport, denotando que o bloco central continua a viver de pactos informais onde, por ética perversa, a regra é não falar dos crimes uns dos outros.
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Por força da maioria socialista, o Freeport não vai ter, nesta legislatura, direito sequer a uma comissão de inquérito sobre, por exemplo, boas práticas dos governos de gestão em despachos de última hora. Não que uma comissão de inquérito seja substituto adequado ao contraditório vigoroso e plural que só o Plenário permite. É uma espécie de do-mal-o-menos. Quando muito, poderá ter uma função complementar no apuramento de factos se o problema já estiver suficientemente denunciado em termos políticos, o que não é o caso nem do Freeport nem do BPN.
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Aqui a Presunção de Inocência que os prevaricadores reclamam tem funcionado não como garantia de direitos, mas como abuso de privilégios, resguardando transgressores e dando-lhes tempo para continuar em actividade enquanto prejudicam o apuramento de verdades frequentemente indemonstráveis, como o atestam os inúmeros arquivamentos insólitos e os prazos convenientemente prescritos.
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É devido à ausência de debate franco, duro e leal sobre estes casos políticos que aos media foi deixado o trabalho "sujo" de esgravatar pormenores, tentando compor uma imagem do que se passa, milhão a milhão, num mundo de falsidades e aparências onde é normal comprar casas a offshores e ter rendimentos com juros nas centenas que nem a Dona Branca prometia.
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Nesta busca, os media têm operado num ambiente tóxico de ameaças de processos e condenações da Entidade Reguladora da Comunicação Social e do Sindicato dos Jornalistas, que já chegaram ao pormenor sinistro de produzir análise crítica da semiótica da gestualidade dos jornalistas que dão as notícias mais incómodas. Enquanto isto, o mundo da política obscura sobrevive em convenientes silêncios criando inocências a prazo em que se perpetuam práticas de ilicitude.
Ficam intactas as "roubalheiras" que, eu confio, sejam bem debatidas, sem medos, nas próximas eleições e em próximos parlamentos.
Mário Crespo
in JN

Decisões especiais...

Um grupo de economistas acaba de vir a público propor "uma reavaliação profunda dos megaprojectos públicos no sector dos transportes, das suas prioridades e calendários". O conjunto de renomados economistas não é contra - ou sendo-o não o diz abertamente - aqueles projectos. Mas duvida da oportunidade, quer uma reavaliação.
Numa época de eleições, não pode evitar-se notar que a maioria destes economistas pertence maioritariamente a um mesmo partido ou com ele colabora. Será injusto notar que grande parte é do PSD, alguns ex-ministros, ao mesmo tempo que também há entre aqueles economistas gente que já lidou com o PS ou independentes que se reconhecem na área social-democrata, esteja ela representada pelo PS ou pelo PSD?
Também não pode deixar de se notar que entre os signatários há alguns responsáveis pelo marasmo da nossa economia, pela forma como nunca fomos capazes de igualar o crescimento europeu, gente que tendo tido o poder não logrou conduzir o país a resultados melhores do que os conhecemos há largos anos. Nem por isso, porém, o alerta destes economistas deve ser posto de lado. Gente de elevada craveira académica propõe que se estude mais, se analise melhor, se perceba bem se este é o momento para avançar.
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Para o eleitorado que vai ser chamado a escolher um novo Governo dentro de meses, este apelo é difícil. Ele contraria o que o Governo tem como certo, ainda que, por exemplo no caso do TGV, o Governo tenha feito com que os prazos de uma decisão caibam ao próximo Governo, precisamente ao que vier a ser escolhido em próximo acto eleitoral. Contrariando o Governo, este apelo cola melhor com o que tem dito alguma oposição, nomeadamente a oposição protagonizada por Manuela Ferreira Leite que, honra lhe seja feita, foi a primeira a dizer que "não há dinheiro para nada".
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É por isso que este apelo deverá ter um destinatário certo: o presidente da República, cuja isenção não se contesta. Um estudo patrocinado pela Presidência da República poderia e deveria mostrar aos portugueses a nossa real situação. O presidente deveria promover um grande debate nacional com gente do Governo e de todas as oposições, ser ele mesmo o árbitro desse confronto de ideias, cujo principal objectivo seria o dar a conhecer aos portugueses, antes da eleição do próximo Parlamento, a verdadeira situação do país e a oportunidade de algumas opções.
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Se vivemos uma crise única, deveríamos ter comportamentos especiais. E um debate desses, difícil de pôr de pé, é certo, seria um momento exemplar em que o país se poria a pensar. Depois, votaria. Acresce que o próprio Cavaco Silva corre o risco, até pelo seu estilo de intervenção, de ser injustamente integrado no rol dos que fazem política partidária. O tom enigmático dos seus discursos, que necessita das interpretações que sobre eles fazem o prof. Marcelo, nas suas missas dominicais, e outros políticos que são parte interessada na própria interpretação das palavras do presidente, esse tom não é adequado ao momento presente.
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É preciso gente que fale claro e fale verdade. Duas pessoas podem ter, ambas de boa fé, duas opiniões. Distintas.
Mas a crise não permite erros e o cidadão eleitor precisa de ser esclarecido. Ninguém melhor do que o presidente da República para mediar essa grande sessão de esclarecimento que este grupo de economistas aconselha e o país certamente necessita.
José Leite Pereira
in JN

Manter o rumo?...

Na noite das Eleições Europeias, José Sócrates e o PS foram derrotados.
Não se vislumbrou nenhum sinal de humildade, muito menos de autocrítica. Manter o rumo foi a palavra-chave.
Todos sabemos que se trataram de Eleições Europeias com características próprias. Não votámos para a Assembleia da República. Mas mesmo só quem não quer ver, ignora os sinais do eleitorado.
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Durante a semana que se seguiu apenas dois exemplos daquilo que é de facto a orientação do PS e a essência da sua política neoliberal: fez aprovar, apenas com os seus votos, o código contributivo para os regimes da Segurança Social que vai resultar, nada mais nada menos, do que na redução objectiva do salário dos portugueses e portuguesas, assumindo que se recusa a debater novas formas de financiamento da Segurança Social.
E anunciou o chumbo de criação de uma tarifa social nos serviços essenciais de energia (electricidade e gás), proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, seguindo, aliás, a prática de muitos países europeus. Tudo em tempo de crise económica e social.
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Manter o rumo. Ou seja, não alterar um milímetro a estratégia seguida para o combate à maior crise das últimas décadas. É por isso tempo, daqui até Setembro, de debates sobre as alternativas que se colocam. E é tempo de pensar e agir, numa lógica contrária à condenação do País à governação do bloco central.
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O PSD que se cuide, pois a sua vitória não significa um reconhecimento sobre as políticas que, aliás, pouco diferem, no essencial, das que foram e são seguidas pelo PS. A alternativa à esquerda reforçou-se e ainda tem muito para dar a este País.
Helena Pinto
in Esquerda.Net

Sócrates...A Nova Pelagem...

Convenientes apagões...

Números de desemprego incorrectos – com eliminação de milhares de desempregados –, elementos do processo de Concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira desaparecem (aliás anda a desaparecer muito papel, vá-se lá saber porquê). O PS inviabilizou a audição do Presidente do Eurojust. E o mesmo sucedeu com o Presidente do Instituto do Emprego.
Os Sindicatos denunciam exames 'faz-de-conta'.
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Apagam-se números, desaparecem papéis, calam-se vozes no Parlamento; não se deixa falar quem pode falar (sendo certo que o caso das 'pressões' é igual a outros em que corriam processos, o que não constituiu óbice para as audições, pelo que também aqui isso não pode servir de desculpa) e faz de conta que se fazem exames.
No primeiro caso, e por coincidência, a contabilização dos números 'apagados' faria chegar o número 'oficial' de desempregados a meio milhão, sendo bem provável que sejam mais.
No segundo caso, os 'papéis' permitiriam constatar se a lei foi violada ou não e se houve favorecimento, etc. O costume.
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No terceiro caso, impedem-se vozes de serem escrutinadas e no quarto, um exame tão fácil que não é exame algum, apagam--se os exames a sério. Por qualquer razão anda muita coisa a desaparecer, a apagar-se. Pois é. Como dizia Talleyrand, se há coisa mais horrível que a mentira é a verdade. Temos mais corrosão institucional e desconfiança, o que não é bom. A política da mordaça também não.
Era importante que se desse um sinal de mudança. Seria bom, para começar, que não se fizesse qualquer confusão nestes processos eleitorais próximos, entre as Instituições e a luta político-partidária.
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As Instituições são para ser preservadas dessa luta que tem locais próprios, não são para ser utilizadas em pugnas eleitorais. Apesar de tudo ainda não vale tudo. Mesmo que se esteja perto disso. Não se utilizam meios do Estado, das autarquias nem de outras instituições públicas para fins eleitorais ou pré-eleitorais e menos ainda para guerrilha partidária, se é que há um menos na coisa. Nem Instituições se agridem entre si em função de eleições: guardam isenção e imparcialidade.
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No meio de tanto apagão, que não se apague o decoro democrático, mas provavelmente já estamos numa fase em que é pedir muito.
Ele há apagões selectivos, ai isso há. Muito selectivos e convenientes. Apagam inconveniências e insuficiências.
Paula Teixeira da Cruz
in CM