martes, 3 de julio de 2012

João Rasteiro...É um Poeta Português...

João Rasteiro (Ameal, Coimbra, 1965) é um poeta português e ensaísta.
Traduziu para o português vários poemas de Harold Alvarado Tenorio, Miro Villar, Juan Armando Rojas Joo e Juan Carlos García Hoyuelos.
É Licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade de Coimbra. Trabalha actualmente na “Casa da Escrita” – Câmara Municipal Coimbra. É sócio da APE (Associação Portuguesa de Escritores), membro dos Conselhos Editoriais das revistas Oficina de Poesia e Confraria do Vento (Brasil) e delegado em Portugal da revista Italiana Il Convivio. Possui vários poemas publicados em várias revistas e antologias em Portugal, Brasil, Itália, Colômbia, Finlândia, República Checa, Chile e Espanha e vários poemas traduzidos para o espanhol, italiano, inglês, francês e finlandês. Em João Rasteiro vamos encontrar uma poesia cujas principais referências e influências se vão encontrar em nomes como os dos poetas Herberto Helder, Fiama Hasse Pais Brandão ou Daniel Faria, mas também em nomes como os de Charles Bernstein ou Gertrude Stein. É uma poesia do corpo, físico e essencialmente do corpo da linguagem.
Em 2005 integrou a antologia: “Cânticos da Fronteira/Cânticos de la Frontera (Trilce Ediciones - Junta de Castilha y León). Em 2007 fez parte do grupo de poetas convidados para o VI Encontro Internacional de Poetas de Coimbra, organizados pelo grupo de estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi também um dos poetas convidados para o III Festival Internacional de Poesia de Granada, Nicarágua. Em 2008 integrou a antologia "O Reverso do Olhar" - exposição Internacional de Surrealismo Actual. Em 2009 integrou a antologia: “Portuguesia: Minas entre os povos da mesma língua – antropologia de uma poética” (livro-DVD), organizada pelo poeta brasileiro Wilmar Silva e que engloba poéticas de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-leste, Goa, Macau e Galiza.
Em 2009 integrou o livro de ensaios “O que é a poesia?”, organizado pelo brasileiro Edson Cruz. Em 2010 integrou a antologia "Poesia do Mundo VI", resultante dos VI Encontros Internacionais de Poetas de Coimbra organizados pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 2009 a revista de poesia “Arquitrave” da Colômbia, editou um número especial (nº 44) dedicado à Poesia Portuguesa Contemporânea, intitulado "Poesia Portuguesa Hoje" do qual foi o organizador e responsável.
Em 2011 integrou o livro "Três Poetas Portugueses" [Editora RG, São Paulo), organizado pelo poeta Álvaro Alves de Faria. Integra, conjuntamente com Miguel Carvalho, Seixas Peixoto, Pedro Prata, Luiz Morgadinho e Rik Lina (Hol.), o "Cabo Mondego Section of the Portuguese Surrealism”.
---
A falua do desejo

                                                                                              Ao Manuel António Pina





                                            Ousar pensar uma árvore de poemas

                                            é olhá-la e pressenti-la pelo ângulo do anseio

                                            que nos estende os tentáculos,



                                            é comer um corpo

                                            até a boca ficar em chagas maduras

                                            saber-lhe sem limites obscuros

                                            o ocluso estertor do coração

                                            ou a desmedida voltagem do voo do rouxinol

                                            em núbil e puro eclipse,



                                            é beber água e sangue

                                            na paridade dos líquenes e da utopia 

                                            um só tempo uma lembrança

                                            até que a flor em sua triste alegria recomece

                                            nas primeiras gramáticas da aurora

                                            em sua falua de abóbadas abertas ao desejo.



                                            Não brotará e morrerá mais sublime fruto

                                            em mundos de sedutoras abaúlas

                                            do que a demoníaca sílaba
                                            cantando sob a lua a idade dos jovens deuses

                                            que tem raízes de abismos

                                            na melancolia inexpugnável da matéria de um poema.


No hay comentarios:

Publicar un comentario